100 anos de montanhismo no Brasil

6
dez

Ano que vem o montanhismo brasileiro completa 100 anos de existência. Em 1912 aconteceu a conquista do cume do Dedo de Deus, o marco do montanhismo no Brasil. E para comemorar essa data especial está sendo organizada para o ano que vem a 1 Semana Brasileira de Montanhismo, que vai acontecer no Rio de Janeiro e vai contar com uma ampla programação de eventos relacionados ao montanhismo, entre eles o 2º Congresso Brasileiro de Montanhismo e Escalada, o Campeonato Brasileiro de Escalada Esportiva e a já tradicional Abertura de Temporada do estado do Rio de Janeiro. A semana acontecerá entre os dias 23 de Abril e 1 de Maio, na Urca e é daqueles eventos que vale a pena colocar na agenda. Para mais informações sobre a semana, acesse o site: www.semanademontanhismo.com.br

Já esse final de semana, dando o pontapé inicial nas comemorações , acontecerá o lançamento o selo de 100 anos do Montanhismo Brasileiro no Parque Nacional da Tijuca. Confira o selo abaixo. Dá uma bela camiseta, não dá?

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Encontro de escalada em Arcos

25
out

Você já ouviu falar de Arcos, ou Rastro de São Pedro, em Minas Gerais? Eu não, e fiquei bastante curioso quando ouvi falar que ia rolar um encontro de escalada nesse local. Localizada no centro-oeste mineiro, a 220 km de Belo Horizonte, o local é tido como de enorme potencial para a prática da escalada. Na verdade, o esporte já existe por lá há mais de 10 anos, mas somente agora o pico vai ser definitivamente apresentado a comunidade de escaladores mineira.

O Climb Arcos, como está sendo chamado o evento, vai acontecer nesse final de semana (29 e 30 de outubro) e vai ser o primeiro encontro na cidade, dessa vez apenas para apresentar o local, que ainda conta com poucas vias, mas que promete se firmar no calendário mineiro. Mais informações sobre o evento, aqui!

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Pré-inauguração Fábrica de Monstrinhos

14
out

Ainda não está tudo 100%, ainda faltam alguns detalhes para acertar, mas a nova sede da Fábrica de Monstrinhos abre hoje pela primeira vez suas portas para receber os escaladores, e interessados em escalada, de Fortaleza para conhecer o novo espaço, escalar um pouco, trocar idéias, confraternizar.

Vai rolar um rock and roll, uma cervejinha e uns filmes de escalada rolando. Eu estarei por lá, e vou sortear um kit de magnésio, presente da 4Climb e do Desce daí, doido! As atividades começam a partir das 20hs. Se você tem sapatilha, traga a sua para das uns pegas. Se não, venha mesmo assim!

Pré-inauguração Fábrica de Monstrinhos

Rua Clarindo de Queiroz, 55 – Centro

Horário: 20hs

Aberto ao público

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E o encontro?!

13
set

Acho que essa deve ter sido a pergunta que mais me fizeram durante esse ano. Não só a mim, mas a vários outros escaladores daqui do Ceará. A todo instante alguém pergunta sobre a realização do X Encontro de Escaladores do Nordeste, agendado para acontecer entre os dias 12 e 15 de novembro, em Redenção. E sinceramente, eu cansei de responder o decepcionante: “Eu não sei!”. Primeiro porque quem deveria estar respondendo essa pergunta era a organização do encontro, mas acho que ou ela se esconde demais, ou ninguém tem coragem de perguntar. Segundo, porque eu gostaria de responder algo legal, motivar a galera pra vir para o encontro e curtir esse pico de escalada cearense, que eu gosto muito, e confraternizar com outros escaladores, mas infelizmente não posso. E terceiro, e último motivo, porque a verdade é que eu sei sim do encontro, ou pelo menos tenho uma boa ideia sobre ele e como ele vai ser, e toda vez que eu digo “Eu não sei!”, eu estou me omitindo.

Mas afinal de contas, e o encontro? Até onde eu sei, ele vai acontecer. Mas o modo como ele vai acontecer é que me deixa seriamente preocupado. Essa preocupação teve sua semente plantada lá no começo de 2010, nas primeiras reuniões que participei sobre a organização do encontro, quando os dois principais grupos de escaladores daqui não conseguiam se entender. Um lado era representado pela FEMECE (Federação de Montanhismo e Escalada do Ceará) e o outro pelo que hoje é a Fábrica de Monstrinhos. Não é segredo nenhum que participo do segundo grupo. No desentendimento inicial havia 2 principais motivos: não se concordava no papel que cada “entidade” deveria ter no evento; e não se chegava a uma decisão de local para receber o evento.

No primeiro motivo, houve um desentendimento com relação a qual entidade deveria realmente figurar como organizadora do evento. A Fábrica de Monstrinhos, que na época ainda não existia de fato, defendia que a ACEME (Associação Cearense de Montanhismo e Escalada) deveria ser a organizadora do encontro, com a FEMECE dando o seu aval institucional, figurando assim como a realizadora do evento. Os demais clubes membros da FEMECE seriam apoiadores do encontro.

Por que dessa proposta? Pelo obvio motivo que a ACEME era a única entidade de escalada que existia no estado. Os demais clubes da FEMECE são clubes de Escotismo e Corrida de Orientação, que por mais que tenham em seus quadros pessoas que escalem ocasionalmente, carecem da experiência da prática constante da escalada, que na minha opinião, era de vital importância para organizar bem o evento. A FEMECE não concordava sob hipótese alguma com essa proposta. Queria ela entrar como organizadora, e os clubes, ACEME incluso, seriam apoiadores do evento. No final das contas, a FEMECE firmou o pé na ideia de que se estava tentando excluir os outros clubes do evento, e foi em frente com o seu modelo de “organização” do encontro!

Já no segundo motivo, que pra mim foi o decisivo para haver o “racha” entre os grupos, a Fábrica de Monstrinhos defendia, desde o começo de 2010, a escolha de Redenção como a sede. Na época eu ainda pensava em algo mais ambicioso, usar o encontro para criar um pico de escalada completamente novo para o estado. Mas com o tempo de organização começando a encurtar, logo me alinhei com a proposta de Redenção, que já tinha parte do trabalho feito. A FEMECE não endossava a proposta de Redenção à época, mas também não colocava nenhuma proposta de local na mesa de discussões. Pra acabar com a discussão, a FEMECE lançou uma “Carta Normativa” que criava uma comissão de encontro, empossava um diretor e dava um prazo de duas semanas para qualquer proposta de evento fosse entregue a ela em forma de projeto, com prazos, custos, etc. Se não surgisse qualquer proposta, a FEMECE se colocava no direito de fazer ela a escolha do local e tomar as demais decisões do encontro e apenas informar aos clubes. Obviamente interpretamos isso como um modo de “calar a boca” do pessoal que não concordava com eles e fazer o evento à sua maneira. Então deixou-se a decisão por conta deles, e a Fábrica de Monstrinhos ficou completamente de fora da organização do encontro. Íamos agora somente esperar o evento acontecer!

O tempo foi passando e qual não foi minha surpresa, quando no final de 2010, depois do encontro de Brejo, a FEMECE, já sem o apoio da Fábrica de Monstrinhos, decidiu pela cidade de Redenção como sede do encontro. Levaram praticamente um ano para chegar na mesma escolha que já vinha sendo proposta desde o começo do ano. Ou seja, um ano que poderia ter sido usado no trabalho de equipagem das vias e outros afazeres, foi jogado no lixo. E isso, com toda certeza, vai comprometer na qualidade desse encontro.

Quando eu ainda pensava em idéias para o evento, e vislumbrava um grande encontro aqui no Ceará, eu tentava sempre me basear nos modelos de Itatim e Brejo, que apesar de não ter ido para esses encontros, fiquei sabendo terem sido muito bem organizados. Eu imaginava que o encontro no Ceará devia manter o nível crescente destas edições anteriores e quem sabe até subir mais o nível, já que essa seria a edição de 10° aniversário dos EENe.

Para um comparativo simples do que foram esses encontros e o que provavelmente vamos ter em Redenção esse ano, vamos pegar a quantidade de vias, que é pré-requisito básico para se ter um encontro bem feito, garantindo a diversão de todos os presentes. Sempre pensei que um encontro aqui tinha que ter no mínimo umas 60 vias (pensava como um número ideal 80), entre esportivas e clássicas, talvez até boulders, e com uma variedade ampla de graduação. Itatim chegou na data do encontro com 60 vias, entre tradicionais e esportivas. Brejo realizou o encontro com 50 90 vias, também entre tradicionais e esportivas, nos mais variados graus. Todas as duas edições com um grande de trabalho de conquista! E Redenção?

Redenção tem hoje, e isso contando o que já existia e o que já foi divulgado de conquistas até agora, 30 vias. Metade das vias de Itatim e nem 2/3 1/3 das vias de Brejo. As vias estão distribuidas nos setores Assombrado e Pedra Vermelha e são todas vias esportivas, algumas em móvel, com a mais fácil, e única desse grau, sendo um IVsup. O restante vai de VI grau até projetos na casa de IX/X. Dessas vias, apenas 2 foram conquistadas pela organização do evento. Outras duas foram conquistadas pelos escaladores do Rio Grande do Norte, em visita a Redenção, para ajudar na equipagem. Esse foi o saldo de vias novas para o encontro divulgado até agora: 4!

Outro fator preocupante com relação as vias, é o fato de a organização ter ignorado por completo um novo setor de Redenção, que poderia fornecer as vias tradicionais tão importantes para o encontro, o setor Pitombeira. Lá já existe uma via, de 7 cordadas e um projeto incompleto, que já vai com 3 cordadas. Ambos abertos pelos escaladores da Fábrica de Monstrinhos, que descobriram e exploraram o local. Por que a organização resolveu ignorar essa pedra de enorme potencial, eu sinceramente não sei.

Aumentando ainda mais minha preocupação com relação a esse encontro, pesa o fato de se ver pouco, ou quase nada, sendo feito em Redenção. Não se vê nenhum trabalho de manutenção ou melhor adequação das trilhas de acesso às pedras (pessoal do Rio Grande do Norte teve que abrir a trilha para a Pedra Vermelha no facão). Não se sente segurança com relação à  confirmação do local que vai abrigar os escaladores no encontro, que segundo foi informado seria o Balneário Lages Lazer, de frente para a pedra do Assombrado. Falo isso porque das vezes que já se foi por lá e se conversou com os responsáveis pelo lugar, eles nunca confirmaram ter fechado qualquer acordo ou contrato com a organização. Só apenas informaram o preço que pensam cobrar pelo aluguel do espaço, e parecem não estar muito interessados em receber menos do que esse valor, e nem receber após o evento. Se nesse meio tempo a organização fechou realmente algo, eu não sei.

Para completar, estamos a 2 meses para a data do encontro, e não há sinais de início das inscrições, nem notícias de quando irão começar. Não existe qualquer informação no site do encontro com relação à programação, palestrantes, convidados, o que seja. E isso só aumenta o clima de dúvida com relação a esse encontro. (no momento que este texto foi escrito não havia nenhuma dessas informações no site, hoje é que entrou no ar uma nova versão já com a inscrição, um esboço de programação, mas nada de palestrantes ou oficinas)

Não escrevi isso tudo com o objetivo de “queimar” o X EENe. Meu objetivo com esse texto é fazer com o que a organização se posicione, dê as caras, apareça e mostre o que está sendo feito para dar segurança aos escaladores que sempre compareceram aos encontros regionais nesses últimos 9 anos. O que eu escrevi aqui é o que aconteceu antes, e o que eu posso ver que está acontecendo agora. Se a organização tem trabalhado incessantemente e em silêncio, não tenho como saber. E se assim o faz, sugiro realmente que mudem de postura e passem a oferecer mais informações a todos os interessados. Eu já cansei de responder “Eu não sei!” e da próxima vez que vierem me perguntar, ou indico esse texto, ou mando ir perguntar pra organização. O que eu sinceramente não quero, é ver a comunidade inteira de escaladores do estado ter a imagem manchada caso o encontro seja um fracasso. E reitero que não aposto nisso, mas tampouco aposto em um grande sucesso.

(modificado em 16/09/11)

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Divulgando: Sumba Boulder

12
set

No começo de outubro vai rolar em São Bento do Sapucaí, ou simplesmente SBS, o Sumba Boulder, festival de boulder que vai inaugurar um novo setor nesse incrivelmente variado pico de escalada. Eu ia até escrever mais sobre o evento, mas o texto oficial de divulgação tá tão bom, que eu vou fazer aqui apenas o famoso “copiê, colê” de lá!

O Sumba Boulder é um evento que vem para marcar mais uma etapa dentro da história da escalada em São Bento do Sapucaí/SP, cidade referência nacional para as diversas vertentes do montanhismo. Point marcante em eventos e festivais de escalada, SBS sempre teve o Boulder em destaque e sempre foi apresentado um novo point a cada edição do extinto Blox. Nos últimos três anos a modalidade de Boulder se consolidou na região, onde foram abertas novas linhas e marcantes conquistas para a evolução do esporte. Com o Sumba Boulder 2011, a apresentação de um novo e revolucionário point para SBS é de extrema importância para a cidade, comunidades locais e escaladores.

Este evento conta com a realização de uma edição inédita de desafio em forma de competição, com a diferença de que os boulders serão na rocha.

Para a realização deste evento, contamos com o trabalho voluntário da comunidade de escaladores, que está a três meses trabalhando na limpeza dos blocos, bem como na manutenção de trilhas de acesso, croquis e vias.

Como o segundo semestre é marcado por vários eventos e festivais de escalada, escolhemos os dias 1 e 2 de outubro.

Esperamos todos vocês para prestigiar mais um evento em SBS e contribuir para a evolução do nosso esporte.

Para mais informações e inscrições no evento, acesse o site: sumbaboulder.blogspot.com

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São Paulo em setembro: Rocky Spirit e SP Open de Boulder

24
ago

Esse mês de setembro promete ser bem movimentado em São Paulo com relação aos esportes de aventura, principalmente a escalada. Dois grandes eventos vão acontecer durante o mês na capital paulista:  o Rocky Spirit, em sua primeira edição; e o SP Open de Boulder chegando no seu sétimo ano!

Rocky Spirit

O festival de filmes outdoor Rocky Spirit, uma parceria da editora Rocky Mountain que publica as revistas Go Outside e Hardcore, vai trazer para São Paulo, entre os dias 1 e 4 de setembro, alguns dos melhores documentários do universo outdoor, abrangendo uma ampla gama de esportes e temáticas. Dentre as produções de escalada se destacam os documentário Alone on the Wall, Down and Out and Under, Cold, The Swiss Machine, On assignment: Jimmy Chin e Towers of Enedi. Para conferir a programação completa do festival e outras informações acesse o site oficial do evento: www.rockyspirit.com.br

SP Open de Bouder

Chegando esse ano na sua sétima edição, o SP Open de Boulder é uma das mais tradicionais competições de escalada do Brasil. Mais uma vez o evento vai acontecer durante a Virada Esportiva, que acontece no Memorial da América Latina, no dia 17 de setembro. A competição, organizada pela APEE (Associação Paulista de Escalada Esportiva) vai acontecer em estilo festival, na fase classificatória, prosseguindo para as semifinais e finais, onde os boulders serão escalados à vista. O evento desse ano tem o apoio da 4Climb, mais uma vez presente nos maiores eventos de escalada do Brasil. Para maiores informações e inscrições, acesse o site da APEE: www.apee.com.br

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4º Festival de boulder de São Thomé das Letras

29
jul

Mês de julho tá chegando no final, e pra fechar o mês do boulder no Brasil vai rolar mais um festival, mais uma vez em Minas (ô terrinha boa pra escalar sô!), dessa vez em São Thomé das Letras. O evento, mais uma vez apoiado pela 4Climb, e realizado pela Primitivus, acontece de hoje até o domingo, com muita escalada, brindes, campeonato de Trickline, palestras e workshops! Com certeza vai ser mais um grande festival (que mais uma vez eu não vou). Mas fica a dica pra galera que é de Minas, ou que mora perto de Minas, ou vai tá por Minas fazendo alguma outra coisa e ficar com os dedos coçando! Informações e inscrições pelo site da Primitivus!

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Campeonato Mundial de Escalada e Arco Rock Masters

27
jul

No último final de semana chegou ao final o 11º Campeonato Mundial de Escalada em Arco. Foram 10 dias de competições com mais de 130 atletas de vários países, competindo nas 3 modalidades da escalada esportiva de competição: Dificuldade (Lead), Boulder e Velocidade (Speed). Tivemos também a entrega dos já tradicionais Arco Rock Legends, prêmios que são oferecidos aos melhores escaladores do ano, tanto na rocha, quanto nas competições. Tivemos pela primeira vez na história um Campeonato Mundial de Paraescalada, mostrando que o nosso esporte também pode incluir os portadores de deficiências. E pra fechar tudo com chave de ouro, tivemos o tradicional duelo, que só acontece nas competições em Arco!

Durante esses 10 dias de competições deu pra sentir que a IFSC realmente quer investir pesado para colocar a escalada nos  jogos olímpicos de 2020. As competições foram muito bem organizadas  e muito bem transmitidas, com exceção das qualificatórias, que em geral tiveram uma transmissão bastante confusa pela internet. Mas nas semifinais e finais, que tiveram transmissão da TV italiana, o campeonato foi um espetáculo: câmeras de vários ângulos,  com uso até mesmo de gruas para acompanhar os escaladores na dificuldade,  replays dos melhores momentos e ótimos gráficos para mostrar os resultados e manter o espectador informado do desenrolar da competição. Realmente um nível de transmissão digno de olímpiadas. Mas vamos aos resultados e alguns comentários sobre as provas de dificuldade e o duelo.

A primeira modalidade a conhecer seus campeões foi o boulder, ainda no primeiro final de semana. O russo Dmitry Sharafutidnov foi quase perfeito, e ficou com o título, deixando o segundo lugar com Adam Ondra e o terceiro com o compatriota Rustam Gelmanov. O feminino teve a austríaca Anna Stöhr levando mais uma vez o título, deixando a americana Sasha DiGiulian em segundo e a alemã Juliane Wurm em terceiro. Mais detalhes da disputa do boulder aqui!

Durante a semana tivemos a entrega dos prêmios do Arco Rock Legends, o Salewa Rock Award, para o escalador(a) que mais se destacou na rocha durante o ano passado, e o La Sportiva Competition Award, para o escalador(a) que mais se destacou nas competições no ano que passou. Para o Salewa Rock Award foram indicados os escaladores Adam Ondra, Enzo Oddo, Chris Sharma, Gabriele Moroni e Sasha DiGiulian, o prêmio ficando pela terceira vez com o fenômeno tcheco Adam Ondra! Pelo La Sportiva Competition Award competiam o espanhol Ramon Julian, a coreana Jain Kim e também Adam Ondra. Mas dessa vez o prêmio ficou com o impressionante Ramon Julian!

A segunda modalidade a conhecer os seus campeões foi a velocidade! O título masculino ficou, pela terceira vez, com o chinês Qixin Zong, que cravou o cronômetro em 6.26s e marcou um novo recorde mundial. O segundo lugar ficou com o russo Stanislav Kokorin e o terceiro ficou com Danylo Boldyrev. No feminino o título foi para a russa Maria Krasavina, ficando em segundo a sua compatriota Anna Tsyganova e em terceiro a escaladora do Cazaquistão Tamara Kuznetsova. Na velocidade em equipe, que contava com times mistos, o time vencedor foi o Russia 2, formado pelos escaladores Sergey Sinitsyn, Ksenia Aleksseva, Evgeni Vaitcekhovskii. O time um da Ucrânia ficou em segundo, seguidos pelo time um da Rússia em terceiro.

Melhores momentos da final de velocidade

Chegamos então na modalidade que é considerada a principal da competição, vide o destaque que ela recebe e tendo o campeonato culminando com a decisão dos seus campeões: a dificuldade. As eliminatórias aconteceram na quinta-feira, e tiveram a participação dos brasileiros Cesar Grosso (Cesinha) e André Berezoski (Belê), para os homens, e Janine Cardoso e Thais Makino para as mulheres.

As qualificatórias aconteciam em dois grupos, escalando duas vias, e apenas os 26 primeiros passavam para a fase semifinal. Janine Cardoso e Thais Makino, apesar de escalarem bem, não obtiveram um bom resultado e ficaram de fora das semifinais, o mesmo acontecendo com Cesinha e Belê. Mas Cesinha merece um destaque, já que obteve, apesar de ficar de fora, uma boa colocação geral, ficando com o 37º lugar entre os 130 escaladores que competiram no masculino. Cesinha entrou na segunda via ainda com chances de passar, e foi bonito vê-lo escalar, lado a lado com Belê, buscando a classificação. Mas alguns pequenos erros, como demorar demais para clipar uma costura e ter dificuldades de desenroscar a perna da corda em outro instante, podem ter tirado a força que ele precisava para fazer o top, que estava muito perto.

Com isso progredimos para as semifinais, 26 escaladores e escaladoras, disputando apenas 8 vagas na grande final! E nessa fase, alguns favoritismos se confirmaram, como a presença de Adam Ondra, Ramon Julia, Jakob Schubert, Jain Kin, Angela Eiter e Johanna Ernst na final, assim como algumas surpresas. Caso da dupla russa de homônimos: Evgeny Zazulin e Ovchinnikov entre os homens e a austríaca Magdalena Röck se classificando em segundo para as finais. Ao final o time completo de finalistas ficou assim: Ramon Julian (ESP), Jakob Schubert (AUT), Adam Ondra (CZE), Hyubin Min (KOR), Magnus Midtböe (NOR), Manuel Romain (FRA), Evgeny Zazulin (RUS), Evgeny Ovchinnikov (RUS), entre os homens; e Jain Kim (KOR), Magdalena Röck (AUT), Johanna Ernst (AUT), Angela Eiter (AUT), Katharina Posch (AUT), Mina Markovic (SLO), Christine Schranz (AUT), Sasha DiGiulian (EUA), entre as mulheres.

Para as finais a IFSC mudou as regras. Agora cada escalador escala apenas uma via, e o desempate é feito pelo resultado da semi, e caso necessário, da qualificatória. Havendo empate em todas as fases, ai sim acontece uma super final.

Na final feminina, nenhuma das competidoras conseguiu o top, o que foi uma pena, e o título ficou com a única escaladora que conseguiu transpor o que era claramente o crux da via, já quase no final. Essa escaladora foi Angela Eiter, que diferente das demais escaladoras, não tentou um movimento dinâmico e buscou uma solução estática para o lance, passando e progredindo mais um pouco, mas caindo antes do top. Tudo que ela precisou fazer foi sentar no “canto do líder” e ver suas adversárias cairem, uma atrás das outras, no mesmo lance. O segundo lugar ficou com a coreana Jain Kim e o terceiro com a também austríaca Magdalena Röck.

Angela Eiter na via final

A final masculina foi um espetáculo! Cada escalador que entreva ia um pouco mais longe na via, o que só aumentava a expectativa pelo top, que só começou a ficar mais próximo com o 5º escalador a entrar, Magnus Midtboe. Depois dele vieram os 3 principais candidatos ao título: Adam Ondra, Jakob Schubert e Ramon Julian. Com um detalhe, Ramon Julian e Jakob Schubert estavam empatados em tudo, e o mesmo resultado na final significaria o desempate na super final! Seria emocionante!

Mas o primeiro a querer estragar essa grande final foi Adam Ondra. Mostrando uma grande técnica e experiência, apesar da pouca idade, Ondra soube usar muito bem os descansos que a via proporcionava e foi passando todos os lances que haviam derrubado os escaladores antes dele até chegar no último movimento. Tudo parecia indicar que ele faria o top, mas na tentativa de dominar a última agarra Ondra caiu, apenas tocando a agarra do top!

Logo depois veio Jakob Schubert, que escalou com Adam Ondra assistindo no “canto do líder”. O também jovem escalador austríaco progrediu muito bem, mostrando segurança em todos os movs, e alcançou o mesmo ponto que Ondra e também não fez o top. Os dois ficaram com a mesma pontuação, mas o desempenho melhor de Schubert nas fases anteriores o deixava em primeiro, para desespero de Ondra, que agora teria que se contentar com a prata, pelo menos, porque ainda faltava o grande favorito, Ramon Julian.

Ramonet, com chamam os espanhóis, entrou para escalar precisando do top para levar o título sem precisar do desempate da super final, e com uma escalada absolutamente perfeita, o espanhol de apenas 1,59m fez o top na via final e sagrou-se o grande campeão de dificuldade em Arco! Uma final realmente emocionante de se assistir!

Ramon Julian fazendo o top do título

Mas ainda faltava a cereja do bolo em Arco, a competição do duelo, que une técnica e velocidade numa só prova. Os 16 primeiros colocados na dificuldade se enfrentam aos pares, lado a lado, em duas vias idênticas, escalando guiando, e quem chegar primeiro no topo avança. Vale lembrar que as vias são as mesmas, tanto para os homens, quanto para as mulheres. É com certeza o modelo de competição que acho o mais emocionante de todos, e que deveria figurar no quadro de modalidades da IFSC.

No início das disputas as mulheres tiveram dificuldades com um lance mais esticado na metade da via, e várias caíram ali, inclusive a campeã Angela Eiter. Esse lance deu margem para uma cena engraçada, na disputa entre Sasha DiGiulian e Alexandra Eyer (se não me engano), em que Sasha DiGiulian chega no lance primeiro, percebe a dificuldade, e aguarda a adversária tentar na frente! A adversária, tenta e cai, e ela tenta em seguida e consegue passar o lance. No final, o ouro no duelo feminino ficou com a russa Yana Chereshneva, vencendo Johanna Ernst na disputa final. Sasha DiGiulian bateu Mina Markovic na disputa do terceiro lugar e ficou com o bronze. Na disputa masculina o ouro ficou com Adam Ondra (que aparentemente não queria deixar Arco de mãos abanando) que bateu o alemão Thomas Tauporn na final. O bronze ficou com Jakob Schubert que venceu o francês Manuel Romain na disputa pelo terceiro lugar!

Final feminina do Duelo

Final masculina do Duelo

Nos resultados finais da competição Adam Ondra ficou com o primeiro lugar combinado entre os homens, enquanto entre as mulheres o título combinado foi para a americana Sasha DiGiulian. O título por países ficou com a Rússia!

Para conferir os resultados completos de todas as modalidades, acesse o site da IFSC!

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7º Festival de Boulder da Pedra Rachada

19
jul

Parece que o mês de Julho está realmente se firmando como mês do boulder no Brasil. Já aconteceu no começo do mês o tradicional Ubatuboulder, no pontão da praia da fortaleza em Ubatuba, e esse final de semana acontece o Festival de Boulder da Pedra Rachada, em Sabará, distante apenas 30km de Belo Horizonte. O local já é nacionalmente conhecido pelos amantes do boulder e já tem mais de 150 problemas abertos, do V0 ao V12, alguns abertos por gente como Felipe Camargo, Jon Cardwell e Rafael Passos.

Esse ano a 4Climb, que está fazendo um grande trabalho de divulgação e promoção da escalada no Brasil, está organizando o evento e preparou o terreno pra escaladores de todo o Brasil poderem participar sem problemas. Um sítio foi alugado para poder receber os escaladores que estejam indo para o pico pela primeira vez, ou que ainda não tenham lugar pra ficar. Isso sem contar com a programação do evento, que vai contar com Night Climb com os boulders iluminados, brindes e muita festa!

Infelizmente dessa vez eu não vou estar presente, como estive em Ubatuba, mas quem sabe ano que vem não me programo melhor pra aproveitar bem esse mês do boulder no Brasil! Pra quem não conhece o lugar fica ai o ótimo vídeo produzido pela Granito Filmes de Pedra, apresentando o lugar, com Felipe Alvares “Kbeça” servindo de cicerone!

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O sonho olímpico continua: Escalada Esportiva em nova na lista do COI

5
jul

Ainda não foi a escolha oficial, mas ontem o COI divulgou uma nova lista, mais curta, com os esportes que ainda podem sonhar com uma vaga nas competições de 2020, e a escalada esportiva é um deles. Lembrando que por Escalada Esportiva se entende as 3 modalidades hoje disputadas nas competições oficiais da IFSC: Dificuldade, Boulder e Velocidade (tanto individual, como por equipe e revezamento).

Os esportes na lista, além da escalada, são: Baseball, Karatê, Patinação (incluindo também o Skate), Softball, Squash, Wakeboard e Wushu (Kung-Fu). Um desses esportes estará nas Olimpíadas de 2020. Baseball e Softball sairam das Olimpíadas em 2008 e tentam voltar. Karatê, Patinação e Squash, não são novidade nas listas de esportes candidatos. Somente a Escalada Esportiva, o Wakeboard e o Wushu, estão pela primeira vez disputando uma vaga.

Os critérios levados em consideração para chegar nessa lista  foram baseados nos perfis dos atleta como gênero, número, representação demográfica, assim como a participação e contribuição dos jovens no esporte, medidas anti-dopping, sustentabilidade e legado do esporte, e desenvolvimento na mídia.

A decisão final do COI sobre qual esporte integrará a grade oficial das Olimpíadas de 2020 só sai em 2013. Até lá o IFSC pretende fazer dois grandes campeonatos mundiais, começando esse ano em Arco, para mostrar todo o potencial do esporte como competição.

Os comentários do presidente do COI sobre a inclusão do skii e snowboard slopestyle nas Olimpíadas de Inverno pode soar como um bom presságio: “Está crescendo rápido, e vocês tem atletas jovens, dedicados e espetaculares”. Será que isso se encaixa na Escalada?!

Ficamos na torcida para ver a Escalada Esportiva como esporte olímpico em 2020!

Fonte: IFSC

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