Crescimento da escalada é notícia na The Economist

Dias após uma grande revista de escalada jogar a toalha e fechar as portas, o site da The Economist traz uma notícia que aponta exatamente no caminho oposto ao percorrido pela publicação. Em um breve post chamado “Scaling new heights”  no blog voltado para os esportes no portal da conceituada revista de economia, o crescimento da escalada, assim como do mercado de escalada, é colocado em destaque.

O texto cita a quantidade cada vez maior de jovens aderindo ao esporte, trocando modalidades mais “mainstream” pela escalada, que 10 anos atrás nos Estados Unidos ainda era vista como um esporte de má reputação, e confundido com o montanhismo (alguém enxerga uma semelhança aqui?). Tal avalanche de jovens tem contribuído enormemente para avanços sem precedentes em performance, como o caso da pequena Ashima (foto), citada no texto.

A evolução do esporte nas mãos do mais jovens

O texto também fala do crescimento de atletas competindo no Estados Unidos, subindo de cerca de 2200 atletas em 2008, para 2400 esse ano. O crescimento de treinadores e route-setters ainda se mostra mais impressionante: de 107 para 205 e de 76 para 104, respectivamente.

Tal crescimento tem influenciado obviamente na quantidade de dinheiro que a escalada tem movimentado. Em 2008, quando o IFSC assumiu a tutela das competições o campeão de uma etapa da Copa do Mundo levava pra casa a soma de 2.500 euros. Hoje esse valor já ultrapassa os 3.000 euros.

As competições tem atraído cada vez mais público. Em 2007, 17.500 pessoas acompanharam o Mundial de Escalada em Aviles na Espanha. Dois anos depois, uma incrível multidão de 60 mil pessoas assistiu a competição em Shangai. Ano passado, em Arco, a quantidade de espectadores foi menor mas não menos impressionante: 35.000!

Tal visibilidade tem feito os patrocinadores abrirem os bolsos. Ao contrário do que ainda acontece aqui no Brasil, onde atletas ganham somente equipamentos, lá fora  os atletas tem ganhado dinheiro para cobrir seus gastos, um orçamento para viagens, e até mesmo um incentivo em dinheiro para aparecer em capas de revistas. Para o diretor da Black Diamond, Adam Chamberlain, em breve as marcas terão que começar a pagar prêmios pelos resultados das competições, prática bastante comum em esportes mais estabelecidos.

Essa onda de crescimento só tende a continuar caso a escalada seja escolhida ano que vem para integrar os jogos Olímpicos de 2020. Quem sabe até lá a realidade Brasileira já é outra e nós também poderemos beber um pouco dessa fonte de riquezas.

Fonte: The Economist

 

 

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