Alerta: Proteções inox e oxidação

Está circulando por esses dias uma discussão nas listas de escalada sobre um comunicado veiculado pela UIIA, versando sobre os riscos de ruptura de chapeletas de aço inox (ironicamente as que deviam ser mais resistentes à corrosão) em ambientes costeiros.

O alerta foi dado devido a um acidente ocorrido na República Dominicana, quando uma chapa se rompeu apenas com o peso de um escalador exercendo esforço sobre ela. Isso levou a UIIA a desenvolver um estudo cuidadoso sobre o caso, que chegou a conclusão que em torno de 10 a 20% das chapas que equipam vias em ambientes costeiros estão sujeitas à ruptura com cargas infímas, entre 1 e 5KN (ou seja, uma queda de fator baixo já produziria essa carga de ruptura), quando as cargas mínimas recomendadas é de 22KN. O mais importante nesse alerta, é que algumas dessas chapas não apresentavam rachaduras visíveis e apenas poucos sinais de corrosão.

Com base nesse estudo, a UIIA fez algumas recomendações:

  • Antes de escalar uma via, se informe com os escaladores locais que equiparam a via sobre a qualidade das proteções;
  • Procure saber se as vias são re-equipadas com regularidade. Os estudos mostram que chapas com até 3 anos de uso são menos suscetíveis à rupturas;
  • Procure por sinais de ferrugem nas chapas. Se houver algum, não se apoie nessa chapa e interrompa a escalada. Essas chapas foram as que se mostraram perigosas no estudo. Informe os conquistadores para que efetuem a substituição das chapas, ou troque você mesmo (observar o código de ética local para evitar problemas);
  • A UIIA recomenda, por medida de segurança, que não se escale em vias à beira-mar que exibam sinais de ferrugem, que não se conheça os conquistadores ou não se saiba quando foi equipada;
  • Mesmo tendo todo o conhecimento sobre a via (conquistadores, data de conquista, etc) lembre-se que a verificação final sobre a qualidade das proteções sempre vai ser sua.

Climb safe!

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