Novo setor de escalada esportiva em Redenção

Falésia Paraíso em Redenção (Foto: Ricardo Damito)
O pico de escalada mais frequentado pelos escaladores de Fortaleza, Redenção, acaba de ganhar mais um setor de vias esportivas. O novo setor, batizado de Falésia Paraíso (tem que pagar direitos autorais?), fica logo após a saída da cidade, no mesmo caminho usado para ir aos demais setores. A parede onde se encontra o setor já havia sido avistada há muito tempo, já que se destaca na encosta do morro, contudo nunca havia tido interesse em explorar o local. Foi somente após um rolé despretensioso de moto do escalador Tiago (Minhoka) Reis, que visualizou a falésia de outro ângulo, que o interesse foi aceso. No primeiro final de semana de escalada em Redenção após o “avistamento”, um grupo já fez a trilha até a base apenas para descobrir uma ótima parede vertical, de cerca de 25 metros de altura, com base perfeita, e um potencial incrível para via esportivas.

Primeira visita de reconhecimento ao novo setor
A empolgação com o novo pico foi tanta que em um período de apenas duas semanas (dois finais de semana e dois feriados) o grupo da Fábrica de Monstrinhos abriu as 12 primeiras vias do lugar, e ainda com bastante potencial para ser explorado. As chapas sendo usadas foram todas adquiridas junto ao Clube Montis, que já tinham sido usadas antes no Assombrado e foram aprovadas. Acho que vale aqui a nota, já que é um produto nacional e de ótima qualidade!
São basicamente três subsetores dentro do novo setor: a parede principal, alvo da maior parte das primeiras conquistas (5 vias e um projeto); a parede do canto, com vias mais acessíveis; e o bloco do rampão, com três vias fáceis conquistadas esse final de semana. Mas fora esses ainda existe um pequeno subsetor que já conta com uma via em “top rope”, e um outro que com certeza vai abrigar algumas das vias mais difíceis do setor, com diedros, passagens de teto e trechos negativos.

Primeiras conquistas no novo setor
O local é de fácil acesso, sendo mais próximo da cidade que os demais setores de Redenção. Não tem erro, assim que sair da cidade no caminho habitual para ir aos setores Assombrado e Pedra Vermelha, a parede amarela é a primeira que você vai avistar na sua direita, logo atrás de uma concentração de casas da localidade de Oiteiro. Basta subir a terceira rua com o carro e estacionar em frente a casa da Dona Raimunda, a moradora mais próxima da subida, que recebeu muito bem a galera e é sempre muito simpática e prestativa. De lá é seguir margeando a plantação, com cuidado onde pisa, até entrar no mato e seguir mais ou menos reto até à parede. Ainda não existe uma trilha “oficial”, mas tudo indica que a melhor opção é seguindo mais para a esquerda de modo a passar do lado esquerdo do bloco do rampão. Por esse lado a quantidade de trepa pedra é menor e mais fácil.
Visualizar Falésia Paraíso em um mapa maior
Um detalhe que não se pode deixar de mencionar é também o potencial do local para a prática do boulder. No caminho até a parede vários blocos bem interessantes foram avistados, alguns com linhas bem óbvias, e ainda com vários blocos que só foram vistos de longe, sem contar os que a mata deve esconder. Quando se iniciarem a abertura dos boulders, o local pode se tornar o primeiro pico de boulder do estado.
Pra quem já tiver interesse em começar a se divertir no setor, fica ai um primeiro croqui das vias da parede principal e da parede do canto. Em breve será providenciado o croqui completo com todas as vias conquistadas em todos os subsetores. (clique na imagem para fazer o download do .pdf)
Destino: Igatu
Durante o carnaval eu tive a oportunidade de conhecer Igatu, na Chapada Diamantina. Essa foi mais uma trip que fiz em parceria com o Sky Scanner Brasil, e como eu havia mencionado antes, essas trips agora vão gerar dois posts. Um vai ser o usual relato da trip, e o outro que vai tentar ser mais um guia para quem quiser conhecer o pico também, com dicas de como chegar, onde ficar, onde comer, onde ficam os setores de escalada, etc. Esse post vai ser do segundo tipo, e em seguida escreverei o relato da trip.
Igatu
Igatu é um distrito da cidade de Andaraí, na Chapada Diamantina, distante cerca de 430km da capital Salvador. A pequena cidade (acho que está mais para uma pequena vila) hoje tem cerca de 350 habitantes, mas segundo os relatos já chegou a ter mas de 9000 pessoas vivendo ali, na época de “ouro” da mineração de diamantes. Hoje, da maioria das habitações desse tempo, restam apenas ruínas. Diferente de Lençóis, a cidade mais badalada da Chapada, Igatu é bem mais calma e tranquila. A vida ali passa devagar e sem muito compromisso, e isso atraí principalmente os turistas “gringos”. Próximo de várias cachoeiras e bons roteiros de trekking, Igatu é uma ótima opção para uma trip de escalada acompanhado de pessoas que não escalam. Como cidade pequena, Igatu não tem muita estrutura. Banco somente em Andaraí e Mucugê. Portanto, não se confie em cartão de crédito e leve dinheiro!

A rua principal de Igatu
Como chegar:
Com tempo e disposição, é possível chegar até Igatu de carro. Saindo de Fortaleza são 1350 km, que podem ser percorridos em cerca de 16 horas. Mas se você estiver longe, ou não tiver a disposição e o tempo pra pegar a estrada, a opção óbvia é ir de avião até Salvador. Chegando em Salvador a melhor opção é alugar um carro e pegar a estrada em direção a Andaraí. A entrada para Igatu fica logo depois da cidade, cerca de 5km. Logo depois de uma ponte, à direita, você vai ver a placa e o começo da estrada de pedra até Igatu. Ir de ônibus é um pouco mais complicado. Apenas uma empresa faz a linha Salvador-Andaraí e de lá você tem que conseguir uma carona ou pegar um táxi até Igatu. Algo que achei bastante complicado em ir de ônibus, foi encaixar os horários de vôos com o dos ônibus, que saem somente pela manhã. Se for de ônibus confira bem o horário do vôo para não perder um dia inteiro em Salvador (a não ser que vc queira).
De avião: Passagens para Salvador
De ônibus: Salvador/Andaraí
Onde ficar:
Em trips de escalada a maioria sempre dá preferência a opções baratas de hospedagem. E em Igatu a melhor opção desse estilo é o abrigo Xique Xique, que fica na rua principal de Igatu, logo depois da praça. Administrado pelo Rafael e a Vanessa da Igatu Escalada Trekking, o abrigo oferece tanto quartos quanto camping. A diária nos quartos fica por R$ 25 sem café da manha, e R$ 35 com café. O camping tem diária de R$10,00 por pessoa, tem cozinha e banho quente, mas não inclui café da manhã. Mas caso se queira tomar café por lá, basta avisar no dia anterior e o valor será cobrado a parte.

Área de camping do Xique-Xique
Para quem quer mais conforto, ou estiver indo acompanhado da esposa/namorada que não curtem os abrigos de escaladores, uma boa opção é a Pousada Pedras de Igatu, que fica na rua de baixo (você vai ver uma placa apontando para ela na rua principal). A pousada tem 14 suítes, serviço de bar e restaurante e uma piscina natural. A vista de lá é fantástica!
Onde comer:
Se você estiver no camping, você pode fazer sua própria comida ou comer “na rua”. Igatu apesar de pequena oferece alguns bons lugares para comer. O Art Hotel Cristal, de frente a praça, é a opção pra quem quer comer bem mas pagando mais. Lá é o único local para comer uma pizza artesanal feita no forno à lenha. Se você quiser tomar uma Heineken, lá é também o único local onde irá encontrar. Não preciso dizer que a exclusividade tem seu preço, não é?
Para comer bem e barato, o melhor lugar é o restaurante Xique-Xique (primeira rua antes da praça à direita). O prato feito é gostoso, bem servido e custa apenas R$ 10,00. Para duas pessoas pode-se pedir o prato comercial, que custa R$ 15,00. Lá também é um ótimo lugar para tomar uma cerveja gelada depois de um dia de escalada.
Onde escalar:
Igatu oferece várias opções para escalar, tanto pra quem gosta de vias, quanto pra galera do boulder. Do que provei, pude constatar que o estilo de escalada de Igatu é o que gostamos de chamar de “atlético”. Na sua maioria são boas pegas, mas de movimentos longos. As vias em geral são curtas, mas bem exigentes. Os boulders são na maioria bem negativos, ou de teto, pedindo bastante força. A rocha de Igatu é o quartzito, que em termos de abrasão fica no meio termo entre um calcário e um granito. Ou seja: boa aderência mas sem esfolar muito a mão. Também se encontra em Igatu algumas formações de aglomerado, mas não tive a oportunidade de escalar nelas.
O setor mais próximo da cidade é o Labirinto, que fica a apenas 10 minutos de caminhada, e oferece tanto vias quanto boulders. As vias no setor são curtas, no máximo 20 metros, e variam do terceiro grau até o 8b. O setor fica boa parte do dia na sombra, devido às paredes serem próximas umas das outras (por isso o nome labirinto). Isso também pede um pouco de atenção na hora das vacas. Os boulders do local são muitos, e chegando no setor você entende o porque de compararem Igatu a Rocklands. O cenário lembra bastante o pico sul africano.

Um dos locais do setor California
Outro setor bastante conhecido é o California, que fica a cerca de 40 minutos de caminhada, e fica ao lado do rio e de uma linda cachoeira. Lugar perfeito para um dia de escalada descontraído. As vias aqui são um pouco mais altas, mas o estilão é o mesmo. Outros setores mais conhecidos de Igatu são o Verruga, Cruzeiro e Rosinha (que fica mais distante).
Se você está indo a Igatu pela primeira vez, vai ter que pedir uma ajuda para os escaladores locais, já que não existe croqui das vias e boulders. Se o seu lance é via, fale com o Rafael do Igatu Escalada Trekking, que ele irá lhe passar os betas ou até mesmo acompanhar você se estiver livre. Se você é da vibe dos boulders, procure pelo LP, que ele lhe mostrará com prazer os setores de boulder do local.
PS: Existe um croqui do setor Labirinto no site Quero Escalar. O croqui não está atualizado mas vale de referência de como chegar no setor e de algumas vias.
Jorg Verhoeven e Momoka Oda vencem em Imst
Nem Sachi Ama, nem Heléne Janicot ou Mina Markovic, os vencedores dessa terceira etapa da Copa do Mundo de Dificuldade disputada esse final de semana em Imst foram completamente diferentes. O holandês Jorg Verhoeven ficou com a vitória entre os homens, enquanto entre as mulheres a vencedora foi a japonesa Momoka Oda, com os donos da casa, os austríacos, alcançando apenas a segunda posição entre os homens, com Jakob Schubert, e a terceira entre as mulheres, com Johanna Ernst.
As “surpresas” na classificação final tiveram sua razão de ser. As vias dessa etapa foram de longe as mais difíceis até agora. Os routesetters mandaram ver e criaram linhas gigantes, cruzando extensos negativos e passagens de teto em agarras não tão generosas. Ficava claro que os escaladores caiam da parede por estarem totalmente bombados e não por erros de leitura em alguma sequência mais complicada. Admito que a competição não foi assim tão bonita de se ver, devido as vias serem tão constantes, sem cruxes bem definidos, mas isso com certeza contribuiu para uma melhor separação entre os atletas, principalmente no feminino, onde na etapa passada a vitória foi decidida no desempate por tempo.

Jorg Verhoeven na via final

Momoka Oda escalando para a primeira vitória na temporada
Nas semifinais a via dos homens estava bastante difícil, com todos os escaladores caindo bem abaixo da agarra de topo, mas todos em lugares diferentes, sem deixar a classificação embolada. No feminino a via ficou quase perfeita, e apenas Mina Markovic conseguiu o top, passando para as finais em primeiro. Mas na final as vias seguiram o mesmo ritmo, super vias de resistência que minavam os escaladores aos poucos. Entre os homens Cedric Lachat e Jorg Verhoeven chegavam na primeira final de Copa do Mundo da temporada. Cedric não foi tão bem, e claramente bombado caiu bem cedo na via. Já o holandês Verhoeven foi o quinto a escalar e onde ele chegou, ninguém mais conseguiu, nem Jakob Schubert nem Ramon Julian, que escalaram em seguida. No feminino as escaladoras foram se revezando uma a uma na cadeira do líder, até entrar Momoka Oda e passar todas as que haviam escalada até ali em mais de 10 agarras. Depois dela só restava a eslovena Mina Markovic, que apesar de ir melhor que todas as outras, não conseguiu alcançar a japonesa que ficou com o título.
Com as vitórias de Verhoeven e Oda a classificação da Copa do Mundo embola um pouco mais, mas ainda tendo Sachi Ama e Mina Markovic em primeiro. Agora a Copa do Mundo de Dificuldade faz uma pausa e só retorna no final de setembro em Puurs. Mas enquanto isso vamos ter a última etapa da Copa do Mundo de Boulder em Munique, daqui duas semanas, e o Campeonato Mundial de Escalada em Paris, em setembro.
Copa do Mundo de Dificuldade – Etapa Imst
Masculino
1. Jorg Verhoeven (HOL)
2. Jakob Schubert (AUS)
3. Sachi Ama (JAP)
Feminino
1. Momoka Oda (JAP)
2. Mina Markovic (ESL)
3. Johanna Ernst (AUS)
Classificação Geral
Masculino
1. Sachi Ama (JAP) - 265 pts
2. Jakob Schubert (AUS) – 176 pts
3. Ramon Julian (ESP) – 174 pts
4. Magnus Midtboe (NOR) – 161 pts
5. Sean McColl (CAN) – 145 pts
6. Romain Desgranges (FRA) – 134 pts
Feminino
1. Mina Markovic (ESL) – 235 pts
2. Momoka Oda (JAP) – 216 pts
3. Hélène Janicot (FRA) – 202 pts
4. Johanna Ernst (AUS) – 180 pts
5. Jain Kim (COR) – 152 pts
6. Charlotte Durif (FRA) – 143 pts
Serra Caiada, o palco do EENe 2012
O EENe chega esse ano na sua 11ª edição e vai ter mais uma vez como palco o pico potiguar de Serra Caiada, distante cerca de 70km de Natal. Eu já tive a oportunidade de escalar por duas vezes em Serra, como a galera local chama o pico, e posso dizer que os escaladores do Rio Grande do Norte são privilegiados de terem um pico de tamanha qualidade e variedade próximo à sua capital.

Serra Caiada, formação rochosa mais antiga da América Latina
Hoje Serra já conta com mais de 100 vias, e deve ganhar mais novas linhas até a data do encontro, se consolidando como um dos maiores picos de escalada do Nordeste. Isso por si só já faz a trip até Serra valer a pena, independente de um evento como EENe. Aliado ao encontro, a viagem torna-se praticamente imperdível. Para aqueles que ainda não tem certeza se vão ou não comparecer ao encontro, vou tentar falar um pouco do pico, dos setores, estilos, as vias clássicas, e para os mais fortinhos, os projetos que ainda aguardam cadena.

Anaceli Vieira na Grampeleta 6sup
O primeiro setor ao qual se tem acesso, e que marca a entrada da trilha para os demais setores de Serra, é o Boulder Principal. Este setor é uma ótima opção para se familiarizar um pouco com estilo predominante de Serra, recheado de regletes e vias de leitura pouco óbvia. Avistar vias em Serra não é tarefa fácil! Uma ótima via para começar aqui é a Grampeleta 6sup, bem no estilão Serra Caiada.
No boulder principal também é possível escalar vias um pouco mais fortes como a Invasão de Privacidade 7b e alguns sétimos mais fáceis. É aqui também que está uma das vias mais fortes do lugar, a Estherminadora 9b, via aberta pelo escalador local Leo Rocha que corta o negativo recheado de agarras abauladas, e cuja primeira cadena ficou a cargo do escalador gaúcho Thiago Balen. O boulder principal também guarda dois projetos que devem cair na casa dos dois dígitos, a Mestre das Ilusões e a Perdas e Danos, ambos só esperando um “cabra macho” pra fazer o famoso “Feijão com Arroz” (FA).

Leo Rocha na Estherminadora 9b
Seguindo pela trilha chegamos no setor dos negativos, numa linda parede que se estende por mais de 100 metros. É nesse setor que está uma das minhas vias favoritas do lugar, o 7a da Quinto Elemento. Via constante, de movimentação e pegas variados. Chegar ao final sem bombar é pra poucos. Outra dicas nessa parede são a Penélope Charmosa 7c e a linda Ilusionista 8c, aberta e escalada pela primeira vez pelo escalador cearense Júlio Pimentel. Aqui também temos um projeto que deve ficar na casa do 9º ou 10º grau, a Ojuara, o homem que desafiou o Diabo.
Ainda ficando nas esportivas, o setor mais casca do lugar é sem dúvida o Falésias. O supra-sumo da regleteira em Serra numa parede levemente negativa. E não adianta o Menger dizer que os regletes de Serra “são de veludo”, os dedinhos aqui sofrem. Aqui ficam vias como a Adios amigos 8a, provável primeiro oitavo grau do nordeste, alguns nonos, como a Acapulcos Forever e a Retorno de Jedi, ambas 9b, e a via mais forte do lugar até agora, a Monstros S.A 9c. Haja dedos!
Mas nem só de vias esportivas vive Serra Caiada. As vias tradicionais foram as pioneiras do lugar, na sua maioria com duas cordadas, e algumas um pouco mais longas. Entre as mais clássicas de Serra merece destaque a Gênesis 3º III sup, primeira via do Rio Grande do Norte. Outras tradicionais bem acessíveis que merecem ser escaladas são a Los Manos 3º V sup e a Malu de Andrade 3º VI sup. Mas também tem espaço pra umas “tradiças” um pouco mais atléticas, como a Coronel e o Pescador 5º VIIa E2, de 107 metros.

O cume de Serra Caiada
E para aqueles que curtem os boulders, também tem bastante coisa pra fazer, com problemas indo do V0 ao V6 e alguns projetos. No Boulder principal existem alguns problemas, com destaque para o Gekko dos Santos V6 e o projeto Dosagi, provável V7. Na parte de trás do Boulder principal existem algumas vias em “top rope”, mas que podem facilmente se converter em highballs com um pouco mais de coragem e um pouco (ou seria um muito?) mais de crash pads. Ainda existem outros setores, como o Ravina, Árvore de Natal e Pedra do Ratinho, com destaque aqui para o Catita, um V5 de dois movimentos!

Thiago Balen no Gekko dos Santos V6
E ai? Consegui convencer você a vir dar uma conferida em Serra Caiada? O encontro vai acontecer de 7 a 9 de Setembro (uma das melhores épocas pra se escalar no Nordeste), já tem Cesar Grosso como presença confirmada, e deve ter inscrições abertas em breve. Aos amigos do Rio, Minas, São Paulo, DF, Paraná, Goiás, Espírito Santo…fica o convite pra vir conferir o XI EENe em Serra Caiada esse ano, e quem sabe depois esticar por outros picos nordestinos, como Pedra da Boca, Quixadá, Redenção, , Tejuçuoca…
O sonho olímpico continua: Escalada Esportiva em nova na lista do COI
Ainda não foi a escolha oficial, mas ontem o COI divulgou uma nova lista, mais curta, com os esportes que ainda podem sonhar com uma vaga nas competições de 2020, e a escalada esportiva é um deles. Lembrando que por Escalada Esportiva se entende as 3 modalidades hoje disputadas nas competições oficiais da IFSC: Dificuldade, Boulder e Velocidade (tanto individual, como por equipe e revezamento).
Os esportes na lista, além da escalada, são: Baseball, Karatê, Patinação (incluindo também o Skate), Softball, Squash, Wakeboard e Wushu (Kung-Fu). Um desses esportes estará nas Olimpíadas de 2020. Baseball e Softball sairam das Olimpíadas em 2008 e tentam voltar. Karatê, Patinação e Squash, não são novidade nas listas de esportes candidatos. Somente a Escalada Esportiva, o Wakeboard e o Wushu, estão pela primeira vez disputando uma vaga.
Os critérios levados em consideração para chegar nessa lista foram baseados nos perfis dos atleta como gênero, número, representação demográfica, assim como a participação e contribuição dos jovens no esporte, medidas anti-dopping, sustentabilidade e legado do esporte, e desenvolvimento na mídia.
A decisão final do COI sobre qual esporte integrará a grade oficial das Olimpíadas de 2020 só sai em 2013. Até lá o IFSC pretende fazer dois grandes campeonatos mundiais, começando esse ano em Arco, para mostrar todo o potencial do esporte como competição.
Os comentários do presidente do COI sobre a inclusão do skii e snowboard slopestyle nas Olimpíadas de Inverno pode soar como um bom presságio: “Está crescendo rápido, e vocês tem atletas jovens, dedicados e espetaculares”. Será que isso se encaixa na Escalada?!
Ficamos na torcida para ver a Escalada Esportiva como esporte olímpico em 2020!
Fonte: IFSC
Vídeo: Arco Rock Master 2010
Pra você que perdeu o Arco Rock Master 2010 ao vivo, vou deixar aqui alguns vídeos oficiais da competição. Temos Ramon Julian, Adam Ondra e Jakob Schubert na via da final, Chris Sharma na via da semi-final, Jai Kim na via da final. Quem quiser ver mais vídeos, basta acessar o canal oficial do Arco Rock Master no Youtube!
Malte, o alemão cearense, detona no Cipó!

Eu já tinha falado do Malte aqui no blog antes. Tinha postado o vídeo dele encadenando a Borboleta no Rêgo 8b e de vez em quando citava ele como fonte de motivação pra galera daqui. Agora ele tá perto de voltar pra Alemanha, mas antes de se mandar, ele seguiu o conselho da galera e se mandou pro Cipó. Foram uns 5 dias por lá, na companhia do cearense Júlio Francês (negócio foi internacional mesmo), e muitas, muitas cadenas!! O AniMalte mandou de tudo!! Segue ai a modesta lista de cadenas do rapaz:
À vista:
- Injusticia Social (6)
- Johnny Quest (6 sub)
- Bárbaros (7a)
- Lamúrias de um Viciado (7b)
- Dr. Jeckil (7b)
- Olhos clinicos (7c)
- Mr. Magoo (7c)
Flash
- Ninhos (6 sub)
- O Rei do Torresmo (7a)
- Via de Blair (7a)
- 10 Almas (8b)
Red Point
- Salsa Punk (7b/c)
- A Maldicao da Manga (8b)
- Silencio dos Inocentes (8a)
- Esquizuvia (8b)
- Queimando Tudo (8b)
e pra completar, no seu penúltimo dia no Cipó, ele mandou a Morfina 9a, confirmando o que a gente daqui já sabia, que o bicho é um monstro. Com certeza se ele tivesse mais um tempinho por lá sairiam outras cadenas do tipo.
Parabéns Malte, pelas cadenas!
Foto: Abrigo Cipó!
Vídeo: Red River Gorge Climbing – The Zoo
Se tem um local de escalada nos Estados Unidos que eu tenho vontade de conhecer, com certeza é Red River Gorge. Parece ser realmente o melhor local de escalada esportiva dos EUA.
Um amigo me fez uma proposta “indecente” de irmos escalar nos EUA no ano que vem. Não sei se vou ter dinheiro, nem conseguir o visto para tal viagem. Mas enquanto a época não chega eu vou ficar sonhando assistindo vídeos como esse.









