jump to navigation
25 ago 2010

A imagem que sempre vem na mente de praticamente qualquer pessoa quando se fala em escalada, é o Everest. A maior montanha do planeta, o pico mais alto da terra. Desde que foi confirmado como sendo o ponto culminante da terra, no final do século XIX, a montanha virou o objetivo principal de 9 entre 10 alpinistas no mundo inteiro.

Embora seja consenso entre todos que os primeiros a alcançar o cume, em 1953, foram o neozolandês  Edmund Hillary e o nepalês Tenzing Norgay, uma velha dúvida ainda pairava. No dia 8 de junho de 1924, dois escaladores britânicos, George Mallory e Andrew Irvine, deixaram o campo avançado e se dirigiram ao cume. Durante a subida uma névoa encobriu o topo, mas testemunhas afirmam terem visto a silhueta dos dois avançando em direção ao objetivo. Essa foi a última vez que os dois foram vistos. Durante muito tempo se cogitou se os dois teriam conseguido alcançar o cume, mas por falta de provas, os créditos da primeira ascensão ficaram com Hillary e Norgay.

Contudo, a lenda de Mallory e Irvine alcançando o cume ainda permaneceu. Mas talvez só até hoje. Um recente estudo efetuado por meteorologistas de Toronto, baseado nos dados recolhidos pela própria expedição de Mallory e Irvine, aponta que seria impossível os dois terem alcançado o cume naquele dia. Os cientistas afirmam que seria impossível eles terem sobrevivido à “tempestade perfeita” que assolou a montanha na data da investida.

Segundo os dados, a tempestade provocou uma brusca queda na pressão barométrica, levando os níveis de oxigênio à padrões insuportaveis, que matariam qualquer um que estivesse se aproximando do cume.  Os dados apontam para uma queda em torno de 18 milibares de pressão atmosférica no campo base. Como comparação, durante o desastre de 1996, quando 8 escaladores morreram durante uma severa tempestade no Everest, a queda de pressão registrada foi de apenas 8 milibares.  Sem contar que em 1996 o uso de oxigênio suplementar era uma prática corriqueira, muito diferente da época de Mallory e Irvine.

Os pesquisadores esperam com essa pesquisa ter solucionado de  uma vez por todas o mistérios que pairava sobre o desaparecimento de Mallory e Irvine, e que o estudo sirva de base para que os futuros escaladores saibam o que irão enfrentar quando estiverem em condições parecidas à da dupla britânica.

Fonte: Desnível

|
Postado por Neudson em : Texto, alta montanha, 4 comentários
23 ago 2010

O montanhista cearense, Rosier Alexandre, faz hoje à noite palestra sobre a sua mais recente expedição, que teve como objetivo a conquista do cume do monte McKinley. Rosier não conseguiu chegar ao cume, mas ficou à apenas 60 metros do ponto mais alto da América do Norte.

Na palestra Rosier vai expor fotos, vídeos e contar os detalhes da expedição. Ao final da palestra Rosier fará a exposição dos equipamentos utilizados na empreitada.

Serviço:

Palestra Expedição McKinley
Local: Federação das Indústrias do Estado do Ceará – FIEC

Hora: 19hs
Endereço: Avenida Barão de Studart, 1980
Auditório José Flavio Costa Lima (térreo) –
Entrada franca

|
1 jul 2010

Ainda não foi dessa vez que o montanhista cearense Rosier Alexandre conseguiu chegar ao cume da montanha mais fria do planeta, o monte McKinley, no Alaska. Na madrugada da segunda-feira, 21 de Junho, Rosier e mais 4 brasileiros que tentavam o cume tiveram que desistir, a apenas 63 metros do ponto mais alto da montanha.

A decisão de desistir do ataque ao cume se deu devido às baixas temperaturas, ao vento constante e à grande quantidade de neve acumulada. A expedição já havia ficado 2 dias presa no acampamento devido à uma nevasca ininterrupta, que acumulou mais de 1 metro e meio de neve. Várias outras expedições desistiram do cume, confirmando a baixa taxa de sucesso prevista pelos “rangers” do parque para essa temporada.

Essa foi a primeira tentativa de escalar o monte Mckinley por parte de Rosier, e faz parte do projeto do montanhista de conquistar os 7 cumes do mundo, as maiores montanhas de cada continente. Ele já conquistou uma dessas montanhas, o Aconcágua, na América do Sul e ainda pretende escalar o maior ícone do montanhismo mundial, o monte Everest.

|
Postado por Neudson em : alta montanha, notícias, 3 comentários