Tomaz Hamdan faz a primeira repetição da Heterosapiens 10a/b

17
May

O escalador mineiro Tomaz Handam, o Drosa, fez hoje a primeira repetição da via Heterosapiens no Sítio do Rod, em Minas Gerais. A via aberta em 2011 pelos escaladores Felipe Belisário e Gustavo Veiga, havia sido escalado pela primeira vez por Felipe Camargo, que na época, recém chegado de viagem pela europa, sugeriu o grau de 10a (8a+ fr; 5.13c us) para a via. Já Drosa, que tentava a via desde antes de Felipe, sendo inclusive o seg dele na cadena, achou a via mais forte, e sugeriu 10b (8b fr; 5.13d us) para a linha.

A cadena de Drosa saiu no segundo pega do dia, o quinto em 2013. Além do 10b da Heterosapiens, caso se confirme o grau, Drosa também já tem no curriculum as cadenas das vias Cabra da Peste e Captain Hook, ambas 10c, e o FA da via Novo Inquilino 11a (8c fr; 5.14c us), todas na Serra do Cipó.

Tomaz Hamdan, o Drosa, na Heterosapiens 10a/b

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Vídeo da Semana 53: Felipe Ho Foganholo – Boulder Cachaça e risadinha (V7)

17
Mar

Felipe Ho Foganholo já está sendo considerado como a maior promessa da escalada brasileira dos últimos anos. Também não é pra menos, o moleque do alto dos seus 13 anos já mandou coisa que muita gente grande ainda sonha em escalar, como o V8 do boulder Sargento e o 9b da via Vanilla Dura na Falésia do Olhos. Coincidência ou não, o nome dele é o mesmo do maior nome da escalada nacional. E coincidência ou não, os dois fazem aniversário no mesmo dia. Convergência planetária? Não sei, só sei que ele escala pra caramba, como você pode ver no vídeo da semana de hoje. Saca ai!

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Dobradinha brasileira no Master de Bouldering no Chile

17
Mar

Não podia ter sido melhor. Mesmo com uma participação de grandes  nomes da escalada mundial só deu Brasil no pódio do 6º The North Face Master de Bouldering. Sem Daniel Woods na final, Felipe Camargo mostrou força e superou todos os outros finalistas  garantindo o primeiro lugar na competição, repetindo a vitória brasileira de Cesar Grosso ano passado.

Podium brasileiro no Master de Bouldering

Podium brasileiro no Master de Bouldering

Para completar a festa brasileira em Santiago, o mineiro Jean Ouriques também mostrou garra e superou grandes nomes como o mexicano Mauricio Huertas e o inglês James Pearson, para fazer a dobradinha com Felipe, garantindo o segundo lugar no podium.

No feminino, a escaladora francesa Caroline Ciavaldini levou o título, com americana Alex Johnson em segundo e a chilena Soho Langbehn em terceiro. A paulista Thais Makino, única brasileira na final, ficou com a quarta posição.

6º The North Face Master de Bouldering

Masculino

1. Felipe Camargo (BRA)

2. Jean Ouriques (BRA)

3. Maurício Huerta (MEX)

4. Jesus Gonzales (VEN)

5. James Pearson (ING)

6. Lucas Gaona (CHI)

Feminino

1. Caroline Ciavaldini (FRA)

2. Alex Johnson (EUA)

3. Soho Langbehn (CHI)

4. Thais Makino (BRA)

5. Paula Mendéz

6. Cintia Percivati

 

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The North Face Master of Bouldering acontece esse final de semana no Chile

11
Mar

Esse final de semana acontece em Santiago o The North Face Master of Bouldering. O evento chega esse ano na sua sexta edição e já se converteu no maior evento de escalada da américa latina. Ano passado o Brasil foi bem representado por Cesar Grosso, Felipe Camargo e Thaís Makino, com Cesinha levando o título e Felipinho e Thaís terminando em terceiro.

Esse ano o Brasil promete repetir a dose com uma participação maciça dos atletas nacionais. Vão estar presentes novamente Felipe Camargo e Thaís Makino, acompanhado do gaúcho Pedro Nicoloso e uma comitiva mineira de fazer inveja: Patrícia Antunes, Jean Ouriques, Yan Kalapothakis, Gustavo Veiga, Melchior Saviotti e André Tourinho. Esse ano o Master também vai ter presença de grandes nomes internacionais, repetindo as edições anteriores. Vão estar presente os americanos Daniel Woods, Alex Johnson e Matt Seagal, o mexicano Maurício Huerta, o britânico James Pearson e o italiano Jacopo Larcher.

Confira no vídeo como foi a edição 2012 que contou com a participação de Yuji Hirayama, Cedar Wright e Alex Honnold.

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Marca de agarras lança kit assinado por Felipe Camargo

27
Feb

A marca de agarras de escalada Loop Holds está chegando ao Brasil e para conquistar o público brasileiro vai chegar com uma novidade interessante. A empresa vai lançar um kit de agarras com a assinatura de Felipe Camargo. O kit é um jogo de agarras para competição, bem técnicas, que foi desenhado seguindo um critério de formas desejado por Felipe para esse propósito.

O jogo “Felipe Camargo” tem agarras de variados tamanhos e formas geométricas simples, com pinças abertas e cantos arredondados, e vai ter uma agarra de top com a bandeira do Brasil e a assinatura de Felipe. A Loop Holds, que atua na Espanha, tem sua própria marca de agarras mas também faz serviços de shape para marcas consagradas do mercado norte-americano, como So Ill e Pusher. As agarras devem começar a ser vendidas em breve pelo site Loop Wear Brasil e deve manter a faixa de preços praticado na Espanha. O que acharam?

Agarra de escalada Felipe Camargo

 

Kit de agarras Felipe Camargo

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Resenha: Brasil Vertical

20
Dec

No começo da semana o escalador Felipe Camargo lançou o seu curta Brasil Vertical, que registrou algumas das suas cadenas durante o ano de 2012. O filme teve uma boa recepção pela comunidade escaladora, tanto daqui quanto de fora, e em poucos dias já ultrapassou a marca de 10mil visualizações no Youtube. Aproveitando esse sucesso todo, resolvi escrever uma pequena resenha sobre o que achei do filme.

Antes de tudo, vale ressaltar que essa resenha vai levar em conta que o filme é uma produção amadora, com poucos recursos, tendo centrada apenas em uma pessoa (o próprio Felipe) as tarefas de diretor, câmera, editor, designer e ainda por cima “marketeiro”, e mais importante ainda, que é a primeira experiência de Felipe Camargo com produção de vídeos. Dito isso, vamos ao que importa.

Felipe Camargo na Comando Vermelho 11a

Brasil Vertical (ok, o nome não saiu tão original quanto o planejado né, Felipe?) começa com Felipe falando sobre a sua oportunidade única de ter podido escalar fora com alguns dos melhores escaladores do mundo, e da sua motivação para fazer o vídeo, que era de mostrar a escalada brasileira (principalmente a escalada de vias difíceis) para os gringos. Depois dessa breve explicação o filme não perde tempo e já nos leva direto para São Bento do Sapucaí, onde vemos Felipe fazer a primeira ascensão de dois fortes boulders, Sal Bento V10 e Segundo Sol V13. Já dá pra ficar “psyched” só com a pressão que você vê ele fazer durante a cadena do Segundo Sol.

Deixando São Bento, Felipe entra pra falar um pouco da Serra do Cipó, de longe um dos melhores picos de escalada esportiva do Brasil. Aqui acompanhamos mais 3 FAs, das vias Hooligans 10c, Premonição 11b (a via mais difícil do Brasil na atualidade) e Comando Vermelho 11a; ganhando ainda o extra da via Poder Paralelo no Sítio do Rod, em Lagoa Santa. Aqui o claro destaque fica na cadena da Comando Vermelho, que percebe-se ter sido a que teve um maior material filmado, permitindo à Felipe chegar num ótimo resultado na edição, explorando as tentativas mal sucedidas, e os vários ângulos e closes da cadena, construindo assim muito bem a dificuldade da via.

De Minas vamos para o Rio de Janeiro, onde Felipe conta um pouco a história da Coquetel de Energia, via que foi por muito tempo a mais difícil do Brasil, e mais uma vez vemos um bom trabalho de filmagem e edição. Os ângulos foram muito bem escolhidos e os closes nos movimentos são precisos, chegando a causar aquela sensação esquisita quando ele aperta o reglete e se ouve (não sei se o som é disso mesmo, mas dá pra sentir) os dedos estralando. No final Felipe ainda inclui a tomada “real” da cadena, que por ter sido feita à noite não permitiu ser aproveitada para o filme.

No final das contas Brasil Vertical é um bom filme. O estilo escolhido, chamado pejorativamente de “climb porn”, caiu como uma luva para intenção de Felipe que era mostrar um pouco da escalada brasileira para os gringos e motivar os escaladores nacionais a escalar mais forte. As pausas na “ação” com os comentários ajudaram a quebrar o ritmo das cenas seguidas de escalada, renovando o interesse no que vem a seguir. Isso fica claro no final da sequência de Minas, onde mais uma via ali começaria a ficar maçante. Por ser o primeiro filme de Felipe nota-se que ele experimenta bastante na edição, nem sempre acertando, testando alguns recursos de correção de cor, como o “cut out” no final da Hooligans, e um recurso meio “picture-in-picture” para mostrar um “close”, que acabou não funcionando tão bem quanto um corte limpo teria funcionado. As imagens de arquivo poderiam ter sido melhor utilizadas, principalmente se tivesse usado o vídeo original da Coquetel de Energia e não a tela do Youtube, mas acabaram cumprindo o seu papel. No geral o filme foi bem filmado, com boas escolhas de ângulos e bom trabalho de câmera, feito em grande parte por amigos, e a edição de Felipe ficou muito boa, levando-se em consideração ser esse o seu primeiro trabalho. Obviamente nota-se alguns altos e baixos na parte técnica, tanto no vídeo quanto no áudio, mas que eram esperados devido aos poucos recursos do filme. Talvez a parte que ficou mais aquém do “conjunto geral da obra” foi o design gráfico dos títulos, que poderiam ter usado uma tipografia mais interessante e ter mantido um padrão  nos tamanhos e efeitos, e terem sido melhor posicionados na tela. Mas como o Felipe não é designer, eu relevo, mas deixando a dica para chamar um designer pra ajudar na próxima (tamo aí, Felipe!).

Para uma primeira produção o resultado ficou bem acima da média, e creio que com mais experiência Felipe Camargo pode acabar ficando muito bom nessa “brincadeira”, seguindo o exemplo do escalador Paul Robinson, que além de escalar muito, tem se mostrado muito bom na produção de vídeos.

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Bate-papo com Felipe Camargo sobre o filme Brasil Vertical

17
Dec

Hoje o escalador Felipe Camargo liberou seu curta, Brasil Vertical (o vídeo você confere abaixo), resultado de quase um ano de filmagens das cadenas de algumas das linhas mais difíceis do Brasil. Aproveitando o ensejo, eu bati um papo demorado com ele pelo Facebook  (demorado porque a internet dele não ajudou) sobre o filme e os projetos para o próximo ano.

Desce daí, doido: Hoje você está lançando o seu curta, Brasil Vertical. Diz aí como surgiu a ideia de produzir esse vídeo.

Felipe Camargo: A ideia surgiu vendo os vídeos do pessoal de fora, principalmente do Paul Robinson que me motivou bastante! E junto a isso a vontade de escalar mais pelo Brasil esse ano. Sempre estava viajando e nunca ficava no Brasil no inverno, a melhor época pra escalar aqui. Entao tinha muita via dificil e muito projeto que ouvia muito e não conseguia tentar nunca. Ai acabei juntando as duas coisas, a vontade de aprender a mexer com vídeo e a de ficar e explorar mais as escaladas daqui e resolvi fazer o video.

DD: Tu citou ai o Paul Robinson, e ele é um dos caras lá de fora que meio que tá liderando essa tendência dos escaladores profissionais de filmarem e editarem o próprio material. Mas pra ti, quando foi mesmo que tu parou e pensou: “Poh, eu posso fazer isso. Posso fazer meus próprios videos”?

FC: Cara não sei! Hahaha! Resolvi tentar, não sei ainda se posso ou não. Vou saber se a galera gostar! Se não passa pra outro fazer esse trabalho! Hahaha! Brincadeira. Mas resolvi tentar aprender, é uma área muito legal de trabalhar!

DD: O fato de ter participado do Reach, do Nathan Bancroft, junto com o Jon Cardwell, de alguma forma te influenciou nessa empreitada?

FC: Não influenciou muito não. Com o Nathan eu não tive que me preocupar com nada, só escalar. Ele é muito profissional e muito bom nas filmagens, fazia tudo acontecer natural, não precisava ficar repetindo os movimentos muitas vezes nem nada, e eu não fazia ideia de nada de edição. Só agora mesmo que resolvi ir atrás e aprender um pouco. Mas com certeza o nivel do meu video vai ficar bem longe do nível do Nathan! Hahaha!

DD: Obviamente que tu não fez tudo sozinho, afinal de contas alguém tinha que escalar. Mas como foi o processo, quem te ajudou nas filmagens?

FC: Como o video foi feito bem “low budget” contei com a ajuda de amigos, ninguem profissional não, só com uma boa noção de trabalhar com câmera e com vontade de ajudar! (Obrigado a todos mais uma vez ) e também fiz muitas imagens com tripé, imaginando a cena e deixando a camera fixa!

DD: Mas a parte da edição ficou por tua conta mesmo, né?

FC: Sim. Meu irmão me ajudou com alguns detalhes, mas a grande parte foi por minha conta. Tinha um ano todo pra aprender e ir fuçando. Na parte de edição mesmo, música/escalada estou bem satisfeito! Na parte gráfica ainda da pra aprender a usar After Effects e melhorar muita coisa.

DD: Tenho aqui uma pergunta do editor e escalador Caio Gomes: É cada vez mais frequente o aparecimento de “produtoras de escalada” com escaladores diretores, editores e roteristas. Você, que desempenhou esses três cargos em seu curta – diga-se de passagem, muito bem -, pensa em realizar mais trabalhos como esse dando início à uma própria produtora ou buscará ajuda de uma já estabelecida no mercado?

FC: Cara ainda não sei. Definitivamente me motiva isso de trabalhar com vídeos, mas ainda tenho um longo caminho de aprendizado pra querer trabalhar com isso de verdade! Mas acredito que nos escaladores que mexemos um pouco com isso, devíamos nos unir e pegar trabalhos juntos! E acho que assim vamos evoluir muito.

DD: No total…quanto tempo levou pra filmar e editar o video?

FC: Comecei as filmagens em março e só lancei agora dia 17 de dezembro. Entre encadenar vias, filmar e editar é um longo processo.

DD: Das vias que estão no filme, qual tu considera a que ficou melhor?

FC: Uma das que eu mais gostei foi a Poder Paralelo, pela estética da via, a linha é perfeita! Mas uma das mais bem filmadas foram o Coquetel de Energia que o Bie filmou pra mim. E uma das imagens que mais gostei foi essa de longe da Premonição que e a capa do video, que o Pedrinho (Pedro Leite) quem filmou.

DD: E qual a que deu mais trabalho pra registrar?

FC: Acho que o Coquetel também, pela via ser tão abrasiva e ter que ficar repetindo os movimentos foi duro! Hahaha!

DD: Tu já tinha comentado que o filme ia seguir um estilo de mais escalada e menos conversa, o que a galera acostumou chamar de “Climb Porn”, as vezes até de forma pejorativa. O que te fez escolher por esse estilo?

FC: Porque acho que principalmente por ser um video de via e não boulder, poderia facilmente ficar tedioso. E acho que sendo uma edição rápida, com cortes rápidos e dinâmicos e pouca fala consegueria evitar isso. Mas também porque gosto mais de ver videos de ação, com música boa, que te motiva pra ir escalar e treinar! Sem mto bla bla bla…a não ser que seja uma super história muito interessante.

DD: Agora sobre o nome. Esse eu sei que deu trabalho…

FC: Hahaha! Ô se deu!

DD: Depois de definido rolou um pequeno problema com direitos…como foi que tu contornou isso?

FC: Acabei fazendo na afobação e nao pensei direito sobre o nome. Queria algo simples e direto, e que tanto brasileiro como os gringos entendessem. Mas existe a marca Brasil Vertical, do Bito e da Karina. Mas conversamos e ficou tudo acertado.

DD: O filme acabou sendo meio que uma retrospectiva do teu ano de 2012 na rocha. Qual é a avaliação de 2012? Ficou faltando alguma coisa…algum projeto?

FC: Cara, a gente sempre acha que poderia ter feito mais né? Fiquei satisfeito com a quantidade de vias sim. Mas o Brasil é muito grande e tem muita coisa ainda. Passa Vinte e Corupá são dois lugares que gostaria que entrassem no vídeo e ficaram de fora. Fica pro proximo! hehehe

DD: E o ano que vem? Quais os planos? Algum projeto especial?

FC: Hehehe, várias ideias! Mas nada em concreto ainda. Vamos ver o que acontece.

DD: E o Nordeste? Faz tempo que você diz que vem e nada? Em 2013 vai aparecer por aqui mesmo ou é só conversa? rs

FC: Hhahaha! Em 2013 certeza!!! Tô louco pra conhecer esses negativos dai!

DD: Valeu ai Felipe pelo bate-papo! Espero que o filme espalhe ai pra todo canto e alcance o seu objetivo!

FC: Tomara! Valeu a ajuda ai, em todo o processo!

Confira abaixo, na íntegra, o curta Brasil Vertical, com Felipe Camargo! Recomendo colocar em 720p e em tela cheia!

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Felipe Camargo faz o FA da extensão da Coquetel de Energia

8
Oct

Mais um projeto brasileiro cai frente a Felipe Camargo. O escalador paulista esteve esse final de semana no Rio de Janeiro, onde após 2 dias de tentativas, encadenou um dos projetos mais antigos do Brasil, a extensão da via Coquetel de Energia no Campo Escola 2000, sugerindo o grau de 11a “hard” (8c fr; 5.14b us). Para enfrentar o calor, Felipinho acabou escalando à noite, e foi assim que saiu a cadena, sob a luz da headlamp.

Felipe Camargo na cadena da Coquetel de Energia Extensão 11a

A linha original, conquistada em 1996 por Helmut Becker e Luis Pitta, foi o primeiro 10c brasileiro e durante muito tempo a via mais difícil do Brasil. Felipe já havia encadenado essa versão quando tinha apenas 16 anos. Com o “upgrade” a via entrou no limite dos “onzimos” tornando-se  o primeiro 11º grau do Rio de Janeiro e aumentando a lista brasileira de vias nesse grau de dificuldade. Agora resta esperar as repetições da via, o que não deve demorar muito, já que o escalador carioca Fábio Muniz também estava trabalhando o projeto e parece estar muito próximo de conseguir a cadena.

As tentativas e cadena de Felipe, foram registradas para o filme que Felipe Camargo pretende liberar na internet no final do ano, chamado de Brasil Vertical. Mas enquanto o filme não sai, fiquem com o vídeo de Felipe na via original.

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3ª Etapa Campeonato Brasileiro de Boulder – Belo Horizonte

31
Aug

O visual é incrível! Chegar na Praça do Papa em Belo Horizonte e descortinar toda a cidade lá de cima já é mais do que suficiente para visitar o local. Mas no final de semana passado, competindo com a panorâmica da cidade estavam os slackliners e boulderistas que participavam do Campeonato Brasileiro de Slackline e da última etapa do Campeonato Brasileiro de Boulder. Os dois eventos encheram a praça do Papa e deram um verdadeiro espetáculo para aqueles que visitaram o local no sábado e no domingo, mesmo enfrentando o sol de arder (devido a baixa umidade relativa do ar) durante o dia, e o frio de rachar durante a noite.

Visual do muro na Praça do Papa com BH ao fundo. (Foto de Marcelo André)

Minha participação no Festival Amador

No sábado rolou os festivais, tanto das categorias amadoras quanto das categorias IFSC (Juvenil e Master). O primeiro festival foi o das categorias amadoras, do qual participei. A expectativa era melhorar a pontuação em relação à primeira etapa que participei no Rio de Janeiro, voltar ao pódium (quem sabe abocanhar um primeiro lugar) e tentar terminar a temporada com o primeiro lugar geral no Ranking. Mais uma vez o Belê fez um grande trabalho nos boulders do festival, dessa vez (assim como em SBS) fazendo uso de vários módulos, que deram uma temperada nos problemas. Existiam 4 faixas de pontuação no festival: os amarelos (que valiam até 2000 pontos), os vermelhos (valendo até 5000 pontos), os verdes (valendo até 9000 pontos) e os pretos (que chegavam até 30000 pontos). As faixas de pontuação se assemelhavam às do Rio, e logo percebi que o foco ia ser mandar todos os vermelhos, o mais rápido possível, e daí partir para pegar alguns verdes e aumentar a pontuação.

Na cadena de um dos boulders vermelhos (Foto de Renan Schelb)

Dei um primeiro pega em um dos boulders amarelos para sentir a dificuldade e aquecer um pouco, mas assim como no Rio vi que ficar nos amarelos ia ser perda de tempo, e decidi entrar logo em um vermelho. O primeiro que entrei estava entre os mais difíceis entre os vermelhos, e entrei já tendo visto alguém dando um pega nele. O boulder tinha alguns movimentos longos que precisavam ser dinâmicos. O primeiro saia de um módulo, segurando em um reglete de direita, e abria o crucifixo pra catar um  batente meio abaulado de esquerda. Fui fazer o movimento meio estático e acabei não alcançando a agarra, e na volta para recuperar o equilíbrio toquei uma agarra fora do boulder. Queimei a primeira tentativa num erro bobo.  Mas tudo bem, era apenas o primeiro, ainda poderia eliminar esse da pontuação se mandasse os outros 5 boulders vermelhos de flash. Dei mais uns dois pegas nesse boulder e cai com o pé escorregando em uma agarra. Relaxei e fui para os outros vermelhos. Todos os próximos foram saindo de flash, com bastante facilidade, o que foi me animando. Tinha mandado quatro quando resolvi voltar para o que havia me derrubado, e mandei nesse pega.

Com o sistema de pontuação automatizada via iPads e atualizado em tempo real, pude conferir minha pontuação e minha colocação atual. Estava com pouco mais de 18 mil pontos e em terceiro lugar, minha pontuação mínima garantida com 5 boulders vermelhos. Resolvi tirar meia hora de descanso e voltar para entrar nos boulders verdes e somar o máximo de pontos possível. Saí dali, comi alguma coisa, bebi uma água, falei com a galera e fui dar mais uma conferida na pontuação. Tinha caído para o quinto lugar. Estava na hora de voltar.

Conferindo a pontuação em tempo real.

Já havia dado uma olhada nos verdes antes e resolvi entrar no primeiro da direita, um boulder com regletes pequenos. Tentei a primeira vez e fui até bem, quase dominando a antepenúltima agarra. Dei mais dois pegas sem sucesso e os dedos começaram a reclamar. Resolvi mudar e fui dar um pega no primeiro da esquerda. O boulder parecia ser mais de técnica e equilíbrio do que necessariamente força. Entrei no boulder sólido, e com o incentivo dos amigos do lado de fora, mandei o problema na primeira tentativa, voltando para o terceiro lugar.

Agora era a hora de apertar tudo e tentar mandar mais um verde pra tentar chegar no segundo e garantir de vez o terceiro, já que o quarto colocado estava muito próximo. Entrei em um outro problema acompanhando a vibe da galera de BH que foi pra Rocklands recentemente, entre eles o meu amigo Eric Dorneles, que competia na categoria Adulto A. Dei um primeiro pega esquisito e mal consegui sair, mas logo identifiquei o erro na leitura e o segundo pega já foi bem melhor. Ficamos ali durante algum tempo tentando o problema mas todos caiam exatamente na mesma agarra, duas antes do fim. Resolvi mudar de estilo e parti para um outro que tinha movimentos longos e usava uma travada de calcanhar para ficar na agarra final. Pareceu factível. No primeiro pega consegui dominar o módulo, mas não consegui avançar para as agarras acima dele. Dei mais alguns pegas e caia exatamente no mesmo lugar. O tempo estava acabando, sentia meus braços cansados, e decidi dar apenas mais um pega. Entrei bem, e pela primeira vez catei as agarras acima do módulo e cai me preparando para ir na penúltima agarra. A motivação voltou e resolvi tentar de novo. Entrei faltando 3 minutos para o fim e consegui dar um pega melhor ainda, mas não o suficiente pra mandar o boulder.

Mesmo sem mandar mais um verde, consegui terminar em terceiro colocado, com uma pontuação melhor do que a etapa do Rio de Janeiro, fechando o total de 23500 pontos, mas apenas 200 pontos na frente do quarto. Com a terceira colocação nessa etapa, acabei terminando a temporada com o primeiro lugar geral no ranking da categoria Amador Adulto B, com 92 pontos. Agora posso dizer que sou campeão brasileiro de boulder? :)

O pódium da categoria Adulto B Masculino (Foto: Adrena)

Festival Master e finais

Mais tarde rolou o festival das categorias IFSC (Juvenil A e B, Júnior e Master). Os boulders para essas categorias continuavam os mesmos do festival amador, a diferença é que agora os competidores iam centrar esforços nos boulders mais difíceis, os pretos, que não foram escalados por praticamente ninguém no festival amador. Para se ter uma idéia da diferença, para ficar no pódium nas categorias amadoras, os boulders base da pontuação eram os vermelhos, com os verdes sendo aqueles de pontuação mais alta ser encadenada para ficar nos primeiros lugares. Já no festival master, os boulders base de pontuação eram os verdes, e os pretos os que iam fazer a diferença na hora da classificação.

Com a ausência de fortes nomes no master masculino como César Grosso, Pedro Nicolosso, Beto Ferragut e Rafinha Takahace, havia ai mais chances de novos nomes aparecerem nessa final. E a disputa foi acirrada, principalmente nas últimas colocações que passavam para a final. Caio Gomes, escalador de Niterói, ficou fora da sua primeira final na temporada por muito pouco, terminando o festival com a 7ª colocação. Rafael Ávila, o Fanfa, que havia chegado na final no Rio, não conseguiu repetir o resultado e ficou de fora. Juan Ouriques, que conseguiu final na etapa passada em São Bento do Sapucaí também ficou de fora. Felipinho (SP), Pedro Raphael (DF) e Jean Ouriques (MG) mantiveram os bons resultados e chegaram mais uma vez na final. Completando os 6 primeiros ficaram Rafael Passos (DF), Tomaz Ferreira (Droza) e Ruy de Castro, ambos escaladores mineiros, fazendo bonito em casa!

No feminino também tivemos mais uma vez as figurinhas carimbadas chegando na final: Thais Makino (SP), Luana Riscado (RJ) e Anna Shaw (SP). A escaladora paranaense Camila Macedo repetiu o bom resultado da etapa passada e chegou mais uma vez na final, acompanhada das escaladoras mineiras Maira Vilas Boas e Patrícia Antunes (que entrou no lugar de Francine Borges, que não pode participar da final e cedeu a vaga). A escaladora Flora Kesselring, que havia estado na final nas duas últimas etapas, acabou ficando de fora dessa.

Nesse festival, outra figura de destaque foi o escalador mineiro Yan Kalapothakis, que disputando na categoria Juvenil A, passeou nos boulders do festival e ficaria bem colocado até mesmo entre os da categoria Master Masculino (ficaria na 14ª posição). Com mais essa vitória, Yanzinho mostrou domínio total na categoria Juvenil, ganhando as 3 etapas, ficando com o título brasileiro e carimbando de vez o passaporte pra categoria Master ano que vem.

Yanzinho em um dos boulders mais fortes do festival. (Foto: 4Climb)

No domingo rolaram as finais das categorias Master Masculino e Feminino. Como em São Bento, as finais foram no modelo IFSC: quatro boulders, com os escaladores escalando cada um na sua vez , tendo 5 minutos para encadenar cada boulder e com a pontuação sendo contada pelos Tops e agarras bônus.

A primeira final foi a feminina, e começou parecendo que ia ser um passeio da Thais Makino, com somente ela fazendo top no primeiro boulder. Mas a partir daí ela começou a ser seguida de perto por Luana Riscado, que foi mandando cada um dos outros boulders à vista e manteve a disputa do primeiro lugar entre as duas. No último boulder, depois de ter mandado o problema à vista, Luana caiu de mau jeito e torceu o tornozelo, sendo retirada no colo para a plateia, para de lá acompanhar o desempenho de Thais Makino. Thais não encaixou bem no boulder e caiu na primeira tentativa, deixando todos apreensivos e abrindo a possibilidade de um empate caso ela não encadenasse o problema. Mas ela mostrou porque garantiu o título brasileiro ainda na segunda etapa, e encadenou o boulder, ficando com o primeiro lugar e Luana Riscado com o segundo. Em terceiro veio a mineira Maira Vilas Boas com 2 tops, deixando Anna Shaw em quarto, Patrícia Antunes em quinto e Camila Macedo na sexta posição.

Luana Riscado no boulder 2 da final feminina.

Anna Shaw no último boulder da final

A final masculina foi recheada de momentos de levantar o público. Os boulders abertos pela equipe de routesetters chefiada pelo Belê garantiram um belo espetáculo, com movimentos dinâmicos e lances bastante criativos. Mais uma vez Felipinho passeou nos boulders, mandando 3 dos 4 problemas propostos, todos à vista. Ele foi o único a mandar o primeiro boulder e já abriu vantagem. No segundo, quem levantou a galera foi o Pedro Raphael, que foi o primeiro a resolver o problema, dominando a agarra final de cabeça para baixo. Felipinho também encadenou esse boulder e manteve a dianteira. No terceiro boulder foi a vez de Tomaz Ferreira, o Droza, levantar o público. Depois de tentar várias vezes sem sucesso, e com o tempo já chegando no fim, ele entrou para um último pega. O relógio zerou e ele tinha apenas mais essa tentativa. E com o apoio da galera ele conseguiu a cadena, e fez seu único top na final. Rafinha Passos também encadenou esse boulder, à vista, e com isso garantiu a terceira colocação. Pedro Raphael e Felipinho também fizeram top e se mantiveram na briga pela título. O último boulder foi extremamente difícil, cheio de módulos e agarras pequenas, e esse não deu nem para o Felipinho. Ao final Felipe ficou novamente em primeiro, Pedro Raphael de novo em segundo, com Rafael Passos em terceiro. Droza ficou com a quarta colocação, seguido de Jean Ouriques em quinto e Ruy de Castro em sexto.

Pedro Raphael voando no primeiro boulder da final masculina.

Felipe Camargo fazendo o domínio da última agarra no boulder 2

Com os resultados dessa última etapa, Felipinho e Thais confirmaram o primeiro lugar geral no campeonato e se sagraram os primeiros campeões brasileiros de boulder, levando pra casa, cada um, uma passagem de ida e volta para Paris e representar o Brasil no Campeonato Mundial de Escalada. Thais já confirmou presença na competição. Felipe vai ficar de fora, mas pretende representar o Brasil em uma das etapas da Copa do Mundo de Dificuldade.

O Campeonato Brasileiro de Boulder com certeza foi um grande sucesso. A organização e a estrutura  foram realmente de primeira, e o Pedro Leite e a Lili Espíndola da Adrena estão de parabéns pelo grande evento, fruto de bastante esforço e dedicação. Que o ano que vem possamos mais uma vez ter um circuito brasileiro de boulder, quem sabe fazendo parada em mais cidades, com mais apoio e dando mais uma vez um show de escalada para um público cada vez maior.

 

Podium Master feminino (Foto: 4Climb)

Podium Master masculino (Foto: 4Climb)

 

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Campeonato Brasileiro e Copa do Mundo de Boulder

23
Aug

Esse final de semana vai ser cheio pra quem gosta de competições de boulder. Durante o sábado e o domingo vai estar acontecendo duas importantes competições: a etapa final do Campeonato Brasileiro de Boulder e a última etapa da Copa do Mundo de Boulder.

O Campeonato Brasileiro de Boulder, primeiro circuito de boulder a ser disputado no Brasil, chega na sua última etapa, em Belo Horizonte, com seus vencedores já definidos. Felipe Camargo e Thais Makino já garantiram o título com as vitórias nas duas primeiras etapas no Rio de Janeiro e em São Bento do Sapucaí, deixando a disputa aberta somente pelos dois outros lugares no pódium. Mas não é só a colocação da categoria Master que a última etapa vai definir. Também vamos ter a definição dos campeões nas categorias Juvenis, Infantil, Amadoras e Paraclimbing, assim como a composição do  primeiro ranking brasileiro de boulder. A novidade dessa etapa vai ser a disputa do Campeonato Brasileiro de Slackline, simultaneamente às disputas do boulder. Ambas competições vão acontecer na Praça do Papa, um dos cartões postais da capital mineira, e prometem dar mais um espetáculo ao ar livre.

Mais uma vez o Desce daí, doido! vai estar presente numa etapa do brasileiro, cobrindo a competição, e com esse que vos escreve participando da disputa na categoria Amador, querendo abocanhar o primeiro lugar no ranking brasileiro. A ansiedade está grande para mais essa etapa. A disputa em SBS já trouxe várias novidades em relação à primeira etapa onde estive presente, no Rio, e dessa se espera ainda mais. Um dos destaques dessa competição vai estar com certeza nos novos módulos que serão adicionados no muro, oferecendo mais opções ao routesetter Belê, e que não vai deixar nada a dever ao outro campeonato que vai acontecer ao mesmo tempo, mas lá em Munique: a etapa final da Copa do Mundo de Boulder.

Depois de cinco etapas disputadas na China, Eslovênia, Áustria e Estados Unidos, a Copa do Mundo de Boulder chega na etapa final. Na disputa feminina, o primeiro lugar já está garantido. A austríaca Anna Stöhr já confirmou o primeiro lugar na etapa passada em Vail, onde conseguiu sua segunda vitória na temporada e não pode mais ser ultrapassada por nenhuma das concorrentes (já que a classificação final só leva em conta os 5 melhores resultados). A grande favorita para o segundo lugar, a britânica Shauna Coxsey, infelizmente quebrou a perna escalando e vai ficar de fora dessa última etapa, deixando o caminho um pouco livre para a japonesa Akyo Noguchi, que vai ter que terminar pelo menos em terceiro se quiser ficar com o segundo lugar na classificação final. A eslovena Mina Markovic ainda tem chances matemáticas de ficar com o segundo. Para isso ela tem que obrigatoriamente ganhar essa etapa e torcer para a Akyo não passar da terceira colocação.

Entre os homens a disputa do título ainda está completamente aberta. Kilian Fischhuber e Rustam Gelmanov estão empatados em primeiro, com 345 pontos cada, o que vai deixar a disputa bem interessante. Quem ficar na frente, leva o título da Copa do Mundo. Esse seria o primeiro do russo, enquanto para Kilian seria o sexto título de Copa do Mundo. Jakob Schubert não tem mais chances matemáticas de brigar pelo título, nem por um eventual segundo lugar. A disputa dele vai ser com o francês Guillaume Glairon-Mondet, pela terceira colocação.

Então pra quem curte competições, o final de semana tem essas duas ótimas opções. Pra quem vai estar em BH, é completamente imperdível o Campeonato Brasileiro, que acontece a partir das 13h do sábado, e tem as finais no domingo de tarde. Pra quem não estiver na capital mineira vai poder acompanhar o que vai estar rolando nas finais de domingo através dos comentários ao vivo pela fanpage do Desce daí, doido no Facebook.

Já a Copa do Mundo você pode acompanhar ao vivo pela internet, pelo site www.ifsc.tv, com as eliminatórias acontecendo no sábado e as semifinais e finais no domingo.

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