Humano, apesar de tudo: as vias que Adam Ondra não conseguiu encadenar
O site Planet Mountain teve uma ideia interessante. Em vez de perguntar a Adam Ondra sobre as vias que ele encadenou, porque não perguntar sobre aquelas que ele não encadenou?! A pedido do site, Adam fez a relação de algumas vias que ele não conseguiu superar, entre elas Three Degrees of Separation, Hubble e Underground. No texto, vemos Adam falar de coisas que pareciam impensáveis devido a aura de ser sobrenatural que se criou ao redor dele. Você imaginaria Adam Ondra dizendo que ficou feliz só de conseguir chegar no final da via pra desequipar?! Pois é… aconteceu! Confira abaixo a tradução livre que eu fiz da matéria da Planet Mountain, que você pode conferir aqui, em inglês.
Humano apesar de tudo. Acostumados a escutar sobre as fantásticas histórias de sucesso de Adam Ondra em algumas das mais difíceis vias esportivas e boulders do mundo, pode-se pensar que tudo sai fácil para um dos maiores talentos da escalada mundial. Obviamente, que esse não é o caso. Suas cadenas foram resultados da combinação de talento puro com esforços inacreditáveis, que nem sempre acabam em sucesso. Então, aproveitando o descanso do jovem Tcheco de 18 anos, nós resolvemos olhar as cadenas de Ondra por um outro ângulo, sob a perspectiva das vias que ele não conseguiu encadenar. Uma análise dos seus fracassos, explicados pelo próprio Adam Ondra. As vias, listadas em ordem alfabética, vão do 12a (9a+ fr; 5.15a us) até o 10b (8b fr; 5.13d us) (todas liberadas por outros escaladores, uma delas, 20 anos atrás) e todas resistiram ao monstro Ondra. É, ele é humano, apesar de tudo.
Directa Open Your Mind 11c/12a (9a/a+ fr; 5.14d/15a us) – Primeira ascensão de Ramon Julian em 2008, Santa Linya, Espanha.
Uma saída bouderística que fica na casa do 11b que leva até a via Open Your Mind, um 11c muito forte com bons descansos que eu encadenei de segunda tentativa em 2008. Um ano mais tarde, depois de dois ou três dias eu consegui passar pela primeira seção de boulder pela primeira vez, mas caí depois na Open Your Mind. No dia seguinte eu caí ainda mais alto, no último trecho que não é mais do que um 10b/c, que ainda tem um bom descanso antes. Foi estressante cair de trechos que pareciam tão fáceis no ano passado. E eu ainda caí ali de novo, e depois de cinco dias tentando eu fui para outro lugar para descansar minha mente da via. No final da viagem eu voltei para a cave pensando que eu ia mandar, mas passei longe.
Hubble 11b (8c+ fr; 5.14c us) – Primeira ascensão de Ben Moon em 1990, Raven Tor, Reino Unido.
O primeiro 11b do mundo, que poderia facilmente ser um 11c na minha opinião. Não é uma linha das mais bonitas, parece mais um boulder com uma corda e um final fácil, mas tem que se admitir a dificuldade revolucionária da via para o seu tempo, e eu acredito que não é em hipótese alguma mais fácil do que a Action Directe, o primeiro 11c, encadenado um ano depois. Eu tentei essa via apenas por 2 dias, uma vez em 2010, depois da Copa do Mundo em Sheffield, e não estando muito descansado, eu não consegui fazer um movimento: juntar as mãos numa agarra invertida onde o escalador escocês Malcolm Smith conseguia até colocar magnésio enquanto era filmado pela câmera de Heinz Zak. Um ano depois, na manhã do meu último dia numa trip na Inglaterra, eu tentei mais forte e consegui sentir uma diferença significativa graças a algum tempo gasto no campus board, mas apesar de ter chegado perto, eu fracassei. Esse britânicos são fortes!

Ondra na Hubble 11b, em Raven Tor (Foto de Vojtech Vrzba)
Jungle Speed 11c (9a fr; 5.14d us) – Primeira ascensão de Daniel Jung em 2010, Siurana, Espanha.
Uma via bouderística, logo ao lado de La Capella, um 12b eu encadenei na primavera de 2011. Eu comecei tentando essa via, paralela a La Capella, no inverno de 2010, durante a minha missão para repetir a Golpe de Estado 12b, quando estava muito frio para escalar uma via longa como a Golpe. Uma via bouderística era o que eu precisava para evitar os dedos dormentes e ser levado pelo vento forte. Eu sempre tentava La Capella primeiro, e depois ia para Jungle Speed, mas isso acabou não sendo uma boa estrategia. O último dia da minha trip de 2010, foi o único dia que eu entrei nela descansado, e cai no final, ou melhor, escorreguei, devido as dedos dormentes e secos. Em 2011 o mesmo aconteceu de novo, tentando muito cansado, as costuras lá fazia 10 dias, negligenciada a maior parte do tempo. Depois da minha cadena de La Cappella no último dia da trip, eu estava empolgado e pensei que finalmente eu conseguiria mandar a via, mas estava muito otimista. Eu estava tão detonado que fiquei feliz de só conseguir chegar no final e poder limpar a via…
Orca 11b (8c+ fr; 5.14c us) – Primeira ascensão de Alex Huber em 2001, Schleierwasserfall, Austria.
Essa via fica na parte superior de Schleierwasserfall, no setor Aquário. Ela divide o começo com um antigo projeto, que depois eu encadenei e chamei de Fugu (11c), mas a Orca sai pra esquerda antes do crux da Fugu. Até esse ponto não é mais do que 9c, mas a curta sequencia boulderística depois que você sai da Fugo, deve ser em torno de V12. Dois movimentos nojentos. Num espaço de dois metros não existe nada além de um buraco abaulado e um reglete milimétrico que serve de intermediária. Até hoje, ninguém além de Alex Huber conseguiu isolar todos os movimentos.
Qui 11c (9a fr; 5.14d us) – Primeira ascensão de Stefan Fürst em 1996, Geisterschmiedwand, Austria.
A via mais difícil dessa parede fantástica, mas que não é muito boa pra se tentar vias difíceis por ser muito úmida apesar de ficar no sol a partir das 9 da manhã, o que significa que a única hora de tentar a via é de manhã cedo. Stefan trabalhou duro nessa via: Qui passa pelo crux da Wagnis Orange, talvez o segundo 11a do mundo (apesar de ter sido graduado em 10c inicialmente) escalada pela primeira vez por Gerhard Hörhager em 1988. Depois dos primeiros 10 metros da Wagnis, sendo pelo menos 10c, você continua reto em vez de ir pra direita. Esses 10 metros de deixam bombado, tudo que existe são regletes ruins e abaulados e os descansos são ruins. Quando você sai da Wagnis você faz um descanso ruim e dá uma olhada no boulder nojento acima de você: regletes de lado minúsculos. Eu passei cinco dias nessa via e estava em muito boa forma, pois estava encadenando todos dos 11c muito rápido, mas fracassei, quebrando uma agarra de pé crucial, no último dia. Algo deve ter quebrado logo depois da ascensão de Stefan, mas depois da agarra que eu quebrei, a via com certeza não vai dar menos de 12a. Em todo caso, ainda está sem repetição.
Three Degress of Separation 11c (9a fr; 5.14d us) – Primeira ascensão de Chris Sharma em 2007, Ceuse, França
Uma via fantástica, com alguns dos movimentos mais malucos que eu já vi. Três grandes botes em agarrões perfeitos é algo que é muito raro na rocha, especialmente no meio de uma via. Eu tentei a via por 4 dias em 2010, mas nunca consegui fazer o bote do crux, nem isolando, apesar de ter passado perto. Você tem que conseguir fazer esse bote facilmente isolando, porque os 20 metros de 11c abaixo realmente te deixam bombado. Bem, botes não são minha especialidade, eu não tenho a explosão para ir bem neles, mas pelo menos eu tenho a vantagem de ser alto. Em todo caso, o fato é que a via permanece sem repetição, apesar de muitas tentativas, o que pode indicar que ela merece um upgrade…

Adam Ondra na Three Degrees of Separation 11c (Foto de Bernardo Gimene)
Underground 11c (9a fr; 5.14d us) – Primeira ascensão de Manfred Stuffer, Massone, Itália
A ideia de tentar essa via à vista ou em flash, ganhou forma quando eu tinha nove ano. Um jornalista de uma revista de escalada tcheca perguntou se eu gostaria de tentar a Underground num futuro próximo, já que ela havia acabado de ser repetida por Tomaz Mzarek, naquela época, definitivamente o meu ídolo. E a minha resposta foi tão simples como a minha alma de criança: “Vou deixar pra fazer à vista!”. Alguns anos mais tarde eu desisti de acreditar que escalar a via à vista pudesse ser possível, e assisti o vídeo de Tomaz escalando. A ideia de escalar a via na primeira tentativa já não parecia tão impossível: eu havia visto o vídeo, então porque não tentar mandar em flash? Em escaladas à vista e em flash é especialmente difícil lidar com a pressão, é muito difícil deixar as dúvidas de lado, mas na primavera de 2011 eu me senti forte o suficiente, tanto física quanto mentalmente. Eu estava confiante que eu estava numa boa forma já que havia retornado da minha bem sucedida viagem pela Andaluzia, e como eu esperava, eu quase consegui controlar minhas emoções e quase mandei em flash. Eu fiz o trecho do meio, lutando, sendo preciso como uma máquina, mas hesitei no trecho superior, eu me preocupei com a posição correta do corpo por um momento, perdi força e caí alguns movimentos acima, chegando próximo de alcançar meu sonho de infância…eu caí até próximo do chão, desci e nunca tentei de novo.
Vibrot 10b (8b fr; 5.13d us) – Seynes, França
Na primavera de 2010, no meu caminho para a Espanha e depois de um tempo doente, eu queria aquecer nesse pequeno pico próximo do sul da França. Eu escalei à vista alguns 10a e 10b, e no final do dia eu escolhi um 10b numa parede levemente negativa no lado esquerdo da parede. Uma tentativa à vista estava fora de questão e eu ainda tive um bom trabalho pra isolar os lances. A via tem regletes horríveis, com pés muito ruins e foi muito difícil de e achar algumas agarras na parede. Logo, minha segunda tentativa também passou longe de ser bem sucedida.
Claro que existem algumas outras vias, até em graus mais baixos, que eu não consegui encadenar, mas essas que eu citei são as que, por um motivo ou outro, me frustraram mais. E é claro, eu não consegui mandar também vários boulders, já que em boulder não é tão fácil escapar de alguns movimentos que não são o meu estilo, ou talvez a linha não me inspira o suficiente para continuar tentando. Mas um pode ser que eu volte!
Fonte: Planet Mountain
Patxi Usobiaga se despede da escalada de competição
O escalador basco, Patxi Usobiaga, bi-campeão da Copa do Mundo de Dificuldade e campeão mundial em 2009, anunciou oficialmente, sua despedida das competições de escalada. Patxi vem sofrendo no último ano com uma hernia de disco, fruto de um acidente automobilistico, que lhe tem impossibilitado de escalar sem sentir dores. Ele anunciou a decisão hoje em uma coletiva de imprensa, em Eibar, sua cidade natal. No seu site, Patxi deixou uma nota que fala da sua difícil decisão, já que competir era uma de suas maiores paixões e motivação principal!

Chegou a hora em que tenho que me retirar das competições. Já faz um tempo que venho dando voltas e voltas com o tema, pesando pros e contras, e ao final já posso dizer que é claro, acabou.
Todos estes últimos anos, o que vivi, o que senti, o que sofri, foi incrível. Não tenho palavras para expressar tudo pelo que passei, já que foi especial.
E a verdade é que estou muito contente com a decisão tomada, não tendo sido a decisão mais fácil de se tomar, ainda que seja mais fácil do que parece, já que a vida que ainda tenho por viver é incrível, cheia de projetos e planos, e isso fez com que tudo tenha sido mais fácil.
É certo que as lesões dos últimos anos fizeram com que esse momento tenha chegado antes, eu sabia que não faltava muito, que a motivação já não era tão forte como antes, mas não pensava que fosse em 2011. Estou muito feliz, vivendo de outra maneira, sem pressões, relaxado, fazendo o que quero e quando quero, sem ter que estar dependente de um relógio, nem de uma planificação, ainda que seja perfeita…E que posso viver assim, o mundo não vai acabar, simplesmente é diferente.
Ainda assim, não deixam de dar voltas na minha cabeça novos projetos, novas inquietudes, sempre vinculados ao mundo vertical, mesmo que agora a hernia de disco me impeça de escalar “a muerte”.
A verdade é que, conscientemente ou não, tive que buscar uma válvula de escape, todos nós fazemos isso, já que se agora não dedicasse toda a minha energia ao surf, estaria escalando, como fiz até agosto, não me recuperaria da hernia, e a cada dia seria uma nova reflexão, já que quando escalo, quero escalar, quero progredir, quero chegar ao meu máximo, e isso agora é impossível. E isso sim era uma tortura, ai sim passei um mal momento, como no dia que acabou o Campeonato Mundial, e ali estive, assistindo, acompanhando da grade, até que acabou, e fiquei consciente que havia acabado não somente o campeonato, mas uma etapa da minha vida, 17 anos competindo, focado em dar tudo de mim, evoluir, progredir, uma vida cheia de alegrias, decepções e luta.
Assim troquei o que hoje me dá motivação, o que me faz sorrir e ter vontade de despertar a cada dia.
E mesmo que leve meses sem calçar minhas Miuras e passar magnesio, sigo sendo um escalador, com vontade de escalar e progredir, já que isto nunca acaba.
Nunca desista!
ps: Não quero me despedir nessa carta sem agradecer a todos, absolutamente todos, que fizeram possível que eu tenha chegado até aqui, e ajudaram a fazer dessa aposentadoria algo muito mais fácil.
Patxi Usobiaga
O Desce daí, doido! deseja boa sorte a esse grande escalador, que inspirou muitos e tanto fez pelo esporte, nessa nova etapa da sua vida!
Alex Honnold no programa 60 minutos
Esse domingo foi ao ar uma reportagem com Alex Honnold no programa 60 minutos, do canal americano CBS. A reportagem, que conta com algumas imagens da Sender films, traz cenas inéditas de duas ascensões em solo de Honnold em Yosemite: a via The Phoenix, que pode ser a via mais difícil já feita em solo no Yosemite; e a via Chouinard-Herbert (um 7c de 15 cordadas), na Sentinel.
Confira abaixo a reportagem e alguns “making-off” da produção, em inglês!
Por onde anda Patxi Usobiaga?
Pra quem tem acompanhado os campeonatos de escalada esse ano acho que já deve ter percebido a ausência de um grande nome, o espanhol Patxi Usobiaga, bi-campeão da Copa do Mundo em 2006 e 2007, e campeão mundial em 2009 (completando assim todos os títulos que se pode ganhar na escalada esportiva). Esse ano não se viu Patxi participar de nenhuma competição, nem notícia alguma de cadenas importantes na rocha, onde foi a primeira pessoa do mundo a escalar um 11b à vista em 2007.
A notícia boa é que Patxi não deu uma de Didier Berthod e foi morar num mosteiro. Na verdade ele está se recuperando de uma hérnia de disco, resultado de um acidente que sofreu em junho do ano passado e quem tem incomodado muito o escalador, a ponto de ter dias onde mal consegue levar a cabo as atividades normais.
Patxi tem buscado manter a motivação se concentrando em outras atividades relacionadas a escalada, como o trabalho de route setter. Ele fez o curso de route setter em 2007, mas nunca havia tido tempo para tirar o certificado. Esse ano, sem competir, resolveu conseguir o certificado e passou pelo teste final, que era equipar uma via na Copa de Espanha. Ele também tem se dedicado a escalar vias longas, onde o esforço físico é menor. Para ele se manter escalando é o principal, não importa o grau.
Patxi ainda está longe de se recuperar, segundo ele mesmo, e tem buscado formas alternativas, como o surfe, de manter a forma e a mente sã longe da escalada. O Desce daí, doido! espera que Patxi se recupere o mais breve possível, e volte a mostrar nas competições e nas rochas que determinação, disciplina e dedicação podem trazer grandes resultados!
Fonte: Desnível
Revista espanhola entrevista Felipe Camargo
Felipe Camargo voltou recentemente de uma trip pela europa, e trouxe na bagagem a cadena da via Ali Hulk 9a (11c br), seu primeiro 9a francês incostestável! E pra mostrar que o feito não foi pouca coisa, a revista espanhola escalar resolveu fazer uma entrevista com ele, e que saiu na edição 75 do periódico, da mesma editora da famosa Desnível. Parabéns Felipe!

Apesar da sua juventude (20 anos) já faz uma década que Felipe anda subindo nas rochas, e pertence a essa nova geração de jovens mutantes que vem rompendo barreiras, no seu caso, do outro lado do mundo. Foi o primeiro brasileiro a escalar um 8b+ (11a br) e 8c (11b br) (em 2008, com 17 anos), ambos conseguidos em Rodellar, e ele volta a sua escola internacional predileta para subir ao seu grau mais alto com Ali Hulk 9a (11c br), que encadenou no começo de junho. Aproveitamos sua última visita a Espanha para conhecer um pouco mais deste jovem talento brasileiro.
Ueli Steck e o desafio de escalar picos de 8.000 metros em estilo alpino.
Quando eu assisti o episódio The Swiss Machine, no Reel Rock Film Tour 2010, não teve com não ficar impressionado com Ueli Steck! Encarar grandes montanhas, em estilo alpino, batendo recordes de velocidade, não é pra qualquer um. Isso fica claro no treinamento e na dedicação desse suiço. Mas escalar as maiores montanhas da Europa, em estilo alpino, ainda não é o fim da história para Ueli. Ele quer levar o estilo de escalada alpino (escalar rápido e com pouco peso) para as maiores montanhas da terra, e o seu alvo agora são os picos de 8000 metros do Himalaya. E esse grande desafio está sendo acompanhado de perto. Os treinos, a aclimatação e as ascensões. Você pode acompanhar o projeto Himalaya de Ueli Steck na série de vídeos disponibilizada pela Mountain Hardware. Siga o nosso twitter ou curta nossa página no Facebook para não perder os próximos episódios!
Chris Sharma encandena First Round First Minute
E ele finalmente conseguiu. Depois de mais de 2 anos de tentativas, Chris Sharma encadenou um dos seus projetos mais comentados, controversos (Red Tagging) e espetaculares: First Round First Minute! E ele conseguiu tal feito praticamente nas vésperas de completar 30 anos (23 de abril)! Agora já se sabe onde estava Sharma, enquanto Ondra tentava a Chilam Balam. Impressionante!

Com a cadena completa, o mundo da escalada fica no aguardo da sugestão de grau de Sharma (se é que ele vai sugerir um), já que da última vez que Sharma levou tanto tempo para encadenar um projeto o resultado foi a inauguração de um novo grau na escalada mundial: o 12b (9b fr) da via Jumbo Love. Será a First Round First Minute o primeiro 12c (9b+ fr) da história?! Mesmo que não seja, com essa cadena Chris volta a se igualar a Ondra na quantidade de vias na casa do 12b, com 4 cada (Sharma: Jumbo Love FA, Golpe de Estado FA, Neanderthal FA e First Round First Minute FA; Ondra: Golpe de Estado, La Capella FA, Chaxi Raxi FA e Chilam Balam).
Para comemorar essa incrível cadena, a Big Up Productions disponibilizou um vídeo especialmente editado com as tentativas de Chris na FRFM! Parabéns Chris Sharma, pela cadena e os 30 anos em plena forma!
Adam Ondra encadena Chilam Balam
Depois da notícia que Adam Ondra e Chris Sharma iriam se unir para tentar a cadena da polêmica via Chilam Balam, o mundo da escalada ficou esperando ansiosamente esse momento. E finalmente a cadena saiu, mais cedo do que qualquer um poderia imaginar. E o autor foi, é claro, o fantástico Adam Ondra!

Mas se você acha muito ele ter mandado a via, fique sabendo que ele fez isso em apenas 4 tentativas! Isso mesmo, 4 tentativas! Então a via não é um 12c (9b+ fr)? Provavelmente não, mas as notícias dão conta que Ondra acha que a via deve ficar em torno do já quase consolidado 12b (9b fr), o que explica também o porque de Sharma e Dani Andrada não terem encadenado a via anteriormente. Mas 12b em 4 tentativas? Bem, depois de escalar à vista vários 11c 11bs, não duvido nada que Ondra esteja tão forte a ponto de repetir um 12b em poucas tentativas, e que a cadena do primeiro 12c não demore a sair .
Mas agora vamos imaginar se ele inventar de trabalhar uma via por meses, como Sharma fez com a Jumbo Love? Será que teríamos o primeiro 13a do mundo?! Difícil de acreditar, mas acho que hoje completamente possível! Parabéns, Adam Ondra por essa fantástica cadena!
ps: o “mistério” da graduação da via parece ter sido resolvido, mas a da primeira ascensão de Bernabé Fernandez ainda não! Terá sido Ondra o primeiro?!
Fontes: Climbing Narc e UK Climbing
Vídeo: Vini Todero na Migalhas Indecentes 9c
Em junho vai completar 2 anos que eu visitei pela primeira vez o Rio e conheci o famoso Campo Escola 2000, na floresta da Tijuca. Na época eu não estava treinando forte, e não deu pra fazer praticamente nada. Hoje já acho que dava pra dar uns bons pegas em algumas vias, principalmente na primeira parte da Epitáfio das Ilusões, que até a primeira parada é um 7c, mas completa tem o mesmo grau da via desse vídeo.
Mas esse vídeo não é pra mostrar somente o Campo Escola e relembrar, mas também pra apresentar esse escalador que eu não conhecia: Vini Todero, de Caxias do Sul. O que vocês vão ver no vídeo, faz parte da quase cadena, à vista, da via Migalhas Indecentes. Eu disse À VISTA!! 9C À VISTA! Na mesma trip o cara mandou outro 9c e um 10a em flash! Muito monstro!
Vídeo: Chris Webb Parsons
Você já ouviu falar do australiano Chris Webb Parsons? Pra quem não curte muito boulder, pode até nunca ter ouvido falar do cara, mas ele é um dos boulderistas mais fortes em atividade no mundo, rivalizando com “tops” como Nalle Hukkataival, Daniel Woods e Paul Robinson. Antes dos dois últimos escalarem suas propostas de V16 (The Game e Lucid Dream), Chris já tinha encadenado o famoso Wheel of Life, nos Grampians australianos, a primeira proposta de V16 do mundo, e que foi estabelecida pelo japonês Dai Koyamada. Pra conhecer um pouquinho mais sobre esse ótimo escalador, confira o vídeo disponibilizado pelo site iClimb, que pode ser baixado de graça!








