Adam Ondra encadena a Three Degrees of Separation

29
Jul

O escalador tcheco Adam Ondra, conseguiu esses dias a segunda ascensão da via Three Degrees of Separation em Ceüse, e sugeriu o grau mais alto de 12a (9a+ fr; 5.15a us). A via foi aberta e teve sua primeira ascensão pelas mãos de Chris Sharma em 2007, que havia sugerido o grau de 11c (9a fr; 5.14d us). Ondra agora diz que achou a via “a mais difícil de Ceüse”. Isso vindo de um escalador que já encadenou quase tudo de mais difícil pelo mundo, incluindo a mítica Biographie (Realization), primeiro 12a do mundo, não é pra se deixar de levar em consideração. Contudo ele amenizou a declaração, comentando que a via não encaixa no seu estilo, e por isso seria natural ele sentir a via como mais difícil.

Adam Ondra na Three Degrees of Separation

Adam Ondra na Three Degrees of Separation

De verdade, a Three Degrees of Separation foi uma via equipada por Chris Sharma justamente porque encaixava no seu estilo, extremamente dinâmico, e se diferenciava do estilo mais técnico de Ceüse. A via tem uma sequencia de três grandes botes em agarras perfeitas, numa seção completamente lisa da parede. Como disse Ondra, “algo muito raro de se encontrar em uma via na rocha, principalmente no meio da via.”

Ainda assim, existem indícios de que a via talvez seja realmente mais difícil do que o 11c originalmente proposto por Sharma. Comparando, a Biographie, via mais forte do pico francês, já recebeu várias cadenas desde a primeira ascensão de Chris Sharma em 2006, já a Three Degrees of Separation, depois de 8 anos, agora que recebe a segunda. E não foi por falta de tentativas. Alex Megos, que encadenou a Biographie com apenas um dia de tentativas e foi a primeira pessoa a escalar um 11c à vista, já tentou a via e ainda assim não conseguiu a cadena. O mesmo para Ethan Pringle, que recentemente encadenou o 12b da Jumbo Love em Clark Mountain.

Mas uma nova nota publicada na UKC News, informa que a via pode ser sim pelo menos um 12a. Mas isso não quer dizer que ela não era um 11c quando Sharma encadenou. Segundo a informação de um escalador que já trabalhou a via ao lado de Dave Graham, o escalador americano teria informado que uma agarra da parte de baixo da via havia quebrado, e que pode ter elevado bastante o grau da linha. Segundo consta, a primeira parte era algo em torno de 10b (8b fr; 5.13d us), mas com a quebra da agarra teria ido para algo em torno de 10c/11a (8c/+ fr; 5.14a/b us). Então seria completamente justificado a nova graduação proposta por Ondra. Agora é esperar uma terceira cadena, e ver o que diz o terceiro ascensonista.

ATUALIZAÇÃO: Tanto Chris Sharma quanto Dave Graham retificaram a informação acima da UKC News, e afirmaram categoricamente que nenhuma agarra da Three Degrees of Separation quebrou, e que a graduação da primeira parte da via sempre foi 10c/11a.

Fonte: Rock and Ice, Planet Mountain

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Ramon Julian e Mina Markovic vencem em Chamonix

15
Jul

Esse final de semana aconteceu a primeira etapa da Copa do Mundo de Dificuldade, em Chamonix na França. Como sempre, foi um grande evento, com um público impressionante presente desde o começo, e uma verdadeira multidão acompanhando a final.

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Nessa etapa, o escalador paulista Felipe Camargo esteve presente, mas não conseguiu obter o resultado que esperava. Felipe acabou, segundo ele mesmo, cometendo um erro e terminou a fase classificatória em 60º. Bem longe dos 26 que passaram para a semi-final.

Presentes nas finais, estavam obviamente, alguns dos maiores nomes da escalada atualmente, mas quem chamou realmente a atenção foram os nomes da nova geração, que deram trabalho para os veteranos e quase saíram de lá com a vitória.

No lado feminino, esperava-se mais um passeio da coreana Jain Kim, que não deu chances para ninguém em 2014. Mas o que vimos foi duas jovens atletas roubarem a cena. A primeira foi a austríaca Jessica Pilz, de 18 anos, que chegou muito perto do top, o que a deixava muito perto de um lugar no podium, esperando apenas o resultado das últimas 3 atletas. Em seguida veio Jain Kim, que acabou caindo mais cedo que o esperado, entregando um lugar no podium de bandeja para Pilz. Faltavam apenas as duas atletas da Eslovênia, Janja Garnbret, de 16 anos, e a veterana e várias vezes campeã de etapas da Copa do Mundo, Mina Markovic. Janja entrou primeiro e escalando com uma leveza e precisão impressionante, alcançou o top e jogou para Mina a responsabilidade de também fazer top para ser campeã. Mas Mina mostrou toda a sua experiência, chegou no top, e garantiu a primeira vitória da temporada. Janja Garnbret ficou com um ótimo segundo, e Jessica Pilz garantiu o terceiro.

No lado masculino, a final começou pegando fogo com o escalador alemão Sebastien Halenke, de apenas 18 anos, jogando pra cima o nível e quase fazendo top na via. Mal sabia ele, mas com aquela performance eles estaria garantindo um lugar no podium. O segundo a entrar foi Ramon Julian, que como sempre sentiu dificuldades por conta da sua pouca altura, por duas vezes perdeu os pés e teve que segurar pra não cair. Mas mostrando uma resistência sem igual, Ramon seguiu até o fim, e caiu tocando a agarra final! O único a se aproximar de Ramon foi Adam Ondra. O tcheco escalou com a sua rapidez e precisão já conhecida, e chegou fácil no trecho final da via. Mas a pressa acabou tirando a vitória de Ondra, que tentou alcançar a agarra do top a partir da agarra 52, sem dominar a agarra 53, como havia feito Ramon. As duas agarras estavam muito próximas, e isso pode ter confundido Ondra. Nenhum outro escalador chegou tão alto quanto Halenke, Ondra e Ramon, que ficaram respectivamente em terceiro, segundo, e primeiro lugar.

A Copa do Mundo agora segue para Briançon, já nesse final de semana, e mais uma vez Felipe Camargo vai estar disputando. Vamos torcer para que ele obtenha um melhor resultado, quem sabe uma semifinal.

Copa do Mundo de Dificuldade – Chamonix

Masculino

1. Ramon Julian (ESP)

2. Adam Ondra (TCH)

3. Sebastien Halenke (ALE)

4. Romain Desgranges (FRA)

5. Gautier Supper (FRA)

6. Jakob Schubert (AUT)

7. Stefano Ghisholfi (ITA)

8. Dmitrii Fakirianov (RUS)

Feminino

1. Mina Markovic (ESL)

2. Janja Garnbret (ESL)

3. Jessia Pilz (AUT)

4. Anak Verhoeven (BEL)

5. Jain Kim (COR)

6. Helene Janicot (FRA)

7. Dinara Fakhritdinova (RUS)

8. Aya Onoe (JAP)

Resultado completo aqui!

 

 

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Rio Boulder, primeiro festival de boulder na cidade maravilhosa

10
Jun

E o mês de junho chegou, trazendo o frio na região sudeste, e com ele a temporada oficial dos festivais de boulder pelo Brasil. E esse ano a novidade da rota dos festivais de boulder é o Rio Boulder, primeiro festival de boulder organizado na cidade maravilhosa, e que esse ano terá como palco os blocos da Urca.

Rio Boulder

A organização está mandando muito bem na divulgação do evento, que está com uma apresentação bem profissional, e se o restante seguir esse rumo, com certeza vai ser um dos melhores festivais de boulders do Brasil, e deve colocar de vez o Rio na rota dos escaladores de boulder nacionais, com seus vários setores espalhados pela cidade.

As inscrições para o festival já estão abertas, e o kit premium para os 50 primeiros inscritos conta com camiseta (muito irada por sinal), escovinha e chinelo (que bela sacada). A inscrição ainda dá direito a um lual, descontos nos restaurantes parceiros, e estadia em um albergue a 15 minutos do local do evento por módicos R$20 a diária (com café da manhã).

Realmente tenho que dizer que fiquei surpreso com tudo envolvendo esse evento, e é uma pena que não vou poder ir. Vou ter que ficar em casa chupando o dedo sujo de magnésio.

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Ethan Pringle faz segunda ascensão da Jumbo Love 12b

18
May

Finalmente saiu a segunda cadena do primeiro 12b do mundo! Depois de longos 7 anos, Ethan Pringle finalmente conseguiu encadenar a longa e extenuante Jumbo Love, em Clark Mountain, que foi escalada pela primeira vez por Chris Sharma, ainda em 2008, e inaugurou o difícil grau de 12b (9b fr; 5.15b us) no mundo.

Ethan Pringle na Jumbo Love (Foto: Adam Sanders)

Ethan Pringle na Jumbo Love (Foto: Adam Sanders)

 

Em entrevisa para a Rock and Ice ano passado, Pringle comentou que a via é “dura, longa e muito foda!”, e que é “ela é imensa, muito exposta, e basicamente o mais longo que você pode ter, já que você chega no final da parede e faz a virada.” A via é tão longa, que para escalá-la é necessário uma corda especial de 100 m, que mesmo assim não vai ser suficiente para lhe descer lá de cima.

Pringle já vinha tentando a via desde 2007, quando dividiu esforços com Chris Sharma e Chris Lindner. Sharma conseguiu a cadena, mas Pringle continuou no projeto ao longo dos anos, com a mesma motivação. O escalador comentou que “a via é muito próxima do meu limite físico, então é algo realmente inspirador para mim”. A o crux mental para Pringle foi a dificuldade e a extensão da via. “Se eu não estou me sentindo na minha melhor forma quando estou tentando ela, eu me sinto ainda menor e intimidado”, disse Pringle na entrevista, “mas isso faz parte do jogo – ter que superar a intimidação”.

Pringle, apesar de não estar muito nos holofotes da mídia de escalada, já conseguiu alguns grandes feitos, incluindo a cadena da Biographie 12a, o 11c da Era Vella, o boulder Wheel of Life V15, e a famosa Cobra Crack, em Squamish, cotada na casa do 11º grau.

Fonte: Rock and Ice

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Dean Potter morre em acidente de Base Jump

18
May

Ontem à noite a comunidade de escalada foi pega de surpresa com uma notícia muito triste. Mais um grande nome da escalada mundial se vai muito cedo, e dessa vez foi Dean Potter.

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Ainda não se tem detalhes sobre o que pode ter acontecido, tudo que se sabe é que Dean Potter, e um parceiro de Base Jump, morreram ao fazer um salto ontem em Yosemite.

Dean Potter tinha 43 anos, e era um dos maiores nomes da escalada em rocha mundial, e um atleta destacado também no highline e no base jump. Dean foi por várias vezes o detentor do recorde de velocidade da The Nose, ao lado do escalador Timmy O’Neil e do também falecido, Sean Leary, e ficou marcado também por várias escaladas em solo, como o El Capitan e o Half Dome em um dia.

Ao iniciar a prática do Base Jump, Dean enxergou a possibilidade de unir a modalidade com a escalada e elevar o nível do solo, criando o que ele batizou de Free Base, uma escalada em solo usando um paraquedas.

Mas a vida de Dean também foi marcada de polêmicas, como a escalada do Delicate Arch em Utah, que causou a perda da maioria dos seus patrocinadores na época, e acabou levando também à sua separação da escaladora Steph Davis.

É uma pena que mais um grande escalador tenha que ir tão cedo. Mas todos sabemos que figuras como Dean Potter e tantos outros, vivem no limite, e na verdade sabem que a morte pode estar logo ali. Mas a vontade de chegar cada vez mais perto do limite quase sempre os leva um pouco além. Pelo menos Dean se foi fazendo o que mais amava, o que colocava mais perto de algo maior.

Descanse em paz, Dean Potter!

Fonte: Climbing Magazine

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Abertura de Temporada de Escalada na Serra do Cipó

11
May

Alguns poucos picos de escalada podem ser considerados “mecas” para os escaladores. Aqui no Brasil, para os escaladores esportivos, a Serra do Cipó é uma verdadeira meca! Conheço gente que garante a peregrinação obrigatório todo santo ano! Agora contando com uma associação de escaladores locais (a AESC), a Serra do Cipó vai promover seu primeiro evento de Abertura de Temporada de Escalada, que acontece agora no final de Maio, entre os dias 29 e 31.

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O evento vai comemorar os 30 anos de escalada na Serra do Cipó, vai marcar o lançamento do Guia de Escalada Esportiva da Serra do Cipó, e vai contar com a realização de um Festival Open de Boulder, válido para o Ranking Mineiro!

O Open de Boulder acontecerá no dia 30, sábado,  na praça da Serra do Cipó. A competição terá as categorias Master, masculino e feminino, e Amador, masculino e feminino, divididos por faixa etária (até 18 anos, 19 a 40, acima de 40). Os primeiros colocados da categoria Master terão premiação em dinheiro!

As inscrições já estão abertas para o evento e mais informações podem ser encontradas no site: http://serradocipoaesc.blogspot.com.br

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E o campeão brasileiro é…

11
May

Com certeza você, leitor antenado com o mundo da escalada nacional, já notou que o cenário de competições nacionais está um tanto, digamos, confuso. Não é à toa. Afinal de contas, nós saímos de um cenário onde não estavam acontecendo campeonatos brasileiros, pra uma realidade onde hoje temos 2 e não apenas um. Olha ai, que legal! Não é? Bem, nem tanto.

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E o campeão brasileiro é…

Vou tentar escrever aqui sobre o que está rolando, e obviamente, vou me posicionar em relação ao que eu acho mais correto e mais justo.

O que rola: Até 2012 a CBME era a única entidade que governava a escalada no Brasil. Isso incluindo as competições. A CBME, até aquele ano, era obviamente filiada ao órgão máximo da escalada mundial, o IFSC, International Federation of Sport Climbing. É público e notório, que nunca foi fácil organizar competições no Brasil, e a CBME sempre teve dificuldades em manter um calendário de competições constante. Em 2013, depois de um ano sem nenhuma etapa de Campeonato Brasileiro, seja de Boulder ou Dificuldade, a CBME anunciou que estava se desfiliando do IFSC, por não ter recursos para pagar a anuidade de membro, que gira em terno dos 2mil Euros. Isso deixou alguns atletas que estavam se preparando para campeonatos mundiais desnorteados, e jogou incertezas no cenário de competições nacional, já meio ruim das pernas.

No meio dessa discussão toda, um grupo de atletas resolveu criar uma nova entidade para tentar colocar as competições de volta nos trilhos, e se dedicar somente ao aspecto competitivo da escalada. Buscou o apoio do IFSC, e em 2014 nasceu a ABEE, Associação Brasileira de Escalada Esportiva, que passou a ser a única entidade representante do IFSC em terras tupiniquins. Ainda em 2014 a ABEE organizou o seu Campeonato Brasileiro de Boulder e de Dificuldade, que teve uma participação muito boa dos atletas, e recebeu vários elogios. As competições serviram para criar o Ranking Brasileiro das duas modalidades, em suas diversas categorias.

Veio 2015, e a ABEE já estava com tudo engatilhado para mais um ano de competições, buscando manter o compromisso que assumiu publicamente de manter um calendário de competições constante. A CBME então anuncia uma competição organizada por ela, que também chama de Campeonato Brasileiro.

E agora? Qual dos dois é o oficial? Temos duas entidades independentes, que estão “brigando” para ser a detentora da mais importante competição de escalada do país. Como dizer qual é o mais relevante e que merece ostentar o título de “Campeonato Brasileiro de Escalada”? Afinal de contas, como no Highlander, “There can be only one”!

Eu tenho minha opinião formada, que é meramente pessoal. Não tem pretensão de ser decisão final. Tem uma certa dose de passionalidade, já que estou envolvido com a ABEE, mas nem por isso deixa de se basear em aspectos concretos, os quais vou enumerar.

No meu modo de ver, essa querela toda se resume basicamente a dois pontos, para decidir quem vai ser o “dono” do Campeonato Brasileiro de Escalada: Representatividade e Responsabilidade.

No quesito representatividade entra dois aspectos. O primeiro diz respeito à representatividade da instituição para os atletas. Os atletas reconhecem aquela instituição como a mais importante, a principal? Se sentem representados por ela? No cenário brasileiro, representatividade sempre foi um problema entre escaladores e entidades. No campo das competições mais ainda. A ABEE veio de certa forma preencher essa lacuna. Embora eu não possa dizer ainda de que ela goza de total reciprocidade de representatividade com seus filiados, a adesão das competições, mesmo com a necessidade de se filiar diretamente a ABEE para competir, dá uma boa mostra de que a ABEE foi muito bem recebida pelos atletas, e que essa relação só tende a se fortalecer.

No segundo aspecto entra a da representatividade à nível internacional. A ABEE é a única entidade filiada ao IFSC aqui no Brasil. É preciso deixar claro que enquanto a ABEE for membro do IFSC, nenhuma outra entidade nacional pode ser. E não há espaço para disputas. A vaga é da ABEE, e só vai deixar de ser se ela escolher se desfiliar, ou o IFSC a expulsar. Logo, a ABEE é a única que pode licenciar atletas para competir em mundiais. Isso acaba dando mais peso ao Ranking ABEE, que vai ser o único reconhecido internacionalmente, e que com o tempo, deve servir de base para formar uma seleção brasileira de escalada que irá representar o país nas competições oficiais IFSC. O mesmo não pode ser dito da CBME, que por escolha própria resolveu se desfiliar do IFSC, abrindo mão dessa representatividade internacional.

No campo da responsabilidade, temos que ver quem está realmente assumindo o compromisso em manter as competições acontecendo, custe o que custar. Todos sabemos que organizar competições no atual cenário nacional é bastante difícil. Por vezes frustrante. Mas se uma entidade quer organizar o “Campeonato Brasileiro de Escalada”, com toda a autoridade, ela tem que estar 100% comprometida em assumir a responsabilidade pela realização dos eventos.

Em 2013, o ano que não tivemos competições nacionais, eu lembro muito bem que a CBME de certa forma se eximiu da responsabilidade de organizar as competições, deixando ela praticamente toda nas mãos das Federações estaduais, que além de terem que pagar uma taxa para receber o evento, assumiam total risco financeiro de organizar as etapas. No papel, é extremamente profissional, e creio que funcione assim no nível IFSC/Federações Nacionais. Mas na realidade brasileira, onde as Federações mal têm dinheiro para pagar a anuidade da CBME, é algo completamente inviável. O que aconteceu foi que Federação nenhuma se interessou em realizar etapas em 2013 nesses termos, e a CBME em vez de assumir a responsabilidade e arregaçar as mangas ela mesma, deixou pra lá.

A ABEE já tem uma abordagem diferente. As parcerias foram firmadas diretamente entre ABEE e os ginásios, únicos espaços hoje capazes de realizar competições desse porte. O ginásio assume parte da responsabilidade da organização e de conseguir recursos, mas a ABEE age ativamente na organização e na busca de recursos, e assume total responsabilidade de fazer fechar o caixa caso seja necessário. Ou seja, a ABEE está disposta a engolir o prejuízo financeiro caso a etapa não se pague. Tudo para fazer o evento acontecer.

Colocando tudo isso, pra mim fica claro que a ABEE é oficialmente a representante maior do aspecto competitivo da escalada hoje no Brasil. Pois tanto tem o respaldo internacional do IFSC, como assume total responsabilidade em manter as competições acontecendo. Logo, se tem alguma entidade que poderia “coroar” um campeão ou campeã brasileiros de escalada, seria ABEE.

Obviamente que isso não se encerra aí. Os atletas tem um peso nessa decisão, e é inevitável que vá existir alguma divisão entre eles. Mas esse é o momento de cada um fazer uma análise do cenário e pesar o que vai ser melhor para o esporte no longo prazo. Eu sinceramente acredito que o melhor seja a ABEE.

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Jonas Leffeck e Camila Macedo vencem o Campeonato Brasileiro de Boulder 2015

29
Apr

Nesse sábado último aconteceu em Porto Alegre, no ginásio de escalada On Sight, a etapa única do Campeonato Brasileiro de Escalada, modalidade boulder. Dessa vez a distância ainda maior e a falta de tempo (leia-se dinheiro) me impediu de competir e conferir ao vivo mais esse Brasileiro de Boulder.

Alguns dos melhores atletas do Brasil estiveram presente em Porto Alegre, apesar de ausências importantes, como o do campeão do ano passado, o paulista Felipe Camargo e o vice, Pedro Raphael Medeiros. Entre as mulheres também foram sentidas algumas ausências em relação ao ano passado,  como Patrícia Antunes, que se machucou de última hora, entre outras. Mas as ausências não estragaram a festa, nem diminuíram o espetáculo que foi muito bem orquestrado pela equipe de routesetters coordenada por André Berezoski.

Assim como no ano passado, a fase classificatória aconteceu em modelo festival, onde todos escalavam juntos e somavam pontos. Depois dessa rodada classificatória, 7 homens e 6 mulheres avançaram para a final onde disputaram o título brasileiro em 3 boulders, no melhor estilo IFSC.

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Jonas Leffeck em um dos boulders da Final (Foto: Fil Giuriatti)

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Camila Macedo em um dos boulders da final (Foto: Fil Giuriatti)

 

Após os 3 boulders, o catarinense de Campo Belo, Jonas Leffeck se sagrou pela primeira vez Campeão Brasileiro de Boulder, com Felipe Ho em segundo, e Alexandre Rajagopalan em terceiro. No feminino quem ficou com a vitória, garantindo o bicampeonato, foi a paranaense Camila Macedo, com Janine Cardoso ficando em segundo e Bianca Castro em terceiro.

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Podium Pro Masculino (Foto: Fil Giuriatti)

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Podium Pro Feminino (Foto: Fil Giuriatti)

No Juvenil, Alex Mendes ficou com o título, com Matheus Buschle em segundo. No Junior, o primeiro foi Felipe Ho, com Ian Padilha em segundo e Gabriel Mariutti em terceiro. No amador masculino, o campeão foi o paulista Nicolas Chang, com Ulisses Sato em segundo, e Otavio Bitencourt em terceiro. No amador feminino quem ficou com o título foi a gaúcha Patrícia Alves, com Mariana Avellar em segundo e Juliana Frare em terceiro. O Sênior teve o mineiro Fábio Emídio em primeiro, com Zico Nery em segundo e Haroldo Diniz em terceiro.

Agora o calendário oficial de competições da ABEE prossegue em Julho com o Campeonato Brasileiro Juvenil de Escalada de Dificuldade em Curitiba, e o Campeonato Brasileiro de Escalada de Dificuldade no segundo semestre em Belo Horizonte.

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Atletas e organização reunidos (Foto: Fil Giuriatti)

Campeonato Brasileiro de Escalada 2015 – Modalidade Boulder

Pro Masculino

1. Jonas Leffeck (SC)

2. Felipe Ho (SP)

3. Alexandre Rajagopalan (SP)

4. Matheus Veloso (SC)

5. Flávio Cantelli (PR)

6. Melquior Saviotti (MG)

7. Gustavo Veiga (MG)

Pro Feminino

1. Camila Macedo (PR)

2. Janine Cardoso (SP)

3. Bianca Castro (RJ)

4. Thais Makino (SP)

5. Andreia Rissi  (SC)

6. Anna Shaw (SP)

Juvenil Masculino

1. Alex Mendes (MG)

2. Matheus Buschle (PR)

Junior Masculino

1. Felipe Ho (SP)

2. Ian Padilha (PR)

3. Gabriel Mariutti (SP)

Amador Masculino

1. Nicolas Chang (SP)

2. Ulisses Sato (PR)

3. Otavio Bitencourt (RS)

Amador Feminino

1. Patrícia Alves (RS)

2. Mariana Avellar (MG)

3. Juliana Frare (RS)

Senior Masculino

1. Fabio Emidio (MG)

2. Zico Nery (RS)

3. Haroldo Diniz (MG)

 

 

 

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Inscrições abertas para o 14º EENe em Quixadá

7
Apr

Já estão abertas as inscrições para a 14º edição do Encontro dos Escaladores do Nordeste, EENe, evento já mais que consolidado no calendário nacional e que a cada nova edição se firma como um dos maiores eventos de escalada do Brasil. Esse ano o encontro acontece na cidade cearense de Quixadá (que já foi sede do evento em 2006) de 05 a 07 de Setembro, e será organizado pela Associação Cearense de Escalada Esportiva, ACEE.

 

Dessa vez o evento deve trazer novidades, como um novo setor de escalada esportiva e um setor de boulder, que adicionam mais variedade de escolhas para quem vier conhecer os monólitos de Quixadá. Para a edição desse ano já está fechada a participação da escaladora paulista Janine Cardoso, que vem mais uma vez palestrar no evento, e novos nomes devem ser anunciados em breve.

Para efetuar a sua inscrição, acesse o site oficial do EENe, preencha o formulário eletrônico. Até o dia 30 de Junho as inscrições estão com preços promocionais no valor de R$ 60,00, e os inscritos até essa data também tem a chance de ganhar um capacete Half Dome da Black Diamond. Do dia 01 de Julho ao dia 31 de Agosto, as inscrições passam a ser R$ 70,00, e de 01 de Setembro até a data do encontro, R$ 80,00. A inscrição dá direito ao alojamento, Guia de Escalada de Quixadá, e participar das palestras, oficinas (com vagas limitadas), assim como os sorteios que acontecem em todas as edições.

 

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Ashima Shiraishi encadena a Neanderthal 12b

1
Apr

A monstrinha Ashima Shiraishi conseguiu algo completamente inédito ontem em Santa Linya. Depois de encadenar duas vias na casa do 11c/12a com poucos dias de tentativas, a baixinha conseguiu ontem a cadena do seu primeiro 12b (9b fr; 5.15b us), com a via Neanderthal.

Ashima na Neanderthal 12b (ou seria 11c?)

Ashima na Neanderthal 12b (ou seria 11c?)

Ashima comentou em sua conta no Instagram, que não sabe como Chris Sharma demorou tanto para fazer o FA da via, e que escalar a linha pareceu “brincadeira de criança” para ela. Ashima ainda declarou que apesar de ficar feliz de ter encadenado o seu primeiro 12b, acha que seria mais justo decotar a via para 11c, já que foi “tão fácil”.

Depois dessa cadena, Ashima disse que agora quer viajar até a Noruega, e dedicar uns 3 dias para dar uns peguinhas na Change 12c de Adam Ondra.

Fonte: Sensacionalista.com

 

 

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