Desce dai, doido! entre os Top 100 do prêmio Top Blogs!
É isso ai pessoal, o Desce daí, doido! conseguiu ficar entre os 100 blogs mais votados na categoria Esporte do prêmio Top Blogs 2010. Não só conseguiu ficar entre os 100, em meio a vários blogs de futebol e outros esportes mais populares, como também foi o único blog de escalada relacionado. Agora o blog está classificado para 2º turno de votação que vai eleger os Top 3 blogs da internet brasileira em cada categoria. O segundo turno começa dia 10, e os votos do 1º turno não contam pra essa nova fase. Portanto, votem de novo!
Agradeço a todos os que votaram e ajudaram o Desce daí, doido! a ficar entre os Top 100 blogs de esporte da internet brasileira!
Você sabe que é maluco por escalada quando…
Você sai num domingo, meio-dia, debaixo de sol quente, de moto, pra um lugar a 70km de distância, só pra dar 3 pegas numa via e voltar pra casa sem encadenar a maldita, mas com vontade de fazer tudo de novo.
Isso resume basicamente metade do meu domingo. Desde que tinha chegado do Cipó que não sabia o que era pedra. Dois finais de semana sem encostar em rocha, só treinando na resina. Esse final de semana chegou e eu estava doido pra ir escalar, mas a galera não estava tão empolgada. No sábado à noite, quando eu ia fazer as ligações de última hora atrás de parceiro, o Minhoka aparece no msn, também procurando alguém pra ir escalar. Fechou! Ele só avisou que estava sem carro, e a gente ia ter que ir de moto. Sem problemas. Marcamos 11hs, pra tentar escapar do sol cozinhando a gente na pedra durante a manhã. Pra quem já escalou no Ceará mais pro final do ano sabe do que eu estou falando.
Chegamos lá em Redenção pouco depois do meio-dia e subimos pro Assombrado. Via do dia: Iokiko 7a (ou será 7b, tenho minhas dúvidas), na sombra, perfeito! Minhoka só tinha dado um pega nela até ontem, e eu queria voltar com ela pra casa faz tempo. Minhoka entrou pra equipar. Foi subindo, subindo, subindo…e mandou ela de primeira, sacando. Provou mais uma vez que tá virando ogro!
Dei meu primeiro pega, como sempre, me acabando de fazer força. A segunda já foi pra valer, mas pra minha raiva eu cai no último movimento, aguentando a tentação de agarrar nas costuras da parada. Dei mais um pega e a mesma coisa. Último movimento. Arrumamos as coisas e fomos embora. Final da tarde de escalada!
Nunca tinha feito algo do tipo. Mas tenho que admitir que gostei. Era o que eu estava precisando, sentir a rocha de novo, comendo um pouco os dedos. E acho que a probabilidade é grande de repetir no domingo que vem. Fazer a obrigação do voto cedo e enquanto o resto vai pra praia, ir pra rocha! É esse o esquema!
Organizações Tabajara apresenta: Claybom!
Pra quem frequenta o blog a mais tempo (antes dele desaparecer e voltar de novo) deve lembrar do post que eu escrevi sobre cuidados com as mãos. Aquele post foi polêmico, opiniões diversas surgiram, mas a maioria foi pra dizer que era frescura. Tudo bem, algumas partes daquilo nem eu faço mesmo, como aquele lance da cutícula.
Na época, a galera daqui frescou (do cearês “tirar onda”) comigo pelo fato de eu estar usando o Climb On. Não demorou muito para o Climb On, virar Claybom (aproximadamente 2s). Mas agora o Claybom voltou, em versão 2.0 beta (ficou nerd demais né não?).

Quem treina na resina sabe o quanto as agarras podem ser abrasivas, então se você treina mais do que 3 dias por semana, a pele dos dedos fica tão fina que parece pegar fogo quando você segura nas agarras. Cansado de terminar os treinos mais cedo, com os braços inteiros, por que não aguentava mais segurar nas agarras, resolvi tentar algumas soluções. A primeira foi usar o famoso extrato de própolis, que muita gente usa por ai. O negócio até funciona, mas pelo menos o que eu comprei, parece que resseca ainda mais a pele, fede pra caralho, e ainda deixa a mão toda amarela e grudenta.
Um belo dia, olhando para uma bisnaga de hidratante, tive a idéia genial (ou não) de misturar os dois. Racionalizando, o hidratante ia retirar duas coisas paia do extrato: o lance de ressecar a mão e de ficar fedendo. Misturei os dois bagulhos, e surgiu uma pasta amarelada, parecendo margarina derretida. Comecei a testar o troço e posso dizer que até agora tá dando certo (meus dedos ainda não cairam). Não parei mais de treinar por causa de mão queimando, só braço bombado mesmo.
Pra quem se interessou, não me pergunte qual a proporção dessa mistura por que eu não me preocupei com isso. Foi tudo no “olhômetro”. Extrato de própolis e hidratante (de sua preferência ou frescura), dá uma misturada pra deixar a parada homogênea e tá feita a sua fantástica versão tabajara do Climb On: Claybom!!!
Critícas, sugestões, esculhambações e xingamentos estão abertos nos comentários!
De volta da Serra do Cipó!
Estou de volta da viagem de 5 dias escalando na Serra do Cipó, minha segunda visita à esse paraíso da escalada esportiva. Mais uma vez fui acompanhado do Daniel Mamede, e tivemos também a companhia do nosso amigo Júlio “Francês” Pimentel. Antes de mais nada, vou pedir desculpas pela falta de imagens no post, acabei não levando minha câmera, mas espero que isso não faça tanta falta.
Essa viagem foi bem diferente da anterior. Dessa vez só entrei em vias na faixa do sétimo grau e voltei com 3 cadenas: 2 7a’s (Rei do Torresmo e Bárbaros) e um 7b (Dr. Jack). Ou seja, escalei forte para o meu nível, tanto que dessa vez um dia de descanso foi necessário. Fora as vias encadenadas, entrei também em mais 2 7b’s (Cravo e a Rosa e O dia em que a terra parou), dois 7c’s (Ética decomposta e Virgulino), e até inventei de dar uns pegas num 8b (Queimando tudo).
Apesar de ter encadenado apenas 3 vias, gostei do resultado. Senti que realmente entrei na casa dos sétimos. Os 7a’s sairam relativamente fáceis. A Rei do Torresmo saiu de segunda, mas poderia ter saído em flash, se eu não tivesse “frangado”, segundo o Júlio. A Bárbaros, apesar de ter dado uns pegas na viagem passada, dessa vez também só precisou de duas entradas. A Dr. Jack só precisou de 3 pegas, o que pra mim foi a grande surpresa da viagem. Não esperava mandar um 7b tão fácil. Na Cravo e a Rosa eu dei um pega apenas, já no último dia, fui até o final, e senti que com talvez mais 2 pegas e um pouco mais descansado, ela também sairia. Já o pega na Ética Decomposta, me mostrou que um 7c daquele nível é realmente uma possibilidade real. Gostei muito desse pega, onde tentei escalar com fluidez e ritmo e só não passei mesmo do crux.
Mas acho que o melhor mesmo da viagem, dessa vez, foram as pessoas que eu conheci no Cipó. Cada uma passou alguma coisa. Com algumas escalei mais, com outras apenas conversei, mas realmente foi muito bom conhecer todas elas. Escalar com o Júlio durante 5 dias foi muito bom. Ele escala muito e é muito motivado pra escalar, e essa motivação acaba passando pra você, nem que seja por osmose. Foi irado escalar com o pessoal de Diamantina, Andrei e Tuchê, que são mais habituados aos boulders, mas mandaram muito bem nas vias, fraga?! Espero ter a oportunidade de escalar os boulder de Diamantina com eles qualquer dia.
Bater papo com o Tonto e a Fabíola, o Helton e Dani no abrigo. Ter a chance de conhecer o Barão e a Rafa, e ainda ver que o cara ficou pilhado com as fotos de Tejuçuoca! Rever o Magrão e a Taissa, anfitriões da minha primeira trip. Realmente muito bom!
Mas sem dúvida, as pessoas que eu mais gostei de conhecer nessa viagem foram o Sanzio e a esposa dele, Adailma, de Brasília. Sanzio tem 40 anos e escala há 7. Mas se você acha que ele se contenta com os sextos, fique sabendo que o cara escala nono grau! Conhecer ele serviu de amostra que começar tarde não significa não escalar forte, e me deu mais motivação pra continuar subindo o grau. Sem contar que o Sanzio é uma figura, bem humorado e muito tranquilo. Istriquinado definitivamente vai fazer parte do meu vocabulário agora! Mas acho que ele não estaria completo sem a Adailma ao lado. Ela não escala (tentou umas vias por lá), mas não vê problemas em ir com ele, carregar mochila nas costas, fazer segurança, e dar força pro marido. Um casal realmente fantástico, e que eu com certeza vou querer reencontrar quando estiver por Brasília!
Somando tudo isso, escalada, viagem e encontros com pessoas do Brasil inteiro, essa “trip” vai ficar na memória, e com certeza estarei pelo Cipó ano que vem, para mais uma dose disso tudo. Pense num vício bom!
A escalada e a vida.
Esse foi um dos primeiros textos que eu escrevi no blog, e que achava ter se perdido para sempre depois do meu problema com o servidor. Mas graças ao meu amigo Claudney, que havia reproduzido o texto no site do Clube Excursionista Light, eu pude recuperar, talvez as melhores palavras que já coloquei no blog, e agora reposto aqui pra vocês!
Das muitas coisas que fizeram eu me apaixonar pela escalada, uma que eu me pego constantemente divagando, é a incrível semelhança das experiências de uma escalada com a vida em si. Pra mim, parece a metáfora perfeita. Me dei conta disso logo nos primeiros dias que comecei a escalar, quando me vi frente às dificuldades das primeiras vias, e realmente me fez encarar o ato de escalar sob uma outra perspectiva, além do mero esporte. Me fez fazer da escalada, um caminho de auto-conhecimento e transformação pessoal.
Eu comecei a escalar em 2007. Naquela época minha vida já vinha mudando bastante, desde 2005, e era parte da minha natureza tentar trabalhar os aspectos mais negativos da minha personalidade. E um que é meu calcanhar de aquiles, é a insegurança. Sempre fui um cara inseguro, não vou mentir. Em todas as áreas da minha vida a insegurança aparece pra me atrapalhar, e quando eu comecei a escalar, percebi de cara o embate tremendo que eu iria ter com ela.
Lembro dos meus primeiros dias, ainda na resina, empacado em um lance. Eu simplesmente não conseguia alcançar a agarra, apesar dos gritos de incentivo de todo mundo lá embaixo. Eu via os outros fazerem o lance e me perguntava o que havia de diferente, e me dei conta que a diferença era a confiança. Os outros acreditavam que podiam fazer o movimento, eu não. Essa foi minha primeira lição: confiar mais em mim mesmo. Fui para o lance com esse pensamento, e apesar de não conseguir de primeira, mandei depois de algumas tentativas. Sensação de vitória indescritível. Não de vitória sobre o lance, mas vitória sobre mim mesmo. Vitória sobre meu medo, minha insegurança.
Depois daquele dia, fiquei pensando se eu podia transpor esse aprendizado pra minha vida. Quão bom seria, no meu dia a dia, ter sempre essa sensação que eu tive escalando: Vitória! E decidi que era assim que passaria a tentar viver, vendo a vida como uma longa via de escalada, cheia de cruxes que eu tinha que transpor.
Na vida, todos temos objetivos, por menores que sejam. Sempre miramos em algo que desejamos conquistar, material ou não. Na escalada, o objetivo é o topo, seja da via esportiva, do boulder, ou da montanha. Em ambas nós vamos encontrar dificuldades e desafios a superar para alcançar o objetivo. E é o modo como você vai encará-los que vai definir suas chances de sucesso.
Na escalada, várias vezes nos encontramos numaposição de conforto. Pés bem apoiados, uma agarra “mamãe” pra descansar e bem próximos da proteção. Mas não dá pra ficar naquela posição pra sempre se você quer chegar no topo. Então você tem que sair daquela posição de conforto e equilíbrio e buscar a próxma agarra, lançando-se na angústia do desconhecido.
Quantas vezes na vida não estamos em posição semelhante? Alcançamos uma posição na vida que é até relativamente confortável, mas é longe daquilo que almejamos realmente? Muitas pessoas escolhem ficar nessa posição, e não vão ao encontro “da próxima agarra”. Tudo por que não querem correr o risco de cair, de fracassar.
Mas na escalada, assim como na vida, cair faz parte do processo, e você aprende com isso. Você não pode viver com medo da queda, assim como não se consegue escalar se você ficar com medo de cair. Você deve aceitar o risco da queda, e controlar o medo. Não deixar ele te impedir de viver essa nova experiência na vida. É assim que se escala, e é assim que se deve viver. Esse foi um dos “insights” mais reveladores da minha vida.
Na escalada e na vida, nós vamos enfrentar muitos cruxes, onde temos que tomar essa decisão: assumir o risco da queda ou recuar. Mas apesar de ter aprendido escalando, que eu tenho que assumir o risco da queda, também aprendi que saber a hora de recuar é igualmente importante.
Assim como num crux, nesses momentos de decisão você deve se colocar num estado mental que te permita julgar a situação desprovido do medo puro e simples. Julgar o momento visualizando suas reais capacidades, sem inseguranças, mas também sem orgulho. Se você se sente realmente pronto para o lance, ou o desafio da vida, controle o medo do fracasso, e vá com tudo que você tem. Se você sente verdadeiramente que o lance supera suas capacidades, então aquele realmente não é o momento para despejar sua energia. Reconhecer seus limites também é algo fundamental para o sucesso, tanto escalando, quanto vivendo.
A escalada tem me ensinado muito, e tenho tentado trazer para a minha vida os ensinamentos que ela me proporciona. Não sei se as pessoas à minha volta têm percebido isso, mas eu sinto que eu não sou mais a mesma pessoa desde que comecei a escalar.
Muitas pessoas procuram uma vida inteira por algo que realmente as conecte com algo maior do que elas mesmas. Algo que as faça perceber que a vida tem algo mais para oferecer, e você algo mais a oferecer pra vida. Alguma coisa que as faça olhar pra dentro de si mesmas e enxergar seu verdadeiro potencial. Eu até já procurei em outros lugares, mas foi subindo uma rocha, amarrado numa corda, enfrentando meus medos, minhas fraquezas, que eu descobri o verdadeiro caminho pra compreender a vida e a mim mesmo. Meu caminho para a iluminação!
Solucionado o mistério sobre Mallory e Irvine?
A imagem que sempre vem na mente de praticamente qualquer pessoa quando se fala em escalada, é o Everest. A maior montanha do planeta, o pico mais alto da terra. Desde que foi confirmado como sendo o ponto culminante da terra, no final do século XIX, a montanha virou o objetivo principal de 9 entre 10 alpinistas no mundo inteiro.

Embora seja consenso entre todos que os primeiros a alcançar o cume, em 1953, foram o neozolandês Edmund Hillary e o nepalês Tenzing Norgay, uma velha dúvida ainda pairava. No dia 8 de junho de 1924, dois escaladores britânicos, George Mallory e Andrew Irvine, deixaram o campo avançado e se dirigiram ao cume. Durante a subida uma névoa encobriu o topo, mas testemunhas afirmam terem visto a silhueta dos dois avançando em direção ao objetivo. Essa foi a última vez que os dois foram vistos. Durante muito tempo se cogitou se os dois teriam conseguido alcançar o cume, mas por falta de provas, os créditos da primeira ascensão ficaram com Hillary e Norgay.

Contudo, a lenda de Mallory e Irvine alcançando o cume ainda permaneceu. Mas talvez só até hoje. Um recente estudo efetuado por meteorologistas de Toronto, baseado nos dados recolhidos pela própria expedição de Mallory e Irvine, aponta que seria impossível os dois terem alcançado o cume naquele dia. Os cientistas afirmam que seria impossível eles terem sobrevivido à “tempestade perfeita” que assolou a montanha na data da investida.
Segundo os dados, a tempestade provocou uma brusca queda na pressão barométrica, levando os níveis de oxigênio à padrões insuportaveis, que matariam qualquer um que estivesse se aproximando do cume. Os dados apontam para uma queda em torno de 18 milibares de pressão atmosférica no campo base. Como comparação, durante o desastre de 1996, quando 8 escaladores morreram durante uma severa tempestade no Everest, a queda de pressão registrada foi de apenas 8 milibares. Sem contar que em 1996 o uso de oxigênio suplementar era uma prática corriqueira, muito diferente da época de Mallory e Irvine.
Os pesquisadores esperam com essa pesquisa ter solucionado de uma vez por todas o mistérios que pairava sobre o desaparecimento de Mallory e Irvine, e que o estudo sirva de base para que os futuros escaladores saibam o que irão enfrentar quando estiverem em condições parecidas à da dupla britânica.
Fonte: Desnível
A próxima geração!
Não, eu não vou falar aqui de Adam Ondra. Apesar de ser ainda muito jovem (apenas 17 anos) ele já está perdendo o posto de jovem fenômeno da escalada. E o nome que hoje mais se destaca nessa nova safra de escaladores, é sem dúvida nenhuma o do jovem francês Enzo Oddo.

Com apenas 15 anos de idade o francezinho tem uma lista de fazer inveja a qualquer marmanjo. Somente no ano passado, Oddo encadenou nada menos do que cinco 11c’s (9a francês): Sankukai, PuntX, Chocholocco, Abysse e Inga. Ano passado ele também encadenou seu primeiro V13.

Agora esse ano, além de adicionar mais um 9a à sua lista, Enzo Oddo fez o Re-FA da via Biographie, que teve uma de suas agarras quebradas. Antes a via era o padrão de 12a (9a+), e agora?
Segundo consta, a agarra quebrada era no início da via, que começa com um problema de boulder antes graduado em V9 e que agora estaria na casa do V11. Confirmando-se um aumento na graduação da via, Oddo seria o mais jovem escalador a encadenar um 12b (9b) e entraria no seleto grupo de escaladores a realizar essa façanha, que incluem apenas Chris Sharma, Adam Ondra e Dani Andrada.
Mas além de Oddo, outros nomes se destacam, como o do também francês Geoffray De Flaugergues (15), que por pouco não rouba de Ondra o título de mais jovem escalador a encadenar um 11c, quando tinha 13 anos. Título esse que pode ser fisgado pela jovem promessa Shawn Raboutou, de 12 anos, que já escalou o grau de 10c (8b+). No Brasil, apesar de ainda haver uma grande distância de performance, jovens promessas também começam a surgir, seguindo os passos de Felipe Camargo, que apesar de ser um “veterano” na escalada, tem apenas 19 anos. É o caso de Rafael Takahace, de 14 anos, que recentemente encadenou o boulder Ostras em coma V9.
Adam Ondra já não é mais uma figura isolada, e ao que parece essa agora é uma tendência, e a cada ano novos fenômenos, que começam a escalar cada vez mais cedo, devem surgir, surpreendendo e chocando toda a comunidade escaladora. São os novos tempos!







