Em evento emocionante Toulouse define novos qualificados da Escalada para as Olimpíadas

Se alguém ainda estava se perguntando como vai ser assistir a escalada nas Olimpíadas, depois do evento qualificatório em Toulouse não restam dúvidas, vai ser emocionante! O segundo evento qualificatório da escalada para os Jogos Olímpicos de Tóquio terminou no domingo (01/12), com direito a grande momentos, tensão e suspense até o final.

Com o sistema de pontuação baseado em multiplicação dos resultados é quase impossível prever o ranking final até que o último escalador termine a sua tentativa, na última modalidade do modelo combinado, a dificuldade (Lead). Isso porque o resultado de um impacta em todos os outros e um score a mais, ou a menos, pode fazer uma diferença enorme na multiplicação. Foi assim tanto no masculino quanto no feminino, com atletas passando para final, ou ficando de fora, até o último instante.

Qualificatórias Masculinas

O evento qualificatório em Toulouse começou na quinta, com as qualificatórias masculinas. 22 homens disputavam 8 vagas na final e apenas 6 vagas nos jogos. Com o Japão já tendo preenchido sua cota de 2 atletas no Mundial, apenas 18 desses nomes estava realmente buscando um lugar em Tóquio. Como já definido nas regras do modelo Olímpico, os atletas competiram primeiro na velocidade, correndo pelo melhor tempo.

Bassa Mawem, da França, ficou com a liderança na velocidade e praticamente garantiu um lugar na final. Com 22 atletas no total, a pontuação máxima que Bassa poderia alcançar era de 484 (1x22x22), o que pelas análises do Mundial é basicamente a pontuação de corte para a final. Nessa primeira fase a grande surpresa foi o alemão Jan Hojer, que conseguiu cravar o terceiro melhor tempo, ficando numa boa situação, com a sua especialidade, o Boulder, vindo em seguida. O americano Nathaniel Coleman foi outro que conseguiu um ótimo resultado na velocidade, ficando na sexta colocação, à frente de vários adversários fortes. Adam Ondra conseguiu o 14º tempo, seu recorde pessoal, e comemorou como se fosse uma vitória. Considerando que Ondra era um dos favoritos no Boulder e na Dificuldade, não ficar entre o últimos na velocidade era tudo que ele precisava. Para nós brasileiros, torcendo pelo time norte americano conquistar suas duas vagas antecipadamente e não competir no Pan, o tempo de Sean Bailey foi uma decepção. O americano ficou apenas com 19º tempo, praticamente obrigado-o a ir muito bem em Boulder e Dificuldade para conseguir a vaga na final.

Adam Ondra comemorando sua melhor marca pessoal na velocidade (Foto: Eddie Fowke/IFSC)
Adam Ondra comemorando sua melhor marca pessoal na velocidade (Foto: Eddie Fowke/IFSC)

No Boulder a disputa começou com os americanos sendo os primeiros a escalar. Tanto Nathaniel Coleman quanto Sean Bailey completaram sua rotação nos 4 boulders terminando com 3 tops e 4 zonas, com Coleman na vantagem por apenas 1 tentativa a menos para zona. Parecia que o resultado não ia ser dos melhores, até porque nomes fortes na modalidade ainda estava por vir, como o alemão Jan Hojer, o esloveno Jernej Kruder e o coreano Jongwon Chon. Mas todos os três entraram e não conseguiram superar os americanos, que durante mais da metade da prova permaneceram com o 1º e o 2º lugares. Com a prova chegando ao fim e nomes como Adam Ondra, Kokoro Fuji e Meichi Narasaki entrando para escalar os americanos começaram a ficar para trás e a disputa por uma vaga na final cada vez mais emocionante. Nathaniel Coleman ficaria bem até mesmo com uma 6ª colocação, mas Sean Bailey precisava de mais. Mas um a um eles foram passando a dupla. No final, o chinês Yufei Pan surpreendeu a todos e garantiu o primeiro lugar no Boulder, saltando para o primeiro lugar com um total de 7 pontos. Adam Ondra ficou em segundo, totalizando 28 pontos, e Meichi Narasaki em terceiro, totalizando 27 pontos. Nathaniel Coleman terminou em 5º, totalizando 30 pontos, com Sean Bailey em 6º, totalizando 114 pontos. Jan Hojer, depois do ótimo resultado na velocidade, patinou na sua melhor modalidade e ficou apenas com a 13ª colocação, acumulando 39 pontos. O francês Bassa Mawem, como esperado, ficou apenas com a 21ª colocação, mas graças ao 1º na velocidade, permaneceu em 2º no geral, com 21 pontos.

Yufei Pan, líder depois do Boulder (Foto: René Oberkirch/IFSC)

Na dificuldade muita coisa ainda estava em aberto e ainda restava a chance de nomes, especialistas na modalidade, que até então estavam fora da briga, de irem buscar um lugar na final. Era o caso de Stefano Ghisolfi da Itália, com um total de 336 pontos (21×16), que precisava da vitória, do espanhol Alberto Gines Lopez, com um total de 121 (11×11) e que poderia terminar até em 4º. Para Sean Bailey ainda restava a chance de terminar até a 4ª colocação, mas com nomes como Adam Ondra, Stefano e Alberto, parecia bem no limite.

A via da qualificatória era curta, com poucos lances difíceis e apostando na resistência para separar os atletas. Um dos primeiros a escalar, Sean Bailey chegou próximo do Top, faltando apenas duas agarras. Com isso ele assumiu a liderança e agora podia apenas torcer para não ser ultrapassado por mais de 3 atletas. Stefano Ghisolfi veio pouco depois e conseguiu o Top, assumindo provisoriamente a frente e, por enquanto, garantindo um lugar na final. Alberto Gines Lopez veio pouco depois e igualou o Top de Stefano, o mesmo fez o suiço Sascha Lehman, jogando Sean Bailey para a 4ª colocação e deixando a decisão para último escalador, ninguém mais ninguém menos que Adam Ondra. Ondra também conseguiu o Top, terminou em primeiro por ter sido o mais rápido entre os 4 primeiros, e garantiu seu lugar na final com um total de 28 pontos (14x2x1). Stefano e Alberto ficaram empatados em segundo, resultado mais do que suficiente para o espanhol que terminou com 302,5 (11x11x2,5) na terceira colocação, mas péssimo para o italiano, que ficou de fora da final. Yufei Pan terminou em 7º, totalizando 49 pontos e ficando sem segundo no geral. Nathaniel Coleman garantiu um lugar na final com a 15ª colocação na dificuldade, totalizando 450 pontos (6x5x15), na 7ª colocação geral. Jan Hojer foi buscar um ótimo 8º lugar na modalidade, e terminou em 4º no geral com 312 pontos (3x13x8). Bassa Mawem, ajudado pelo erro do seu compatriota Manuel Cornu, que caiu ainda na agarra 8, terminou a dificuldade na 20ª colocação, totalizando 420 pontos (1x21x20) e ficando em 5º no geral. Kokoro Fuji e Meichi Narasaki também avançaram para a final em 6º e 8º, e com o Japão já tendo atingido sua cota de atletas para os jogos, todos os outros finalistas não japoneses garantiram uma vaga para Tóquio. Sean Bailey viu a vaga na final e a chance de brigar por um lugar nas Olimpíadas escapar por entre os dedos, terminando em 9º lugar no geral.

Ondra comemorando a vitória da dificuldade, o lugar na final e a vaga olímpica. (Foto: Eddie Fowke/IFSC)
Ondra comemorando a vitória da dificuldade, o lugar na final e a vaga olímpica. (Foto: Eddie Fowke/IFSC)

Qualificatórias femininas

No lado feminino a disputa não foi menos emocionante. Com as duas japonesas também já fora da briga, apenas 20 atletas realmente disputavam vagas para os jogos olímpicos, mas com o adicional de uma disputa interna que prometia ser emocionante. Com a eslovena Janja Garnbret já tendo garantido um das vagas do país no Mundial, as duas ótimas eslovenas em Toulouse poderiam conquistar apenas 1 das vagas das 6, ou seja, ou Lucka Rakovec ou Mia Krampl iriam sair de Toulouse sem a vaga e sem mais chances de se classificar.

Na velocidade as especialiasta, 5 no total, brigaram a cada corrida pelo melhor tempo. Mas foi a russa Iullia Kaplina quem ficou no topo, seguida pela chinesa Yiling Song, da indonesa Aries Susanti, da francesa Anouk Jaubert e da polonesa Aleksandra Kalucka. Entre as não especialistas o melhor tempo foi da americana Kyra Condie, que a colocou numa ótima posição para brigar pela última vaga do país nos jogos, já que a sua compatriota Brooke Raboutou já havia conquistada uma vaga no Mundial. Nomes fortes para o resto da disputa se complicaram na velocidade e tiveram que correr atrás do prejuízo no Boulder e na Dificuldade. Foram os casos das americanas Margo Hayes e Ashima Shiraishi, que ficaram apenas com a 19ª e a 21ª colocações, e a eslovena Mia Krampl que ficou em 20º, e da japonesa Ai Mori que ficou em 22º.

Aleksandra Kalucka e Futaba Ito registrando seus tempos (Foto: René Oberkirch/IFSC)

Mas no Boulder tudo começou a mudar. As especialistas na velocidade, como esperado, foram ocupar as últimas colocações. Três atletas terminaram a disputa com 4 tops e 4 zonas. A eslovena Lucka Rakovec ficou em primeiro, com menos tentativas, totalizando 15 pontos (15×1) e praticamente garantindo um lugar na final. Em seguida veio a japonesa Ai Mori, totalizando 44 pontos (22×2) e ficando em 4º no geral, seguida pela eslovena Mia Krampl, totalizando 60 pontos (20×3). A italiana Laura Rogora, apenas a 16ª na velocidade, veio buscar um ótimo 4º lugar no boulder, com 3 tops e 4 zonas, totalizando 64 pontos. Com o mesmo número de tops e zonas, mas com mais tentativas, vieram as francesas Fanny Gibert e Julia Chanourdie, a japonesa Futaba Ito, a americana Kyra Condie e a canadense Alanah Yip.

Era chegada a hora da dificuldade, com ainda muita coisa podendo mudando nos resultados finais. Em uma demonstração de técnica e determinação impressionantes, a japonesa Ai Mori foi a única a conquistar o Top na longa via da qualificatória, que viu várias atletas estourando o tempo limite de 6 minutos. Com o Top, Ai Mori garantiu o primeiro lugar na modalidade e o geral, com um total de 44 pontos. Mia Krampl, Lucka Rakovec e Laura Rogora terminaram com o score de 45+, desempatadas apenas pelo tempo. Com o segundo lugar na modalidade, Mia Krampl garantiu um lugar na final, com um total de 120 pontos (20x3x2), para disputar a vaga olímpica contra a sua compatriota Lucka, que ficou em 2º no geral, com um total de 45 pontos (15x1x3). Laura Rogora também garantiu a vaga na final com mais um 4º lugar, totalizando 256 pontos (16x4x4). Também garantiram lugar na final a americana Kyra Condie, com um 11º lugar na dificuldade, totalizando 528 pontos (6x8x11), a russa Iullia Kaplina com um total de 441 pontos (1x21x21), a francesa Julia Chanourdie, com um total de 420 pontos (10x6x7) e a japonesa Futaba Ito com um total de 392 pontos (7x7x8). Com as duas japonesas não podendo mais conquistar vagas para as olimpíadas e as duas eslovenas na final podendo conquistar apenas 1 das 6 vagas disponíveis, 5 atletas conquistaram automaticamente a vaga para Tóquio: Laura Rogora, Julia Chanourdie, Kyra Condie, Iullia Kaplina, todas na final, e a chinesa YiLing Song, que terminou em 9º. As eslovenas agora iriam disputar entre si quem seria a última classificada do país.

Com o 11º lugar na dificuldade Kyra Condie garantiu a vaga para Tóquio (Foto: Eddie Fowke/IFSC)

Finais

Com basicamente tudo definido em termos de vagas olímpicas, sobrou pouca emoção para as finais masculinas, mas não menos surpresas. Na velocidade, logo no primeiro confronto, Adam Ondra enfrentou Bassa Mawem. Ondra caiu, e ficou com cara de estratégia para se poupar, mas pouco depois veio a notícia que Ondra não estava se sentindo bem e acabou não correndo mais nenhum dos seus confrontos, terminando em último na velocidade. Bassa acabou ganhando, como esperado, Jan Hojer em segundo e Yufei Pan em terceiro. A rodada de 3 boulders da final foi dura, com apenas 7 tops no total. Meichi Narasaki ficou com a vitória com 2 tops e 3 zonas, seguido pelo compatriota Kokoro Fuji, também com 2 tops e 3 zonas, mas em mais tentativas. Adam Ondra terminou em terceiro, com apenas 1 top e 3 zonas, mas aparentemente satisfeito com o resultado. Ao final da rodada Meichi Narasaki liderava o quadro geral com 4 pontos, Bassa Mawem em segundo com 8 pontos e Kokoro Fuji em terceiro com 10 pontos.
Na última rodada, a dificuldade, Kokoro Fuji surpreendeu a todos e foi buscar o segundo lugar na dificuldade, totalizando a final com 20 pontos e ficando com a vitória. Ondra mostrou sua força, apesar de sua condição, e ficou com o primeiro lugar, totalizando 24 pontos, garantindo o segundo lugar no geral. Meichi Narasaki apesar de terminar apenas em 7º na dificuldade, conseguiu pontos suficiente pra ficar com o 3º lugar geral, completando o podio masculino de Toulouse.

odio masculino em Toulouse: Kokoro Fuji, Adam Ondra e Meichi Narasaki (Foto: Eddie Fowke/IFSC)
odio masculino em Toulouse: Kokoro Fuji, Adam Ondra e Meichi Narasaki (Foto: Eddie Fowke/IFSC)

No feminino ainda restava um pouco de emoção. Lucka Rakovec e Mia Krampl brigavam pela última vaga eslovena nos jogos olímpicos. Lucka saiu na frente na velocidade, terminando em 6º e Mia em 7º. A vitória ficou obviamente com a russa Iullia Kaplina, com um ótimo segundo lugar para Kyra Condie e Julia Chanourdie terminando em terceiro. No boulder o quadro foi dominado pelas japonesas. Futaba Ito garantiu o primeiro lugar com 3 tops e 3 zonas em apenas 5 tentativas, com Ai Mori em segundo, também com 3 tops e 3 zonas mas em 6 tentativas. Lucka Rakovec terminou em 3º, deixando a eslovena em grande vantagem contra a sua compatriota Mia Krampl que terminou apenas em 7º. Ao final do Bouder Futaba Ito assumia a liderança com um total de 4 pontos. Iullia Kaplina vinha em segundo com 8 pontos, Kyra Condie em terceiro com 12 pontos. Na disputa interna das eslovenas, Lucka Rakovec segurava a 6ª colocação com 15 pontos, enquanto Mia Krampl vinha em 8º com 49 pontos. Para continuar à frente de Mia, Lucka precisava de pelo menos um terceiro na dificuldade, o que a levaria para 45 pontos. Já Mia teria que ir muito bem. Apenas a vitória interessava a Mia Krampl, já que até um segundo lugar a impulsionaria para 98 pontos, e daria a chance de Lucka terminar até mesmo na 6ª colocação. Mia cumpriu o objetivo e por um movimento a mais terminou na agarra 32, ficando em primeiro lugar na dificuldade e em terceiro no geral, com 49 pontos. Julia Chanourdie conseguiu um ótimo segundo lugar com 31+ e ficou com o segundo lugar geral, com 30 pontos. Lucka terminou em terceiro, com os mesmos 31+ de Julia, o que a deixou apenas na quarta colocação geral, com 54 pontos, e sem a vaga olímpica. Futaba Ito apesar de terminar em 7º na dificuldade, garantiu a vitória em Toulouse, com um total de 28 pontos. No fim, o choro de Mia Krampl era um misto de alegria e tristeza. Alegria por sua conquista e tristeza pela companheira de time. Mas numa Olimpíada apenas com 2 vagas por país é difícil estar no mesmo time de Janja Garnbret, e alguma grande atleta ia ficar de fora.

Podio Feminino em Toulouse: Futaba Ito, Julia Chanourdie e Mia Krampl (Foto: Eddie Fowke/IFSC)
Podio Feminino em Toulouse: Futaba Ito, Julia Chanourdie e Mia Krampl (Foto: Eddie Fowke/IFSC)

Classificados para Tóquio

Como falamos mais a cima, o fato do Japão ter participado em Toulouse acabou antecipando os classificados para os jogos olímpicos. Já ao final das qualificatórias tinhamos certeza de 11 dos 12 possíveis classificados. Com a final se confirmou a segunda vaga eslovena e os classificados foram os seguintes, que vão se juntar aos já classificados no Mundial de Hachioji.

Masculino
Adam Ondra (CZE)
Bassa Mawem (FRA)
Jan Hojer (ALE)
Yufei Pan (CHN)
Alberto Ginés Lopez (ESP)
Nathaniel Coleman (EUA)

Feminino
Julia Chanourdie (FRA)
Mia Krampl (ESL)
Iullia Kaplina (RUS)
Kyra Condie (EUA)
Laura Rogora (ITA)
YiLing Song (CHN)

Com essa nova leva de classificados alguns países completaram suas cotas. Foi o caso da Alemanha (Alexander Megos e Jan Hojer) e da França (Mickael Mawem e Bassa Mawem) no masculino, deixando os dois países de fora da briga por vagas no Campeonato Europeu, abrindo a possibilidade para nomes como Stefano Ghisolfi, Domen Skofic, Jernej Kruder, Sascha Lehman, entre outros. Os Estados Unidos conseguiu apenas uma das suas vagas possíveis, o que significa que devem vir com força total para o PanAmericano de Los Angeles. Podendo levar até 4 atletas é bem provável que vejamos Sean Bailey mais uma vez na disputa, provavelmente ao lado de Drew Ruana, John Brosler e um quarto nome. Isso deixa o caminho do Brasil rumo à Tóquio mais difícil, mas não impossível. Basta lembrar que Cesar Grosso já bateu em Guaiyaguil ano passado o americano Drew Ruana, um dos mais fortes nomes do país.

No feminino também dois países fecharam suas cotas para Tóquio, o Estados Unidos (Brooke Raboutou e Kyra Condie) e a Eslovênia (Janja Garnbret e Mia Krampl). Com isso os Estados Unidos não briga por vaga no PanAmericano, deixando a briga apenas entre as canadense e as sul americanas, o que melhora as chances brasileiras, mas ainda assim o caminho vai ser duro com fortes nomes como Andrea Rojas (ECU), Alejandra Contreras (CHI) e Valentina Aguado (ARG), além é claro da canadense Alahan Yip, que esteve em Toulouse e terá uma nova chance no Pan.

Para os resultados completos de Toulouse, acesse o site o IFSC. Assista também os replays das qualificatórias e finais no canal do Youtube da entidade.

Imagem de capa: René Oberkirch/IFSC

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