Apresentando a escalada para (futuros) novos praticantes
Esse domingo eu tirei para levar uns amigos, que nunca tinham escalado em rocha na vida, para conhecer a escalada. O local escolhido foi a Pedra do Garrote, em Caucaia, por ter uma quantidade legal de vias bem acessíveis, ideal pra quem tá iniciando.
Tinha combinado com o Paulo Joca, que já é iniciado no esporte mas tem ido pouco à pedra, e ele fechou a ida com o Feijó Júnior, que tinha ido apenas 2 vezes na rocha anteriormente. Da minha parte, levei 4 pessoas: o André, que já escalava antes e estava parado; Lucas e o pai dele, seu Messias; e o Paulo Ricardo. Todos os 3 nunca tinham escalado antes.
Saímos de Fortaleza por volta das 9 da manhã, chegando no estacionamento por volta das 10, dando início à subida da trilha, que é bem inclinada e puxada pra quem não tá acostumado. E dos novatos, o Lucas foi quem acabou sofrendo mais, já que estava levando peso extra na mochila, e acabou sentindo um pequeno mal estar na subida. Mas nada demais, em pouco tempo tava recuperado e chegamos na base da pedra. Lá já estavam esperando o Paulo Joca e o Feijó, acompanhado da namorada Jéssica, que ficou só de espectadora e fotógrafa.

Demos início ao trabalho de montar os “topropes” pra o pessoal sofrer se divertir um pouco. Montei o top primeiro na Sem querer querendo um quarto grau curtinho. Daí o pessoal foi entrando em sequencia: Paulo Ricardo, Lucas, André, Feijó e seu Messias. (acho que foi isso)
O Paulo Ricardo me surpreendeu e foi bem, muito bem, chegando no final da via sem muitas dificuldades. Lucas sentiu mais dificuldade, talvez por estar com as mãos furadas de espinhos, presentinho que ele ganhou da trilha, e não chegou no fim da via. André também não teve dificuldades pra chegar no fim, assim como o Feijó, que já tinha ido bem nas outras vezes e repetiu a dose nesse quarto grau. Seu Messias é que deu um show, mesmo não chegando no final da via. No alto dos seus 50 anos, mostrou persistência e determinação de garoto, só parando mesmo quando não tinha mais braço.


Com todo mundo satisfeito, montei outro top na via do lado, Pagando Promessa um 4sup, com uma passadinha um pouco mais exigente pra vencer uma barriguinha. A ordem mudou um pouco, e o desempenho também. Nessa o único a chegar no final foi o Feijó, que levou um tempo pra decifrar o lance mas conseguiu passar sem muitos problemas. O restante acabou ficando no crux, mas não sem tentar bastante e ficar com os braços bombados. Seu Messias abdicou de entrar nessa.
Todo mundo morto, chegou a hora do Paulo Joca escalar, já que ele só tinha feito seg e tava se poupando pra entrar na Bala Perdida 6sup. Desmontei os 2 tops, e subi pra equipar a via pro Paulo. Fui seguindo sem problemas até chegar no lance do crux, quando uma nuvem de maribondo subiu ao meu redor. Não tinha visto que havia 3 casas na parte de baixo do diedrinho, onde se faz a oposição pra chegar na quinta chapa. A única solução foi bater asa e voar! Esperei os bichinhos se acalmarem e subi na corda até o ponto onde estava antes. Com receio de ir pro lado dos bichos de novo, acabei tocando pela linha das chapas, coisa que ninguém que escala a via faz. Achei um beta e passei sem grandes dificuldades. O negócio agora era: como o Paulo ia fazer a via? Eu não quis encarar os marimbas mais uma vez, encaro uma vaca grande, mas maribondo não é comigo. Desci e o Paulo resolveu subir e espantar os bichinhos com fogo. Resolvido o contratempo, o Paulo entrou na via, ficando no crux, e descendo bombado.
Só que ai surgiu outro pequeno problema. A corda tava na quarta chapa, e o Feijó também queria tentar a via. Mas ele ainda não sabe guiar, então não poderia ir além dali, mesmo que quisesse. E lá fui eu de novo. Fiz a via pelo diedro da direita, agora sem maribondos, e montei o top. Mais uma vez o Feijó mandou muito bem. Não passou o crux, mas mostrou que sabe pensar na via e encontrou soluções diferentes para alguns lances. Esse vai mandar bem com mais treino!

Hora do Paulo tentar de novo. Mais uma luta com o crux. Mesmo com os braços bombados ele ainda conseguiu vencer o lance, mas chegou na quinta chapa completamente pedrado e não conseguiu costurar. Resultado: vaaaaca!! Completamente esgotado, não deu pra ele desequipar a via. E lá fui eu de novo, terceira entrada na Bala Perdida. Mas não pense que eu tô reclamando não, adorei ter entrado tanto na via. Achei que ia escalar praticamente nada, e acabei escalando mais que todo mundo!
O que importa foi que no final todo mundo estava satisfeito. Todo mundo curtiu o dia, e ficou com vontade de voltar outra vez. O Feijó e o André eu creio que vão realmente continuar a dar as caras pela pedra, principalmente o Feijó, que tá muito empolgado. Já os novos escaladores, só o tempo vai dizer. Mas uma coisa é certa, quando o bichinho da escalada te pega, não tem mais volta! E eu espero que esse bichinho tenha aparecido por lá ontem e picado algum deles!









Betas da galera!
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