Munique coroa novos campeões da Copa do Mundo de Boulder

Esse final de semana aconteceu a última etapa da Copa do Mundo de Boulder, na tradicional etapa de Munique na Alemanha. Gregor Vezonik, da Eslovênia, conseguiu sua primeira vitória em uma etapa de Copa do Mundo ao vencer em Munique, com o título da temporada ficando com o seu compatriota Jernej Kruder, campeão da Copa do Mundo pela primeira vez. Em um grande dia, a também eslovena Janja Garnbret ficou com a vitória em Munique, mas a título da temporada ficou com a japonesa Nonaka Miho, que numa disputa emocionante com a compatriota Akyo Noguchi pelo segundo lugar, garantiu a vitória inédita. 

Miho Nonaka no topo do podium da temporada!
Jernej Kruder garante o título inédito!

Vitória inédita de Gregor Vezonink

O esloveno Gregor Vezonik garantiu a primeira vitória da carreira em uma Copa do Mundo de Boulder em Munique. Em uma final difícil, Vezonik garantiu o título com apenas 2 tops e 4 zonas, 1 zona à frente do compatriota de Jernej Kruder, que havia garantido o título da temporada ainda nas semifinais. 

Gregor Vezonik garantiu a primeira vitória em uma etapa da Copa do Mundo (Foto: Sytse van Slooten/IFSC)

Com o flash do técnico M1, Vezokik fez o único top e zona desse boulder, garantindo a vantagem que lhe daria o título no final. Jernej Kruder, Jakob Schubert e Yoshiuki Ogata conseguira o top no M2, enquanto Yuji Fujiwaki foi o único a fazer top no M3.

Se Vezonik fosse o único a conseguir a zona no M4, ele já seria campeão. Mas fazendo o top o título seria dele independente do resultado de qualquer outro no boulder e foi assim que aconteceu. Vezonik conseguiu o flash no M4 e assegurou a vitória, sendo seguido por Jernej em segundo e Schubert em terceiro. 

Miho Nonaka garante o título de 2018 em disputa apertada

Que final! Há tempos que não se via uma final tão emocionante de Copa do Mundo como a de Munique. A líder da temporada Miho Nonaka disputou boulder a boulder a vitória com a compatriota Akyo Noguchi, que precisava ficar em 1º ou 2º lugar, mas à frente de Nonaka, para garantir o título da temporada. 

Janja Garnbret ficou com o primeiro lugar da etapa. (Foto: Sytse Van Slooten/IFSC)

Akyo começou bem com um top rápido no F1. Mas Miho e Janja Garnbret conseguiram o top com ainda menos tentativas. F2 viu o flash das três atletas. No F3, Janja e Miho conseguiram o flash, com a eslovena ficando em primeiro e a japonesa garantindo a dianteira em relação à Akyo. No F4, Akyo colocou a pressão e conseguiu um rápido flash. Mas Miho manteve a calma e a concentração e fez o flash no último boulder, ficando à frente de Akyo nas tentativas para top. Janja Garnbret também garantiu o flash e ficou com a vitória na etapa, com Miho em segundo e Akyo em terceiro. 

No geral Miho Nonaka garantiu a primeira vitória da Copa do Mundo de Boulder da carreira, depois de 5 anos sempre entre as primeiras da temporada. Em segundo ficou Akyo Noguchi e em terceiro a francesa Fanny Gibert.

Brasileiros fora da semifinal em qualificatórias difíceis

As qualificatórias em Munique foram uma das mais pesadas e difíceis dos últimos anos. Com o número cada vez maior de atletas na última etapa do circuito, os route setters tem subido cada vez mais o nível para garantir que apenas 20 atletas avancem para as semifinais sem muitos empates. 

Quem teve o “azar” de cair no grupo 2, tanto masculino quanto feminino, dessa fase teve que se esforçar muito para conseguir um top. O resultado foi escaladores passando para a semifinal com apenas 2 tops.

Felipe Ho foi um dos mais bem colocados entre os brasileiros. (Foto: Sytse van Slooten/IFSC)

Alguns dos brasileiros na etapa caíram justamente no grupo 2. Patrícia Antunes, Thais Makino e Luana Riscada estavam no grupo 2 das mulheres e saíram com um top e 1 zona cada. Entre os homens, Jean Ouriques e Pedro Nicoloso ficaram no grupo 2 e terminaram com 1 top e 2 zonas e 0 tops e 3 zonas, respectivamente. Felipe Ho e Cesar Grosso caíram no grupo 1 e ficaram com 1 top e 2 zonas e 0 tops e 1 zona, respectivamente.

Os resultados podem parecer ruins, mas levando em conta o alto nível técnico da etapa e do circuito mundial, foram ainda bons resultados. A melhora nos resultados deve vir mais na frente, com a presença dos atletas brasileiros nas etapas ficando mais frequente.

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