Escalada com significado
Pode uma foto de escalada passar uma mensagem política? Se você me perguntasse até meia hora atrás eu não conseguiria achar um contexto que pudesse unir as duas coisas, mas essa foto consegue unir as duas coisas de forma extraordinária! Os créditos vão para Pepo Giménez, e foi publicada no perfil do facebook “I love Climbing”! Fantástica!
Vídeo: Vini Todero na Migalhas Indecentes 9c
Em junho vai completar 2 anos que eu visitei pela primeira vez o Rio e conheci o famoso Campo Escola 2000, na floresta da Tijuca. Na época eu não estava treinando forte, e não deu pra fazer praticamente nada. Hoje já acho que dava pra dar uns bons pegas em algumas vias, principalmente na primeira parte da Epitáfio das Ilusões, que até a primeira parada é um 7c, mas completa tem o mesmo grau da via desse vídeo.
Mas esse vídeo não é pra mostrar somente o Campo Escola e relembrar, mas também pra apresentar esse escalador que eu não conhecia: Vini Todero, de Caxias do Sul. O que vocês vão ver no vídeo, faz parte da quase cadena, à vista, da via Migalhas Indecentes. Eu disse À VISTA!! 9C À VISTA! Na mesma trip o cara mandou outro 9c e um 10a em flash! Muito monstro!
Como usar o novo GriGri 2
Não sei se alguém aqui pelo Brasil já possui o recém lançado GriGri 2 , aprimoramento do assegurador mais famoso do mundo da escalada, da fabricante Petzl. Recentemente foi disponibilizado um vídeo promocional/instrucional de como usar o novo equipamento, que agora é 20% mais leve, 25% menor, aceita cordas mais esbeltas e tem um novo sistema de controle de descida.
O vídeo parece chover no molhado, mas é sempre importante relembrar alguns conceitos básicos de como fazer a seg. Apesar de o GriGri ser um assegurador automático, nunca se deve tirar a atenção do escalador. É de praxe se relaxar ao utilizar o GriGri, diferente de equipamentos baseados em atrito, caso do ATC ou do freio 8. Mas isso é algo que deve ser evitado. Manter sempre a mão no lado de frenagem da corda é importante, e deve ser observado até mesmo quando se é necessário dar corda mais depressa para uma costura rápida.
Eu sempre busco utilizar no meu GriGri o método difundido pela Petzl e melhorado pelos escaladores, onde o dedo polegar faz pressão na trava (sem soltar a ponta da corda) e permite a outra mão puxar corda mais rápida e livremente. O novo método apresentado pela Petzl nesse vídeo é quase a mesma coisa, com o diferencial do dedo indicador travar por baixo da aba de metal. Tentei fazer no modelo antigo e parece funcionar bem nele também.
Dica interessante e nem sempre levada em consideração, é a de sempre manter um nó no final da corda. Eu nunca vi e nem ouvi falar de alguém que tenha se acidentado por a corda ter acabado e saído do GriGri, principalmente fazendo esportiva, mas não custa nada atar um nózinho no final pra uma segurança extra.
É isso ai galera….climb safe!
Red Bull Psicobloc São Francisco
Já estava se espalhando faz alguns dias a notícia de um evento de escalada na região do São Francisco, local onde começa a se desenvolver a prática do psicobloc, graças em grande parte ao espírito desbravador do carioca Felipe Dallorto.
Mas agora o site da prefeitura da cidade alagoana de Delmiro Gouveia confirma o evento! E sabe quem vai comparecer pra desbravar novas linhas no cânion?! Os irmãos Iker e Eneko Pou, que já participaram de evento semelhante na Colômbia.
Acompanhando os irmãos espanhóis vão estar grandes nomes da escalada nacional, como Felipe Camargo, Cesar Grosso e Janine Cardoso. Contudo, será um evento fechado, apenas para convidados, com o objetivo de filmar um documentário sobre a região. Mas pra quem quiser e puder conferir, o evento acontece do dia 17 à 22 de Fevereiro!
Se os irmãos Pou já ficaram de cara com o point colombiano, imagina com o velho Chico!
Primeiro 9º grau cearense?
Eu sou partidário da teoria que o nível da escalada de determinado lugar é proporcional ao nível das vias que ele possui. Aqui no Ceará durante muito tempo a via mais difícil e mais desejada era um 7c. O que fez, eu acho, a maioria dos escaladores cearenses ficarem presos abaixo do 8º grau. Os primeiros escaladores cearenses a escalarem acima desse patamar o fizeram quando foram morar fora, caso do Júlio Pimentel e do André Braga, hoje escaladores de 9º grau.
Mas de uns tempos pra cá o negócio tem começado a mudar de figura por aqui. E eu considero que dois fatores foram determinantes: primeiro a exploração da Pedra Vermelha, setor bem negativo que possibilitou novas vias de grau mais alto; e segundo, a contribuição do alemão Malte Seithuemmer, que morou aqui durante um ano, e motivou a galera a escalar cada vez mais forte e a abrir algumas vias tendendo ao nono.
Algumas das vias que começaram a surgir que chegaram perto, foram a Borboleta no Rêgo 8b, a Centopéia 8b/c, ambas na Pedra Vermelha, a Favo de Mel 8c (?) em Tejuçuoca, ainda sem cadena , e entrando na casa do nono, talvez mais alto ainda, ficam a Todynho e a Evil Chicken From Hell. E parece que esse mês, a Evil Chicken From Hell pode acabar recebendo sua primeira, ou primeiras cadenas.
O André está por Fortaleza, e foi ontem comigo e o Daniel até a Pedra Vermelha, e deu 2 pegas na via. Achou realmente a via bem forte, e acha que pelo menos 9a a via é. Mas essa semana, um amigo dele, também escalador na casa do 9º desembarca por aqui, e deve tentar a via também. Queria eu estar lá pra documentar as tentativas e a provável cadena, mas vai ser durante a semana, então…mas creio que no final da semana devo noticiar aqui a primeira cadena de 9º grau no estado do Ceará, o que eu espero, eleve a motivação da galera pra continuar evoluindo.
Cipó ou Diamantina esse ano?!
Quando eu fui pro Cipó ano passado, conheci duas figuras fantásticas de Diamantina, o Andrei e o Tuchê. Claro que eles não deixaram de “vender o peixe” da cidade deles, falando o quanto o lugar era perfeito pra escalar, principalmente pra quem curte boulder. E eu não vou mentir que eu fiquei tentado em dar uma chegada por lá esse ano e conferir o lugar, mas ainda assim, até hoje, a “peregrinação” anual ao Cipó não tinha ficado ameaçada.
Mas conferindo um post no Twitter, falando da cidade mineira a 300km de BH, eu tremi nas bases. Uma lágrima quase escorreu do olho quando eu vi essas fotos. Agora eu já não sei mais o que eu faço. Cipó ou Diamantina esse ano?! G3 ou Gruta do Salitre? E em Minas ainda tem Montes Claros, São Tomé das Letras, Conceição do Mato Dentro, Ouro Preto, Lapa do Antão…Dúvida cruel de escalador!!! Cliquem nas fotos pra ver maior!
Vídeo: Chris Webb Parsons
Você já ouviu falar do australiano Chris Webb Parsons? Pra quem não curte muito boulder, pode até nunca ter ouvido falar do cara, mas ele é um dos boulderistas mais fortes em atividade no mundo, rivalizando com “tops” como Nalle Hukkataival, Daniel Woods e Paul Robinson. Antes dos dois últimos escalarem suas propostas de V16 (The Game e Lucid Dream), Chris já tinha encadenado o famoso Wheel of Life, nos Grampians australianos, a primeira proposta de V16 do mundo, e que foi estabelecida pelo japonês Dai Koyamada. Pra conhecer um pouquinho mais sobre esse ótimo escalador, confira o vídeo disponibilizado pelo site iClimb, que pode ser baixado de graça!
Escalada, esporte de competição
Esse final de semana, passeando pela internet, acabei topando com um vídeo que eu achei inusitado. Era um vídeo sobre a copa do mundo de escalada em gelo. Isso mesmo, escalada em gelo. Quer dizer, não exatamente em gelo, mas usando das técnicas da escalada em gelo em uma parede artificial.
Depois de ver o vídeo eu fiquei pensando em como a escalada é um esporte diverso, com várias modalidades, e o imenso potencial que existe para a competição, muito embora os “puristas” do esporte não queiram admitir. E esse potencial começa a ser vislumbrado pelo Comitê Olímpico Internacional, e pode culminar com a escolha da escalada para integrar os jogos olímpicos de 2020.
A escalada em gelo não é uma das modalidades candidatas, somente aquelas que fazem parte da IFSC, que são a Escalada Esportiva de Dificuldade (Lead), Escalada Esportiva de Velocidade (Speed) e o Boulder. Mas ai já temos 4 modalidades de competição da escalada. Temos ainda o Psicobloc, que já vem promovendo suas primeiras competições, e uma modalidade que até hoje só vi acontecer no Arco Rock Master, e que sempre achei bem interessante: o Duelo.
Mas é impossível falar da escalada como esporte de competição e não parar para pensar no apelo que esses esportes podem vir a ter para o público. Por que mesmo que a escalada se faça presente nas Olimpíadas de 2020, é o sucesso, ou não, com o público que vai impulsionar realmente o esporte.
Entre todas essas modalidades citadas as que realmente vejo com um maior poder de atração para um público leigo, são o Boulder e o Psicobloc, mas apenas o boulder está pleiteando uma vaga nas Olimpíadas. Essas duas modalidades levam vantagem, na minha opinião, justamente por promoverem um espetáculo de força, agilidade e técnica. Não que as outras modalidades não tenham isso, mas nessas isso fica mais evidente, já que movimentos “acrobáticos” que enchem os olhos até mesmo dos que já escalam, são mais comuns nessas modalidades.
Acho também bastante emocionante o estilo de competição Duelo, mas o fato de ele só existir nos eventos de Arco, deixa ele bem longe de se popularizar como uma modalidade competitiva.
De qualquer forma, a escalada parece estar cada vez mais se desenvolvendo na direção de competições atraentes e bem organizadas, seja na dificuldade, boulder, psicobloc e até mesmo o gelo. E esse ano acontece o grande teste para a escalada como esporte de competição, que é o Campeonato Mundial em Arco, que vai ser minuciosamente analisado pelo COI, e deve influenciar diretamente na escolha dos esportes que iniciarão sua história Olímpica em 2020, escolha essa que acontece em 2013.
Sendo assim, cabe a nós escaladores apoiar as competições, seja participando, organizando ou somente assistindo. Quem sabe no futuro a escalada possa ter o mesmo prestígio e atratividade de competições como a natação e as corridas e com isso poder alavancar ainda mais o esporte, permitindo que jovens atletas possam viver da escalada e também que tenhamos respaldo para proteger e manter os santuários de escalada espalhados pelo Brasil e o mundo.
Confira abaixo alguns vídeos de todas as modalidades citadas acima!
Vídeo: Kriptonita V10
Através do Desce daí, Doido! eu tive a oportunidade de conhecer bastante gente pela internet. Alguns eu já tive o prazer de conhecer pessoalmente, como a Yuri e o Claudio do Escalada Café, mas outros eu ainda espero encontrar por esses picos do Brasil.
Uma dessas pessoas é o Caio Gomes, que mantém o blog Família Buscapedra, contando a “saga” da familia Gomes na escalada, que começou com o pai, Jorge Gomes, e continua com os irmãos Caio e Pedro. Caio é hoje um dos escaladores de boulder mais fortes do Brasil, com cadenas na casa do V11/12, e com certeza é o maior divulgador da Pracinha de Itacoatiara em Niterói, fantástico pico de boulder, que eu espero conhecer esse ano. Confiram no vídeo uma recente cadena de Caio na pracinha, o boulder Kriptonita V10!













