Felipe Ho fica de fora das semifinais do boulder em Arco

30
Aug

O boulder era para ser a especialidade de Felipe Ho, mas em se tratando de competições internacionais, é praticamente impossível disputar com os europeus nessa modalidade sem estar no circuito. E Felipe Ho sentiu isso na pele ontem em Arco.

Felipe Ho no boulder 4 das qualificatórias.

Felipe Ho no boulder 4 das qualificatórias. (Foto: Cesar Grosso)

Foram 4 boulders tentados e apenas uma agarra bônus dominada. Pode parecer pouco e decepcionante, mas basta olhar o resultado geral da competição para ver que os route setters não maneiraram para os garotos do Youth A. Apenas 6 atletas conseguiram mais de 1 top nos quatro boulders, e a grande maioria ficou mesmo apenas nas agarras bônus. Bastaria para Felipe ter conseguido apenas um top em 4 no máximo tentativas, e ele estaria nas semis, mas infelizmente não deu.

O que acontece? Geralmente nas qualificatórias os route setters criam os boulders mais estranhos possíveis, que necessitam de uma leitura apurada, boulders muito técnicos, que requerem bastante equilíbrio e bom posicionamento. Tudo isso para realmente deixar o máximo possível de atletas pelo caminho, já que apenas 20 podem ir para as semifinais. A julgar pelas fotos dos boulders de ontem, a grande maioria era assim. Pés pequenos, muito equilíbrio e uso “abusivo” dos módulos sem uma agarrinha sequer. Nesse cenário, quem se dá bem são os europeus, que participam da Copa do Mundo Juvenil, e já estão acostumados com o estilo. Para os de fora, incluindo até os americanos, fica mais difícil. Até mesmo o maior nome americano hoje, Kai Lightner, ficou de fora das semifinais.

Nas semifinais o estilo parece ter mudado (não houve transmissão online como divulgado pelo IFSC), já que os americanos que sofreram nas qualificatórias, acabaram garantindo duas vagas na final, com Shawn Raboutou e Benjamin Hannah, e gente como o suiço Baptiste Ometz, atual campeão europeu juvenil e um dos primeiros nas qualificatórias, acabou ficando de fora da final. Só quem manteve o bom desempenho das qualificatórias, foi o japonês Yoshiyuki Ogata e o francês Hugo Parmentier, o resto seguiu a regra “os últimos serão os primeiros”.

Fico imaginando se a história tivesse sido um pouco diferente, e Felipinho tivesse conseguido um top para ir às semis como ele se sairia nessa nova leva de problemas. Tenho a impressão, mesmo sem ter visto os boulders, que devem ter sido problemas mais dinâmicos, que favoreceriam o talento brasileiro, mas infelizmente não temos como saber.

Contudo, a competição não terminou para Felipe Ho. No final da semana ele volta para disputa em Arco, dessa vez nas vias. Vamos ver como ele se sai nessa nessa modalidade e qual resultado consegue trazer para o Brasil. Vamos continuar torcendo!

 

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Alex Megos faz a primeira repetição de 12a em Flatanger

27
Aug

O escalador alemão Alex Megos conseguiu ontem ser a primeira pessoa a repetir o monstruoso 12a (9a+ fr; 5.15a us) de 60 metros, Thor’s Hammer, FA de Adam Ondra na caverna de Flatanger na Noruega.

Alex Megos na Thor's Hammer 12a

Alex Megos na Thor’s Hammer 12a

Megos comentou que levou ao todo 3 dias para encadenar a via, e que achou mais difícil do que outros 12a que já escalou. A causa disso pode ser por ser uma via completamente diferente do que ele está acostumado, já que são 60 metros de um negativo de granito com inclinações de 55 a 85º. Megos levou ao todo 38 minutos para escalar a via, bem diferente dos seus “passeios” por vias do mesmo grau em Frankejura.

Adam Ondra comentou na época do FA que a Thor’s Hammer é um 12a “hard”, talvez um 12b “fácil”. Jakob Schubert, Daniel Woods e Ethan Pringle também estão na caverna trabalhando a via por mais alguns dias. Talvez teremos uma terceira opinião em breve.

Com esse 12a eu já perdi as contas de quantos 12a Alex Megos já encadenou. A única certeza é que ele ainda não tem nenhum 12b na sua lista de cadenas, e muitos se perguntam porque até agora ele não tentou. Mas com 11c à vista, e 12a escalado em um dia, caso da Biographie, não deve demorar muito para o alemão desencantar e adentrar no terreno dominado por Adam Ondra e Chris Sharma.

Fonte: UK Climbing

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Rafael Passos encadena novo V14 em Cocalzinho

19
Aug

No último dia 14 de agosto, com direito a chuva de meteoros como testemunha, o escalador brasiliense Rafael Passos conseguiu a cadena de um projeto de mais de 6 anos em Cocalzinho. A nova linha, batizada de Terapia Integral, foi cotada pelo escalador como um V14, segundo da sua carreira, que já havia feito a cadena do primeiro V14 do Brasil com o boulder Momento Histórico, também em Cocal.

Rafael Passos na cadena do Terapia Integral V14

Rafael Passos na cadena do Terapia Integral V14

Rafael comentou sobre o boulder no site 8a.nu dizendo que a linha tem uma “incrível técnica no trabalho de pés, movimentos difíceis, ritmo, resistência e precisão, esse boulder tem tudo que um escalador gosta especialmente lindos movimentos longos em agarras perfeitas”.

Com esse já são 4 os bouders de grau V14 brasileiros: Momento Histórico e Terapia Integral em Cocalzinho, Into The Wild em Ubatuba, e Libertadores em Ouro Preto. Os dois últimos com FA de Felipe Camargo.

Confira abaixo o teaser da cadena, e em breve sai o vídeo completo!

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Felipe Ho representa o Brasil no Mundial Juvenil em Arco

12
Aug

Já faz tempo que Felipe Ho deixou de ser promessa da escalada brasileira para se tornar uma empolgante realidade. Nos últimos anos o “moleque” de apenas 16 anos se estabeleceu como um dos mais fortes escaladores nacionais, com cadena de 10b nas vias e V13 nos boulders. Nas competições, Felipinho já se destaca no cenário nacional, sendo campeão Juvenil de boulder em 2014 e 2015,  de dificuldade em 2014, e tendo ficado com o vice campeonato brasileiro de dificuldade em 2014, e o vice campeonato brasileiro de boulder esse ano,  ambos na categoria principal.

Felipe Ho no Brasileiro de Dificuldade 2014 na Casa de Pedra em SP.

Felipe Ho no Brasileiro de Dificuldade 2014 na Casa de Pedra em SP.

Em setembro é a hora de Felipe Ho se testar no cenário internacional, na sua primeira participação no Campeonato Mundial Juvenil. A competição acontece em Arco, na Itália, entre 28 de agosto e 6 de setembro, e Felipinho é o único representante brasileiro na competição. Felipe vai competir tanto na modalidade boulder, quanto nas vias, e tem tudo para obter o melhor resultado brasileiro em um Mundial Juvenil. O melhor resultado alcançado até hoje havia sido de Rafael Takahace em 2010, no mundial em Edimburgo, ao obter a 42ª colocação no Juvenil B.

Mas a competição não vai ser fácil para Felipe, ele vai ter que encarar os melhores “young guns” do mundo, que já estão por ai batendo recordes e participando de competições internacionais nas categorias principais.

Com certeza um dos favoritos nas vias esse ano é o americano Kai Lightner, de 15 anos, campeão mundial juvenil ano passado e dono de expressivas cadenas na rocha. Outro americano de destaque é o jovem Drew Ruana, de também 15 anos, atual campeão juvenil americano, batendo Kai Lightner na final. O campeão juvenil europeu, Stefano Carnati, também está na briga, assim como o terceiro lugar no mundial do ano passado, o coreano Miyoung Lee.

Nos boulders é um pouco mais difícil de apontar favoritos, mas no Europeu Juvenil quem levou a melhor foi o britânico Aidan Roberts. Já nos EUA o campeão nacional juvenil de boulder foi Kai Lightner, seguido de perto por Sean Raboutou.

Esses são com certeza os nomes mais fortes para esse mundial, e vai ser interessante ver como Felipinho se sai frente a gente desse calibre, com mais experiência em competições, e toda uma infraestrutura de treinos que não temos aqui.

É difícil chutar uma posição para Felipe Ho nesse mundial. Em tese Felipe deve se dar melhor nos boulders, já que essa é a sua especialidade. Contudo o estilo dos problemas em mundiais são bem específicos e dificultam bastante a vida de quem não participa do circuito mundial. Ainda assim, não acharia algo improvável Felipe ficar entre os 26 primeiros e conseguir uma vaga nas semis. Uma vaga na final já é algo mais difícil, mas não se pode descartar por completo. Nas vias os outros nomes estão em um nível bem acima e fica mais difícil uma vaga nas semis, mas ainda assim há chances de Felipe sair desse mundial com o melhor resultado de um brasileiro em um Mundial.

O que resta agora é torcer!

 

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Little Up Productions lança o projeto Escalatrizes

4
Aug

Quem conhece a fundo a produção de vídeos de escalada nacional com certeza já assistiu a algo produzido pela Little Up Productions, comandada pelos amigos mais irreverentes da “escalagem” nacional, João Ricardo e Raphael Gibara.

Depois de um tempo no limpo, com pequenos vídeos saindo aqui e ali, a Little Up agora está de volta com um novo projeto, a websérie Escalatrizes, que vai buscar fomentar um pouco mais da escalada feminina, e mostrar que escalada é sim esporte de mulher.

Projeto Escalatrizes foca na escalada feminina

Deixo então com vocês, a apresentação oficial do projeto pelas palavras da própria produtora!

O novo projeto encabeçado pela Little Up Productions – “Escalatrizes” – tem como foco mostrar um pouco da escalada feminina e fomentar o desenvolvimento da presença das mulheres no esporte. Em 2015, a LUP tomou essa iniciativa e consolidou a primeira temporada da websérie, que será lançada em agosto do mesmo ano. 

O nome “Escalatrizes” foi dado em função de uma brincadeira feita com a linguagem, com a simples justificativa de que se existem atrizes, imperatrizes e embaixatrizes, por quais motivos não teríamos escalatrizes? Além disso, é uma forma de subverter o convencionalismo… Afinal, por quais motivos o substantivo masculino tem que estabelecer a regra de formação do substantivo feminino? Então, ao invés de escaladoras, que seria o convencional e determinado pelas ideologias mais presentes, houve a subversão à regra e escolheu-se “Escalatrizes”, como forma de firmar a identidade feminina dentro do esporte escalada. Revolução! Sim, é uma questão ideológica.

Infelizmente, a ideia inicial era fazer uma websérie bem complexa, de forma a retratar o universo de algumas escalatrizes, demonstrar como elas conciliam a escalada ao quotidiano e ainda mostrar como é o desenvolvimento do esporte a partir do ponto de vista feminino. Entretanto, a falta de tempo é a tônica que prepondera nos bastidores da produtora amadora… Então, para as imagens não caírem no esquecimento de algum HD perdido pelo mundo, a LUP reuniu parte do material nesta pequena websérie e abriu mão do caráter documental (pêsames). 

A primeira temporada será dividida em três episódios, que foram filmados nas regiões da Serra do Cipó (MG), São Bento do Sapucaí (SP) e Ubatuba (SP), no início de 2015. O enredo dos pequenos episódios é apenas escalada, escalada, escalada e mais escalada, com um plus de atividades circenses, conforme todos podem conferir no teaser lançado em Julho de 2015. Os dois primeiros capítulos serão disponibilizados na primeira e na segunda quinzena de Agosto (2015), respectivamente, e o último capítulo na primeira quinzena de Setembro (2015).

A LUP acredita que mesmo sem atingir as expectativas iniciais de fazer um mini-documentário sobre o desenvolvimento da escalada feminina, o trabalho irá preencher as expectativas e fomentar um pouco mais a escalada feminina. Tudo será permeado pela irreverência típica dos vídeos da produtora com o saudoso momento “c’est bon”, além de muita gambiarra e falta de profissionalismo.

Esperamos que todos gostem do que foi feito e aguardamos candidatas para as próximas temporadas! 

Antes que eu me esqueça. Fiquem ligados pois o primeiro episódio já sai essa semana! Enquanto isso, curtam o teaser!

 

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Adam Ondra encadena a Three Degrees of Separation

29
Jul

O escalador tcheco Adam Ondra, conseguiu esses dias a segunda ascensão da via Three Degrees of Separation em Ceüse, e sugeriu o grau mais alto de 12a (9a+ fr; 5.15a us). A via foi aberta e teve sua primeira ascensão pelas mãos de Chris Sharma em 2007, que havia sugerido o grau de 11c (9a fr; 5.14d us). Ondra agora diz que achou a via “a mais difícil de Ceüse”. Isso vindo de um escalador que já encadenou quase tudo de mais difícil pelo mundo, incluindo a mítica Biographie (Realization), primeiro 12a do mundo, não é pra se deixar de levar em consideração. Contudo ele amenizou a declaração, comentando que a via não encaixa no seu estilo, e por isso seria natural ele sentir a via como mais difícil.

Adam Ondra na Three Degrees of Separation

Adam Ondra na Three Degrees of Separation

De verdade, a Three Degrees of Separation foi uma via equipada por Chris Sharma justamente porque encaixava no seu estilo, extremamente dinâmico, e se diferenciava do estilo mais técnico de Ceüse. A via tem uma sequencia de três grandes botes em agarras perfeitas, numa seção completamente lisa da parede. Como disse Ondra, “algo muito raro de se encontrar em uma via na rocha, principalmente no meio da via.”

Ainda assim, existem indícios de que a via talvez seja realmente mais difícil do que o 11c originalmente proposto por Sharma. Comparando, a Biographie, via mais forte do pico francês, já recebeu várias cadenas desde a primeira ascensão de Chris Sharma em 2006, já a Three Degrees of Separation, depois de 8 anos, agora que recebe a segunda. E não foi por falta de tentativas. Alex Megos, que encadenou a Biographie com apenas um dia de tentativas e foi a primeira pessoa a escalar um 11c à vista, já tentou a via e ainda assim não conseguiu a cadena. O mesmo para Ethan Pringle, que recentemente encadenou o 12b da Jumbo Love em Clark Mountain.

Mas uma nova nota publicada na UKC News, informa que a via pode ser sim pelo menos um 12a. Mas isso não quer dizer que ela não era um 11c quando Sharma encadenou. Segundo a informação de um escalador que já trabalhou a via ao lado de Dave Graham, o escalador americano teria informado que uma agarra da parte de baixo da via havia quebrado, e que pode ter elevado bastante o grau da linha. Segundo consta, a primeira parte era algo em torno de 10b (8b fr; 5.13d us), mas com a quebra da agarra teria ido para algo em torno de 10c/11a (8c/+ fr; 5.14a/b us). Então seria completamente justificado a nova graduação proposta por Ondra. Agora é esperar uma terceira cadena, e ver o que diz o terceiro ascensonista.

ATUALIZAÇÃO: Tanto Chris Sharma quanto Dave Graham retificaram a informação acima da UKC News, e afirmaram categoricamente que nenhuma agarra da Three Degrees of Separation quebrou, e que a graduação da primeira parte da via sempre foi 10c/11a.

Fonte: Rock and Ice, Planet Mountain

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Ramon Julian e Mina Markovic vencem em Chamonix

15
Jul

Esse final de semana aconteceu a primeira etapa da Copa do Mundo de Dificuldade, em Chamonix na França. Como sempre, foi um grande evento, com um público impressionante presente desde o começo, e uma verdadeira multidão acompanhando a final.

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Nessa etapa, o escalador paulista Felipe Camargo esteve presente, mas não conseguiu obter o resultado que esperava. Felipe acabou, segundo ele mesmo, cometendo um erro e terminou a fase classificatória em 60º. Bem longe dos 26 que passaram para a semi-final.

Presentes nas finais, estavam obviamente, alguns dos maiores nomes da escalada atualmente, mas quem chamou realmente a atenção foram os nomes da nova geração, que deram trabalho para os veteranos e quase saíram de lá com a vitória.

No lado feminino, esperava-se mais um passeio da coreana Jain Kim, que não deu chances para ninguém em 2014. Mas o que vimos foi duas jovens atletas roubarem a cena. A primeira foi a austríaca Jessica Pilz, de 18 anos, que chegou muito perto do top, o que a deixava muito perto de um lugar no podium, esperando apenas o resultado das últimas 3 atletas. Em seguida veio Jain Kim, que acabou caindo mais cedo que o esperado, entregando um lugar no podium de bandeja para Pilz. Faltavam apenas as duas atletas da Eslovênia, Janja Garnbret, de 16 anos, e a veterana e várias vezes campeã de etapas da Copa do Mundo, Mina Markovic. Janja entrou primeiro e escalando com uma leveza e precisão impressionante, alcançou o top e jogou para Mina a responsabilidade de também fazer top para ser campeã. Mas Mina mostrou toda a sua experiência, chegou no top, e garantiu a primeira vitória da temporada. Janja Garnbret ficou com um ótimo segundo, e Jessica Pilz garantiu o terceiro.

No lado masculino, a final começou pegando fogo com o escalador alemão Sebastien Halenke, de apenas 18 anos, jogando pra cima o nível e quase fazendo top na via. Mal sabia ele, mas com aquela performance eles estaria garantindo um lugar no podium. O segundo a entrar foi Ramon Julian, que como sempre sentiu dificuldades por conta da sua pouca altura, por duas vezes perdeu os pés e teve que segurar pra não cair. Mas mostrando uma resistência sem igual, Ramon seguiu até o fim, e caiu tocando a agarra final! O único a se aproximar de Ramon foi Adam Ondra. O tcheco escalou com a sua rapidez e precisão já conhecida, e chegou fácil no trecho final da via. Mas a pressa acabou tirando a vitória de Ondra, que tentou alcançar a agarra do top a partir da agarra 52, sem dominar a agarra 53, como havia feito Ramon. As duas agarras estavam muito próximas, e isso pode ter confundido Ondra. Nenhum outro escalador chegou tão alto quanto Halenke, Ondra e Ramon, que ficaram respectivamente em terceiro, segundo, e primeiro lugar.

A Copa do Mundo agora segue para Briançon, já nesse final de semana, e mais uma vez Felipe Camargo vai estar disputando. Vamos torcer para que ele obtenha um melhor resultado, quem sabe uma semifinal.

Copa do Mundo de Dificuldade – Chamonix

Masculino

1. Ramon Julian (ESP)

2. Adam Ondra (TCH)

3. Sebastien Halenke (ALE)

4. Romain Desgranges (FRA)

5. Gautier Supper (FRA)

6. Jakob Schubert (AUT)

7. Stefano Ghisholfi (ITA)

8. Dmitrii Fakirianov (RUS)

Feminino

1. Mina Markovic (ESL)

2. Janja Garnbret (ESL)

3. Jessia Pilz (AUT)

4. Anak Verhoeven (BEL)

5. Jain Kim (COR)

6. Helene Janicot (FRA)

7. Dinara Fakhritdinova (RUS)

8. Aya Onoe (JAP)

Resultado completo aqui!

 

 

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Rio Boulder, primeiro festival de boulder na cidade maravilhosa

10
Jun

E o mês de junho chegou, trazendo o frio na região sudeste, e com ele a temporada oficial dos festivais de boulder pelo Brasil. E esse ano a novidade da rota dos festivais de boulder é o Rio Boulder, primeiro festival de boulder organizado na cidade maravilhosa, e que esse ano terá como palco os blocos da Urca.

Rio Boulder

A organização está mandando muito bem na divulgação do evento, que está com uma apresentação bem profissional, e se o restante seguir esse rumo, com certeza vai ser um dos melhores festivais de boulders do Brasil, e deve colocar de vez o Rio na rota dos escaladores de boulder nacionais, com seus vários setores espalhados pela cidade.

As inscrições para o festival já estão abertas, e o kit premium para os 50 primeiros inscritos conta com camiseta (muito irada por sinal), escovinha e chinelo (que bela sacada). A inscrição ainda dá direito a um lual, descontos nos restaurantes parceiros, e estadia em um albergue a 15 minutos do local do evento por módicos R$20 a diária (com café da manhã).

Realmente tenho que dizer que fiquei surpreso com tudo envolvendo esse evento, e é uma pena que não vou poder ir. Vou ter que ficar em casa chupando o dedo sujo de magnésio.

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Ethan Pringle faz segunda ascensão da Jumbo Love 12b

18
May

Finalmente saiu a segunda cadena do primeiro 12b do mundo! Depois de longos 7 anos, Ethan Pringle finalmente conseguiu encadenar a longa e extenuante Jumbo Love, em Clark Mountain, que foi escalada pela primeira vez por Chris Sharma, ainda em 2008, e inaugurou o difícil grau de 12b (9b fr; 5.15b us) no mundo.

Ethan Pringle na Jumbo Love (Foto: Adam Sanders)

Ethan Pringle na Jumbo Love (Foto: Adam Sanders)

 

Em entrevisa para a Rock and Ice ano passado, Pringle comentou que a via é “dura, longa e muito foda!”, e que é “ela é imensa, muito exposta, e basicamente o mais longo que você pode ter, já que você chega no final da parede e faz a virada.” A via é tão longa, que para escalá-la é necessário uma corda especial de 100 m, que mesmo assim não vai ser suficiente para lhe descer lá de cima.

Pringle já vinha tentando a via desde 2007, quando dividiu esforços com Chris Sharma e Chris Lindner. Sharma conseguiu a cadena, mas Pringle continuou no projeto ao longo dos anos, com a mesma motivação. O escalador comentou que “a via é muito próxima do meu limite físico, então é algo realmente inspirador para mim”. A o crux mental para Pringle foi a dificuldade e a extensão da via. “Se eu não estou me sentindo na minha melhor forma quando estou tentando ela, eu me sinto ainda menor e intimidado”, disse Pringle na entrevista, “mas isso faz parte do jogo – ter que superar a intimidação”.

Pringle, apesar de não estar muito nos holofotes da mídia de escalada, já conseguiu alguns grandes feitos, incluindo a cadena da Biographie 12a, o 11c da Era Vella, o boulder Wheel of Life V15, e a famosa Cobra Crack, em Squamish, cotada na casa do 11º grau.

Fonte: Rock and Ice

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Dean Potter morre em acidente de Base Jump

18
May

Ontem à noite a comunidade de escalada foi pega de surpresa com uma notícia muito triste. Mais um grande nome da escalada mundial se vai muito cedo, e dessa vez foi Dean Potter.

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Ainda não se tem detalhes sobre o que pode ter acontecido, tudo que se sabe é que Dean Potter, e um parceiro de Base Jump, morreram ao fazer um salto ontem em Yosemite.

Dean Potter tinha 43 anos, e era um dos maiores nomes da escalada em rocha mundial, e um atleta destacado também no highline e no base jump. Dean foi por várias vezes o detentor do recorde de velocidade da The Nose, ao lado do escalador Timmy O’Neil e do também falecido, Sean Leary, e ficou marcado também por várias escaladas em solo, como o El Capitan e o Half Dome em um dia.

Ao iniciar a prática do Base Jump, Dean enxergou a possibilidade de unir a modalidade com a escalada e elevar o nível do solo, criando o que ele batizou de Free Base, uma escalada em solo usando um paraquedas.

Mas a vida de Dean também foi marcada de polêmicas, como a escalada do Delicate Arch em Utah, que causou a perda da maioria dos seus patrocinadores na época, e acabou levando também à sua separação da escaladora Steph Davis.

É uma pena que mais um grande escalador tenha que ir tão cedo. Mas todos sabemos que figuras como Dean Potter e tantos outros, vivem no limite, e na verdade sabem que a morte pode estar logo ali. Mas a vontade de chegar cada vez mais perto do limite quase sempre os leva um pouco além. Pelo menos Dean se foi fazendo o que mais amava, o que colocava mais perto de algo maior.

Descanse em paz, Dean Potter!

Fonte: Climbing Magazine

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