Curso Básico de Escalada em Rocha em Fortaleza
A Fábrica de Monstrinhos, pensando em fechar uma lacuna há muito existente na escalada cearense está promovendo seu primeiro Curso Básico de Escalada em Rocha. O curso tem como objetivo tornar claras as técnicas e conhecimentos necessários para a o início da prática segura da escalada em rocha. Utilizando o livro “Escale Melhor e com Mais Segurança” (Companhia de Escalada), como material didático, o curso visa apresentar um conteúdo bastante completo e ao mesmo tempo de fácil assimilação.

O curso consiste em um dia de aula teórica onde os alunos serão introduzidos ao mundo da escalada. Será abordado um pouco de historia do montanhismo, modalidades e técnicas de escalada em livre, equipamentos, nós, proteções, ancoragens, técnicas de rapel, auto-resgate, alimentação etc. Na sequência será agendado com o grupo o “batizado”, que consiste em um final de semana destinado à escalada na rocha (Quixadá ou Redenção), onde o aluno terá a oportunidade de aplicar a teoria sob a supervisão dos instrutores.
A quantidade máxima é de 6 alunos por turma, e a primeira turma já tem início no dia 11 de Maio (sábado) com o dia de aula teórica. Recomenda-se adquirir o livro ”Escale Melhor e com Mais Segurança” com antecedência, assim o aluno poderá ir estudando e consequentemente um melhor aproveitamento do curso.
Caso o aluno não tenha o material de escalada individual (cadeirinha, sapatilha, saco de magnésio e capacete), este será disponibilizado sem com custo, bem como os equipamentos de segurança. Não está incluso no pacote os custos individuais de transporte e alimentação. Maiores informações sobre o final de semana na rocha será dadas durante o curso teórico.
Cronograma:
Curso
Aula teórica:
Sabado – 11 de Maio. De 9:00 as 17:00, com pausa para almoço em local próximo a Fábrica de Monstrinhos.
Aula prática:
Final de semana a combinar com a turma. Saída as 7:00 do sábado com destino a Quixadá ou Redenção e a volta após o meio dia do domingo.
Inscrições:
Sócio Fábrica de Monstrinhos: R$ 250,00
Não associados: R$ 350,00
(Valor promocional para primeira turma)
Local:
Fábrica de Monstrinhos
Rua Clarindo de Queiroz 55, Centro
Informações:
Mário Carvalho – 85 88950973
Resultados da primeira etapa do Ranking Fábrica de Monstrinhos
Esse final de semana rolou aqui em Fortaleza a primeira etapa do ranking interno da Fábrica de Monstrinhos, único espaço para treinos de escalada na cidade. Organizado em formato festival a primeira etapa contou com a participação de mais de 20 escaladores, nas categorias feminino e masculino. Durante 3 horas a galera apertou nos boulders montados especialmente para a competição pelos routesetter Alex Rodrigues, Alexandre Ortiz e blogueiro que vos escreve. Foram no total 16 boulders das mais diversas dificuldades, que deram trabalho pros iniciantes e os mais experientes.

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Como participantes convidados, tivemos o Júlio Pimentel e a Carol Castro, que estavam em Fortaleza e entraram na brincadeira, sem somar pontos no ranking. No final das 3 horas o Julio, obviamente, cravou o primeiro lugar do masculino, e a única participante feminina (em meio às várias ausências das escaladoras da Fábrica) a pontuar e ficar com o primeiro lugar foi a Jessica Wiersma. Destaque no festival foi o iniciante Christian Putzke, que apertou muito e acabou ficando com a quinta colocação geral e quarto no ranking! O mais novo “monstrinho”, o radicado da Bahia Ikan Maia, de 17 anos, também foi bem e ficou em sexto geral e quinto no ranking, empatado com o Davi Everton. Mas podia ter ido melhor caso tivesse desencanado dos boulders difíceis e mandado pelo menos mais um intermediário, completando cinco boulders em vez de quatro. Estratégia na próxima, moleque!
Eu, mesmo sendo routesetter, participei. Somei pontos suficientes para ficar em segundo, mas como havíamos colocado nas regras que caso routesetter participasse, sofria uma penalidade de 40% dos pontos, acabei ficando em sétimo. Acho que tá na hora de procurar um routesetter de fora pra montar esses boulders e ir brigar pelo primeiro lugar.

Julio Pimentel em um dos boulders do festival
Em breve sai do forno o vídeo com mais essa competição. A próxima etapa do Ranking Fábrica de Monstrinhos está provisoriamente marcada para o dia 29 de Junho. Assim que a data estiver confirmada, vocês serão os primeiros a saber.
Ranking Fábrica de Monstrinhos – Primeira Etapa
Masculino
1. Júlio Pimentel – 31000 pts
2. Mario Carvalho – 29200 pts
3. Ricardo Damito – 25700 pts
4. Sérgio Morais – 20200 pts
5. Christian Putzke – 19200 pts
6. Ikan Maia – 18700 pts
6. Davi Everton – 18700 pts
7. Neudson Aquino – 18000 pts
8. Daniel Mamede – 17300 pts
9. Valberto Porto – 17200 pts
10. Alex Rodrigues – 13200 pts
11. Caio Sombra – 8800 pts
12. Bruno Ginelli – 5700 pts
13. Flávio Lobo – 2300 pts
14. Nuno Teixeira – 1800 pts
15. Carlos Eduardo – 1300 pts
16. Dennis Renner – 700 pts
Feminino
1. Jessica Wiersma – 2200 pts
2. Giordana Vasconcelos
2. Caroline Castro
2. Karine Auler
Ranking Fábrica de Monstrinhos – Etapa 1 de 3
Masculino
1. Mario Carvalho – 100 pts
2. Ricardo Damito – 80 pts
3. Sérgio Morais – 65 pts
4. Christian Putzke – 55 pts
5. Ikan Maia – 51 pts
5. Davi Everton – 51 pts
6. Neudson Aquino – 47 pts
7. Daniel Mamede – 43 pts
8. Valberto Porto – 40 pts
9. Alex Rodrigues – 37 pts
10. Caio Sombra – 34 pts
11. Bruno Ginelli – 31 pts
12. Flávio Lobo – 28 pts
13. Nuno Teixeira – 26 pts
14. Carlos Eduardo – 24 pts
15. Dennis Renner – 22 pts
Feminino
1. Jessica Wiersma – 100 pts
Ranking Fábrica de Monstrinhos
A Fábrica de Monstrinhos, único espaço para treinos de escalada em Fortaleza, vai promover esse ano seu primeiro calendário de competições com vistas a montar o seu ranking interno. Ao todo serão três etapas no modelo festival, que irão definir os melhores escaladores do ano da Fábrica. A ideia é estimular os treinos da galera com as competições, que vão servir de parâmetro de evolução durante o ano.
A primeira etapa do ranking já acontece daqui duas semanas, no dia 06 de abril, e é aberta também para escaladores de fora da Fábrica. As inscrições podem ser feitas no dia do festival, com taxa de inscrição de R$ 10,00 (com direito à churrasco pós-competição).
A segunda etapa deve acontecer no meio do ano (provavelmente em julho), e a última será em outubro, com a segunda edição do Fest Monstro, comemorando dois anos do muro!
E pra deixar a galera na pilha, fica ai o vídeo do primeiro Fest Monstro!
Primeira Etapa Ranking Fábrica de Monstrinhos
Local: Fábrica de Monstrinhos (Rua Clarindo de Queiroz 55, Centro)
Data: 06 de Abril
Hora: 15hs
Inscrição: R$ 10,00
Categorias: Masculino e Feminino
Natal solidário em Redenção
Certas ações merecem ser divulgadas, e essa é uma delas. A Fábrica de Monstrinhos está organizando esse ano um Natal especial para a criançada de Redenção, local onde está localizado o maior pico de escalada esportiva do estado, hoje contando com quase 50 vias.
Até o próximo dia 13, os “monstrinhos” estarão arrecadando brinquedos (novos ou usados em bom estado) e roupas, que serão entregues durante a festa de Natal da escola da comunidade de Oiteiro, onde mais de 100 crianças e adolescentes terão a oportunidade de conhecer um pouco sobre a escalada na cidade e ter também um Natal mais feliz com os presentes que serão entregues.

Essa foi a forma que os escaladores de Fábrica de Monstrinhos acharam de retribuir os mais de 5 anos de excelente receptividade por parte da comunidade local e também de dar um passo a mais na integração da escalada à vida da comunidade. Todos àqueles que residam em Fortaleza e estiverem dispostos a contribuir podem deixar sua doação na Fábrica até o dia 13.
Mas nesse sábado (08/12) a Fábrica vai realizar a sua confraternização de Natal, com direito a escalada no muro, exibição de filme de escalada, comes e bebes, e vai aproveitar a data para receber o máximo de brinquedos possível. Se você quiser ajudar, compareça, traga um brinquedo, e ajude a fazer um Natal mais feliz para as crianças de Redenção.
Confraternização de Natal Fábrica de Monstrinhos
Escalada, Cine Monstro, comes e bebes.
Local: Fábrica de Monstrinhos (Rua Clarindo de Queiroz 55, Centro)
Data: Sábado 08/12
Hora: A partir das 17hs.
Entrada: Um brinquedo
Resultados do 1º Fest Monstro
Pra quem tava em Fortaleza no sábado e não foi até a Fábrica de Monstrinhos conferir o 1º Fest Monstro, perdeu uma verdadeira festa! Apesar de organizado com pouca antecedência, sem muita divulgação, o evento foi fantástico. Cerca de 20 atletas estiveram presentes participando do festival de boulder e sofrendo nos problemas propostos pelo routesetter Alex Rodrigues.
A brincadeira começou por volta das 4 horas da tarde, ainda com pouco gente, mas com o festival rolando o pessoal foi chegando. As linhas propostas tinham 3 dificuldades: fáceis, intermediárias e difíceis; e escalando os boulders, 3 categorias: master, iniciante e feminino. Pra evitar que a categoria master ficasse muito esvaziada por conta do routesetter ser um dos que participaria caso não estivesse com a tarefa de criar os problemas, achou-se por bem que ele poderia participar, com uma condição: nenhum boulder encadenado por ele teria pontuação à vista.

A fábrica e o festival rolando. (Foto de Ricardo Damito)

Jessica mandando um dos boulders fáceis do festival (Foto de Ricardo Damito)
Vocês agora ai devem estar se perguntado, e o grande-campeão-brasileiro-amador-categoria-adulto-B? Ganhou o Fest Monstro, né? Nops. Ficou em terceiro. Mandei todos os fáceis à vista, e mais um dos “intermediários” (entre aspas porque não estavam tão intermediários assim), também à vista, somando 8600 pontos. Mas não consegui mandar mas nenhum intermediário, e nenhum difícil.
Quem levou a contenda foi o Tiago Reis (Minhoka), que inspirado mandou um boulder difícil, com um longo bote pra trás. O segundo, mesmo sem os pontos à vista, foi o Alex Rodrigues. No iniciante, quem levou foi veterano Alexandre Ortiz, com o Sérgio Morais em segundo e o Valberto Porto em terceiro. No feminino, a potiguara Ariane Mourão levou a melhor e ficou em primeiro, em segundo a canadense Jessica Wiersma e em terceiro, as escaladoras do RN, Eveline Sousa e Janaína Figueredo, empatadas!

Eu, apertando tudo em um dos "intermediários" (Foto de Ricardo Damito)
Vou aproveitar esse espaço para repassar o agradecimento do pessoal da Fábrica de Monstrinhos à Plurágua, que de última hora forneceu toda a água que a galera precisou pra se rehidratar durante a competição.
Depois do festival, rolou uma sessão de filme de escalada. Tivemos a projeção do filme Progression, regada a muita carne e cerveja, pra fechar com chave de ouro um dia incrível! Ano que vem com certeza vamos organizar o segundo Fest Monstro, mas dessa vez com mais antecedência, e muito mais organizado, pra trazer ainda mais gente pra participar! Confiram outras fotos no álbum do facebook!
1º Fest Monstro
A Fábrica de Monstrinhos, único espaço para treinos de escalada de Fortaleza, completou esse mês de outubro 1 ano de atividades no novo e ampliado espaço, apelidado de “2.0″. E pra comemorar a data, o pessoal do grupo vai organizar um festival de boulder de confraternização nesse sábado, dia 20.
O routesetter da brincadeira vai ser o escalador Alex Rodrigues, paranaense que hoje mora em Fortaleza e treina na fábrica. Serão 3 categorias: master, iniciante e feminino, que vão servir de base pra criação do ranking interno da Fábrica de Monstrinhos. Uma competição saudável, que busca estimular o aprimoramento técnico dos “monstrinhos”.
O festival vai ser aberto, e quem quiser participar pode se inscrever no dia da competição, pagando a taxa de R$10,00. Além do festival, vai rolar também exibição de filme de escalada e churrasco! Não fique de fora dessa festa!
1º Fest Monstro
Data: 20/10
Local: Fábrica de Monstrinhos (Rua Clarindo de Queiroz 55, Centro)
Programação:
15h às 18h – Festival
19h – Exibição de filme de escalada (Progression)
20h30 – Churrasco e brejas!
XI Encontro de Escaladores do Nordeste – Serra Caiada
Valeu muito a pena! É esse o sentimento que ficou depois que eu voltei de Serra Caiada, onde aconteceu a 11ª edição do Encontro de Escaladores do Nordeste (EENe). Começando pelo o pico, que eu já conhecia e é realmente um dos melhores pico de escalada do Nordeste, quanto pela a organização do evento que entregou um encontro bem estruturado, com boas atrações (palestras e oficinas) e garantiu a interação dos mais de 200 escaladores que compareceram ao encontro. Houve sim alguns pequenos contratempos, mas nada que tirasse o brilho de todo o evento que teve momentos marcantes e emocionantes.
A Fábrica de Monstrinhos se fez presente no encontro com um bom número de escaladores. Nosso bonde tinha dois carros, com 4 pessoas em cada: eu, Ricardo Damito, Jorginho Damasceno (Quixadá), Alexandre Ortiz (Alê), Tiago Reis (Minhoka), Valberto Porto, Flavio Lobo e o Bruno Ginelli. Saímos de Fortaleza à 1 da manhã da quinta-feira, dirigindo a noite toda e chegando em Serra Caiada por volta das 7 da manhã. Chegando por lá encontramos a escola que serviria de alojamento já com várias barracas armadas, e o credenciamento dos escaladores rolando. O café da manhã já estava saindo também, então resolvemos comer alguma coisa antes de partir para a pedra. O café oferecido estava bem servido: pão, cuzcuz, ovo, salsicha, café, suco, fruta; tudo com fartura e com opções que dava tanto pra quem comia pouco, quanto para aqueles que devoram uma montanha logo de manhã. De “bucho” forrado, pegamos os equipos e partimos para a pedra.
O primeiro dia não foi muito produtivo para a gente, porque estávamos realmente cansados da viagem, mas ainda assim escalamos um pouco. Começamos pela face oeste do boulder principal, onde armamos uns “top ropes” pra galera iniciante escalar um pouco. O Jorginho e o Minhoka queriam escalar algo maior e eu fui junto. No caminho percebemos o cuidado da organização com as trilhas, bem sinalizadas e melhoradas para garantir um pouco mais de segurança. Escolhemos uma via no chute mesmo. Jorginho olhou a cara da linha e disse: vamo nessa! E fomos, sem pensar duas vezes. Jorginho guiou a primeira, eu fui no meio da corda, e o Minhoka veio recolhendo. Na saída da P1 o lance era complicadinho, delicado. Cisquei um pouco pra encontrar o caminho, mas saiu. Toquei pra cima e me juntei ao Minhoka que havia guiado a segunda. Completamos a via, rapelamos, e voltamos para o boulder principal.
Enquanto o pessoal escalava nos “top ropes” eu dei a volta pra ver o que estava rolando no outro lado. Bastante gente escalando, incluindo o convidado do evento, o escalador paulista Cesar Grosso. Ele estava tentando um projeto antigo de Serra (até as chapas denunciam a idade) chamado Mestre das Ilusões. Fazendo a seg estava o Júlio Pimentel (Francês), grande amigo agora morando no Rio Grande do Norte. Cesinha desceu da via sem isolar o mov lá de cima, e comentou que a via deveria ficar na casa do 10º grau. Troquei uma ideia rápida com ele e depois segui com a galera para um novo setor de Serra Caiada, a caverninha.

Setor da Caverninha lotado! (Foto de Pedro Caminha)
O setor da caverninha estava bastante lotado, muito gente escalando ali. Mas também não era pra menos. O lugar além de ter ótimas vias, de graus variados, ainda é muito agradável no final da tarde. Ali havia uma via que estava na minha “ticklist” para o encontro, a Arcuzinho do Francês, um 6sup. Chegamos na hora que uma turma estava desequipando a via e entramos nela em seguida. Minhoka, Jorginho, Damito e depois eu. Todos mandando a via de flash, e deixando o top armado pra o resto da galera tentar. Enquanto estávamos lá, conhecemos uma das boas ideias do encontro: um kit de primeiros socorros itinerante. Uma equipe ficava passeando pelos setores com o kit, caso houvesse alguém necessitando de algum curativo, remédio, ou cuidados. Bem legal a iniciativa.
Terminados os trabalhos na caverninha e tomamos o rumo da escola. Eu, Flavio, Valberto e Alê fomos na frente, e tomamos banho antes de ir jantar. Encontramos o restante do pessoal no restaurante, comemos e voltamos para a escola, onde ia rolar a palestra do Cesinha. Chegando lá o resto da galera descobriu que estava faltando água na escola. Um pequeno imprevisto de primeiro dia de evento, mas que foi sanado rápido e nos outros dias tudo rolou sem problemas.
Antes da palestra ainda rolou a entrega de alguns brindes que já haviam sido sorteados, e para a minha supresa, eu era um dos premiados. Meu prêmio? Um kit cadena da 4Climb. Engraçado como a marca mineira não me larga nem nos sorteios. O Menger fez questão de tirar onda dizendo que eu não precisava, que devia doar. E na verdade eu doei uma parte do kit entre os amigos da trip.

Cesinha falando de suas experiências na rocha e em competições (Foto de Ricardo Damito)
Cesinha falou um pouco da experiência dele na rocha e nas competições, mostrando imagens fantásticas dos picos europeus que visitou e dos campeonatos de que participou. Palestra bem legal de um dos melhores escaladores do Brasil! Logo após a palestra, eu mal conseguia manter os olhos abertos. Cai no saco de dormir e apaguei.
O segundo dia era pra gastar os dedos e os braços, já que estávamos todos bem descansados. Comecei participando de uma aulinha de Yoga que rolou na quadra da escola, o que deu pra dar uma bela de uma acordada no corpo antes de partir para a pedra. Tomamos o café e partimos. Dessa vez se juntou ao grupo o Karel, que morava em Fortaleza e treinava com a gente, mas agora está morando em Salvador. Então estávamos em 9 e resolvemos fazer 3 trios e encarar algumas tradicionais. Nos trios ficaram Damito, Alê e Flavio; eu, Valberto e Karel; e Jorginho, Minhoka e Bruno. Os primeiros ficaram com a Los Manos (a via que nós havíamos escalado no dia anterior no chute), eu fiquei com a Aplysia e o terceiro trio com a Os Pioneiros. Guiei as duas enfiadas da Aplysia para o Valberto (que veio no meio da corda) e o Karel.

Face leste de Serra Caiada lotada!
Normalmente eu fico meio tenso fazendo parede, mas nessa eu estava realmente tranquilo, executando os procedimentos sem pressa, e escalando com calma e tranquilidade. Terminamos a via bem depois dos outros, já que o nosso trio era bem menos experiente, mas correu tudo bem, mesmo com um contratempo da corda prendendo no grampo durante o primeiro rapel, mas que o Valberto soube contornar sem se desesperar. Pontos pra ele! O Flavio na primeira parede da vida dele também mandou muito bem e completou a via passando o lance perrengoso depois da P1 e tomando algumas quedinhas pra apimentar o negócio. O Bruno acabou não completando a primeira via com o Jorginho e o Minhoka, mas depois entrou com eles na Gênesis, e foi devidamente “descabaçado” em vias longas!
Depois dali eu estava com vontade mesmo era de destruir os dedos em alguma esportiva. Enquanto estávamos ali na base da Gênesis e Malu de Andrade, o Juan Alves acompanhado do Cesinha passaram rumo ao setor das Falésias. Era a deixa que eu precisava. Dei o toque na galera e fomos pra lá. Objetivo do dia: tirar uma via da lista de pendências! A via em questão era a Ressureição do Stick, o 7a mais nojento que eu já entrei na vida, e do qual apanhei na primeira vez que fui em Serra Caiada. Enquanto eu me preparava pra entrar nela, o Cesinha estava entrando na Retorno de Jedi 9a. É incrível ver a facilidade e a fluidez com que ele se move na rocha. Ele equipou a via e depois encadenou, sem muitos problemas. Eu também fiz o mesmo no meu 7a. Entrei equipando e relembrando os betas, e depois fui pra cadena. Bem dentro do que eu esperava.
Nesse meio tempo, a galera da organização apareceu por lá. Jalon e Menger vieram para organizar um desafio de escalada que ia dar uma bota da Snake para o vencedor. Recrutaram os participantes ali mesmo, para escalar à vista a via Transmento de Pensaferência, um 8b. Eu mesmo tendo acabado de escalar a Ressureição do Stick e estar com os dedos moídos pelos regletinhos dela, resolvi entrar na brincadeira. No total foram 7 pessoas participando, mas uma delas era o Cauí, o que tira toda a diversão da brincadeira. Cauí foi o penúltimo a entrar na via e quase encadena a maldita. Eu entrei por último, já com a organização tirando a foto do campeão, pra vocês verem a confiança que era depositada na minha pessoa. Mas tudo bem, eu não passei da segunda costura mesmo…

Participantes do desafio Snake
Descemos a trilha já no escuro, e encontramos o resto da galera lá embaixo. Voltamos para a escola, tomamos aquele banho e fomos comer. O restaurante estava lotado de escaladores, o que era algo realmente muito bom de se ver. O encontro deu uma bela movimentada na economia local durante esses 3 dias. A dona do restaurante mesmo comentou que gostaria que tivesse encontro todo ano!
Voltamos para a escola para acompanhar a palestra da Kika Bradford. Depois de apresentar os resultados da Semana Brasileira de Montanhismo, ela iniciou o relato da sua escalada no Fitz Roy acompanhada de Bernardo Collares. A medida que a história foi se aproximando do seu desfecho, o clima de descontração cedeu espaço para emoção e silêncio. Todos ficaram atentos e calados enquanto Kika narrava os últimos momentos do amigo. Um momento realmente muito emocionante e um dos pontos altos do encontro, que terminou com uma salva de palmas com todos de pé.
Um outro momento emocionante e marcante desse final de dia foi o depoimento de Menger, ao relembrar o começo de tudo e se emocionar em ver o a quantidade de escaladores presentes ali, concretizando algo que ele havia idealizado há muito tempo. Ele não conseguiu conter as lágrimas, e muitos dos presentes também não.

Depoimento emocionado de Menger no "encerramento" (Foto de Ricardo Damito)
Depois dali praticamente todo mundo foi para um dos “points” da noite Serra Caiadense, a Acapulco Dance. A maioria ficou do lado de fora, tomando uma cerveja, comendo alguma coisa e jogando conversa fora naquela última noite de encontro. O clima estava realmente bem legal, e os escaladores eram praticamente a maioria ali, todos trocando ideia e confraternizando.
Chegou o domingo, e era dia de partir, mas não sem antes dar mais uma escaladinha. Acordamos cedo, e pouco depois das 7 já estávamos na pedra. Fiquei no boulder principal com a galera mais iniciante, enquanto Jorginho, Damito e Minhoka foram fazer a Malu de Andrade. Armei o “top rope” na Tiranovaca 5sup, e logo depois na Grampeleta 6sup, o que foi o suficiente para a galera escalar e acabar com o resto dos braços. Quando o resto dos escaladores estavam chegando para a escalada do domingo, nós estávamos saindo. Ainda tínhamos mais de 6 horas de estrada pela frente. Arrumamos as tralhas, nos despedimos do pessoal e partimos.
Foi um belo encontro. Organização quase impecável, bastante gente escalando, convidados de peso, boas palestras, boas oficinas. Realmente um trabalho muito bem feito que merece os parabéns. Jalon, Menger, Dandara, Léo Paulista, Debora, Carol, Júlio, Denn, Ary, e todos que fazem parte da AERN, obrigado por esse grande encontro! Que os próximos EENe possam retomar o ritmo a partir de agora, e que possamos desfrutar de mais momentos memoráveis como esse, ano que vem na Paraíba!

Os "montrinhos" e Serra Caiada (Foto de Ricardo Damito)
Visita inusitada na Fábrica de Monstrinhos
Não, não foi nenhum astro da escalada que passou pelo nosso humilde muro de escalada. A visita em questão foi uma figura que está a mais de 16 meses viajando pela américa do sul inteira. Com um pequeno detalhe: ele está fazendo tudo isso de bicicleta.
O nome da figura é Fernando Osorio, um colombiano muito gente boa, simples e de uma simpatia imensa. Até aqui em Fortaleza foram mais de 19500km rodados de bike, passando por já quase todos os países da américa latina: Colômbia(obvio), Equador, Peru, Bolívia, Argentina, Chile, Uruguai, e agora o Brasil.

Fernando na Fábrica, vestindo o presente dos "monstrinhos"
No meio desse caminho todo Fernando conheceu o Giancarlo Stahlke, amigo do Alex Rodrigues que hoje mora em Fortaleza e é um dos “monstrinhos”. O Giancarlo avisou o Alex que o Fernando estava subindo o litoral brasileiro e devia aportar por aqui, e perguntou se poderia arranjar um lugar pra ele ficar. A solução pareceu óbvia: traz o cara pra Fábrica! E foi assim que o Fernando cruzou o caminho da Fábrica de Monstrinhos e se hospedou por lá durante 3 dias. Durante a sua estada fizemos um churrasco e ele pode nos contar um pouco da sua aventura, mostrar as fotos incríveis da viagem, com paisagens fantásticas, incluindo as famosas Torres Del Paine que deixou todo mundo babando.
Hoje o Fernando está deixando Fortaleza pra seguir viagem em direção à Belém, seguindo de lá para Manaus, daí Venezuela e de volta à Colômbia. Pra quem quiser acompanhar um pouco da aventura dele, pode acessar o blog que ele escreve, que está um pouco desatualizado devido às dificuldades de se encontrar acesso à internet, mas que com certeza deve ganhar um capítulo falando dos malucos escaladores de Fortaleza.
Boa viagem, Fernando!
Diário de treino XIV
Finalmente estou de volta aos treinos fortes, depois de 3 semanas cozinhando o galo por conta da lesão que ainda estava incomodando um pouco. Não vou dizer que estou 100%, mas já sinto bem mais confiança pra fazer os movs fortes que estava acostumado. Ainda estou sem encarar barras, mas depois daquela história de que barra não faz tanta diferença assim, eu desencanei.
Depois daquele início tentando ser bem metódico com os meus treinos eu percebi a verdade: esse negócio de ser metódico não funciona comigo. Até dá certo no começo, mas depois eu fico de saco cheio e desisto de toda a organização e planejamento. Isso não quer dizer que eu vá agora treinar na doida, sem critério algum. Ainda quero ter um esquema de treinos, mas um pouco mais flexível. Algo que eu quero institucionalizar é a sessão livre de boulder! Todo treino tem que ter aquela sessão descontraída com a galera. Entrar no mesmo boulder, trocar beta, passar a vibe. Sem isso o treino fica chato. Nem que seja 40 minutinhos de treino assim, pra descontrair.
Fora isso quero focar mais agora nos treinos no finger novo que a Fábrica de Monstrinhos adquiriu, e trabalhar mais a parte de “core”. Outra coisa que quero retomar é os treinos aeróbicos nos dias de descanso. Tenho começado a ganhar peso, talvez por estar ganhando massa muscular, mas pra garantir, aquela corridinha vai ajudar a manter a relação peso/potência no ideal. A principal novidade dessa nova fase de treinos é mesmo a suplementação. Comecei a treinar essa semana suplementado e posso dizer que já senti a diferença no desempenho durante o treino.
Tudo isso pra que? Bem, o objetivo mesmo é treinar forte pra participar da terceira etapa do Campeonato Brasileiro de Boulder, em agosto em Belo Horizonte. Depois do bom resultado na primeira etapa, eu percebi que ainda dava pra ter ido melhor, dava pra ter puxado um pouco mais, mesmo lesionado. Sem lesão então. A idéia é melhorar substancialmente o resultado da primeira etapa. Cravar o primeiro lugar no pódio na minha categoria e melhorar minha pontuação no geral, quem sabe ficando entre os 5 melhores no amador. Até lá são mais de 2 meses de treino e muito suor, calos e pele destruída sem perdão!
Avaliação Sapo Agarras
Quem diria, o Desce daí, doido! fazendo sua primeira avaliação de material de escalada! E pra começar eu recebi para testar as agarras do Sapo Agarras, que surgiu a pouco tempo como uma nova opção pra quem estava a procura de agarras para os seus murinhos em casa, ou até mesmo nos seus ginásios.
Na verdade já faz até um certo tempo que eu recebi (tirando a demora dos correios), mas eu só demorei pra escrever porque queria realmente testar bem as agarras. Não queria dar dois pegas e escrever uma avaliação. Queria usar e usar bem, e também ouvir a opinião da galera da Fábrica de Monstrinhos, onde as agarras foram instaladas. E o resultado final da avaliação foi de aprovação total! Todo mundo curtiu as agarras.
Mas vamos pro que interessa né, tentar ser um pouco mais “técnico” nesse negócio de avaliação. O sapo mandou algumas agarras selecionadas por ele, não mandou um dos kits que ele comercializa, mas isso é o de menos, o que importa são as agarras. Fizeram parte do pacote alguns regletes, algumas pegas boas, pinças e algumas agarras soberbas.

Seleção de agarras enviadas pelo Sapo
A primeira impressão foi extremamente visual. Gostei de cara da forma das agarras e as pegas me pareceram bem interessantes e originais. Elas só me me passaram a impressão de serem bastante resinadas, brilhantes. A textura, num primeiro momento me pareceu bastante áspera, mas como eu nunca tinha tido contado com agarras “zeradas” resolvi dar um tempo e ver como elas ficariam depois de uma certa quantidade de uso. Achei as agarras bastante leves, até mesmo as maiores. Mas apesar de leves, elas não tem uma aparência frágil.
Chegou a hora de colocar as agarras no muro e testar elas em “ação”. Fomos colocando umas ali, outras acolá, e já fazendo vias com elas, misturando com outras agarras do muro (5.13, Gringa, San, Glaucio) pra tentar comparar melhor. Usando as agarras, a impressão visual que eu tinha tido se confirmou. As pegas eram realmente muito boas, e o aspecto demasiadamente áspero no visual, se mostrou quase ideal. A aderência das agarras é muito boa, mas com elas ainda muito novas, a pele sofria um pouco mais que as outras.

Algumas agarras do Sapo devidamente instaladas no muro
Com mais umas duas semanas de teste, e as agarras já um pouco mais sujas de magnésio, a textura ficou no ponto! Bem aderente e sem castigar muito a pele, o que é algo bom pra um muro de treino, onde você geralmente passa bastante tempo e manter a pele é algo importante.
Um único aspecto que eu gostaria de pontuar, mas não como algo negativo, mais como uma sugestão para o Sapo nas suas próximas linhas de agarras, é a bitola dos furos de fixação das agarras. Todas as agarras tinham furação no padrão 5/16″, o que funcionou muito bem no nosso muro, que também utiliza porcas-agarra com essa bitola. Contudo, a bitola mais recomendada para a furação das placas é a de 3/8″, que garante melhor fixação de agarras maiores. E esse é o pequeno problema das agarras do Sapo, elas vão acabar não funcionando em muros que utilizem porcas-agarras na bitola de 3/8″. Então a dica que eu deixo pro Sapo, é de passar a colocar os furos de fixação na bitola de 3/8″, o que vai permitir que as agarras sejam usadas tanto em muros com porcas-agarras 5/16″ (basta colocar um parafuso na bitola certa e uma arruela pra segurar) quanto nos de 3/8″.
No geral, a avaliação das agarras do Sapo, tanto por mim quanto pelo pessoal que as usou durante esse mais de um mês de testes, foi extremamente positiva. Agarras com boa textura, pegas interessantes e originais e bastante leves. Agarras aprovadas e que recebem sem dúvida o selo de qualidade Desce daí,doido!









