Inscrições abertas para o Caiada Boulder & Night

19
Aug

Estão abertas as inscrições para o primeiro festival de boulder Caiada Boulder & Night, que acontece no dia 13 de Setembro na Serra Caiada, RN. O evento vai apresentar aos participantes as novas linhas abertas no Complexo da Ravina, que no total já somam mais de 70, de V0 a V10. O evento vai contar com desafios de boulder, DJ comandando a festa durante a noite, sorteio de brindes  e um guia impresso das linhas do setor onde o evento vai acontecer.

Para a galera do nordeste é a chance de participar de um evento de boulder, modalidade que ainda não tem muitos praticantes nem muitos picos desenvolvidos. Pra galera das outras regiões, é a chance de conhecer um pico de escalada nordestino que fica mais completo a cada ano, com vias longas, esportivas e agora boulders!

As inscrições podem ser feitas pelo site Na Ponta da Corda, e custam R$ 30!

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Felipe Camargo faz a primeira ascensão da Os Intocáveis 11a

18
Aug

No final de semana o escalador paulista Felipe Camargo fez a primeira ascensão da via Os Intocavéis, na Serra do Cipó sugerindo a graduação de 11a (8c fr). A via de 15 metros foi conquistada pelo escalador Alexandre Fei, e era mais um dos vários projetos fortes que ainda existem no pico mineiro esperando cadena. Felipe já fez vários outros FAs de projetos do Cipó, incluindo aí as fortes Premonição 11b, Comando Vermelho 11a/b e a Hooligans 10c/11a.

Felipe Camargo na Os Intocáveis 11a

Felipe Camargo na Os Intocáveis 11a

Felipe ainda fica na Serra do Cipó até quarta-feira onde está gravando material para uma série da EpicTV. Ele está acompanhado do escalador espanhol Patxi Usobiaga, que até onde fiquei sabendo, ficou deslumbrado com o Cipó e teria dito ser o local com uma das rochas de melhor qualidade onde já escalou.

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Entrevista com Paul Robinson

18
Aug

No último mês de julho o escalador americano Paul Robinson esteve em visita ao Brasil para participar do Festival de São Thomé das Letras, e durante sua breve passagem, conferiu ainda alguns outros picos brazucas na companhia de Felipe Camargo, deixando alguns FAs fortes, e sedimentando cada vez mais o nome do Brasil como um destino viável para os escaladores do resto do mundo.

Aproveitei a oportunidade e entrei em contato com ele para fazer uma entrevista rápida, tentando saber um pouco mais do que ele fez aqui durante a trip e a sua impressão do bouldering no Brasil. Confiram!

Paul Robinson no Normandia V12 em Ubatuba

Paul Robinson no Normandia V12 em Ubatuba (Foto: Bruno Graciano)

Quando surgiu a ideia de uma viagem de boulder no Brasil?

Eu já queria vir para o Brasil fazia vários anos, e felizmente eu consegui realizar esse sonho nesse junho passado. 

Você já havia ouvido falar dos picos de boulder brasileiros antes de vir?

Antes de vir para o Brasil as únicas áreas que eu já tinha ouvido falar era Ubatuba e Cocalzinho.

Todo mundo diz que o brasileiro é um povo acolhedor. Baseado na sua viagem por aqui, você concorda?

Todos no Brasil são fantásticos! Eu me senti parte da comunidade escaladora no momento que cheguei no país. Um muito obrigado à todos que fizeram essa viagem a melhor possível. Eu fiz algumas grandes amizades que vão durar para sempre.

Além de escalar, você também surfa, e eu escutei que você trouxe sua prancha com você. Você conseguiu surfar e escalar em algum lugar?

Sim, quando estava em Ubatuba eu consegui surfar alguns dias! Contudo eu acho que a escalada em Ubatuba é bem melhor que o surf. 

Quais os picos que você visitou na viagem e qual foi o melhor?

Meu pico favorito foi São Bento! Os outros dois que eu visitei foram São Thomé e Ubatuba.

Paul no FA do Casa da Onça V12 em São Bento do Sapucaí

Paul no FA do Casa da Onça V12 em São Bento do Sapucaí (Foto: Felipe Camargo)

Pergunta capiciosa…como você compara os picos de boulder que você visitou no Brasil com outros que você esteve pelo mundo?

A rocha no Brasil é incrível! Eu não sabia o que esperar antes da viagem e ver por mim mesmo. Eu fiquei positivamente surpreso! 

Usando o nome do seu filme, você está sempre perseguindo o inverno (Chasing Winter). O inverno no Brasil é bom o suficiente para o bouldering ou quente demais? 

O Brasil é um pouco quente! À noite conseguimos algumas boas temperaturas para escalar, mas definitivamente nada do clima seco e frio, na faixa dos 5ºC que eu busco. 

Você escalou bastante e fez alguns FAs durante a viagem. Quais as linhas você considera as melhores que escalou no Brasil?

Eu diria que as melhores primeiras ascensões no Brasil foram em São Bento. “A Casa da Onça” e “Amarelinha” fica nesse novo setor que os locais acharam recentemente e são dois dos FA mais legais que eu já fiz.

Você está voltando pra casa deixando algum projeto que o deixe empolgado para voltar? 

Definitivamente eu vi e tentei várias coisas e estou realmente muito empolgado em voltar e tentá-los. Eu espero conseguir voltar ao Brasil ano que vem! :)

Parte da trip de Paul pelo Brasil foi registrada em vídeo e deve sair em breve numa nova séria com Felipe Camargo para o EpicTV.

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Sean McColl e Claire Buhrfeind vencem o Psicobloc Masters 2014

12
Aug
Parede do Psicobloc Master em Park City

Parede do Psicobloc Master em Park City

Se tem uma competição de escalada que é realmente empolgante de assistir é o Psicobloc Masters, idealizado por Chris Sharma, e que esse ano teve a sua segunda edição em Park City, Utah. A brincadeira é bastante simples. Uma parede de escalada de uns 15 metros de altura, em cima de uma piscina, e duas vias idênticas. Quem chegar primeiro no topo, ou for mais alto, ganha. Simples assim. A competição acontece no modelo de baterias, começando com as oitavas e afunilando até a final. Quem ganha passa, quem perde fica de fora. Junte a isso um monte de estrelas da escalada do quilate de Daniel Woods, Paul Robinson, Alex Puccio, Ashima Shiraishi, Sasha DiGiulian, entre outros, e você tem talvez o evento de escalada mais bem sucedido da atualidade.

E esse ano, no meio de todas as estrelas, quem levou a melhor foram o canadense Sean McColl, participando pela primeira vez da competição, e a também novata Clair Buhrfeind, de apenas 16 anos.

Sean McColl chegou na competição como um dos favoritos, e mostrou realmente que não estava pra brincadeiras. Para quem não sabe, Sean é um dos poucos escaladores que compete em todas as três modalidades de escalada: boulder, dificuldade e velocidade; já tendo sido Campeão Mundial Geral em 2012. Sean teve sua primeira bateria contra o escalador americano Isaac Caldiero, conhecido por ter participado do programa American Ninja Warriors. Na segunda rodada Sean derrubou o campeão do ano passado Jimmy Webb, e seguiu para a semifinal contra ninguém menos que Chris Sharma. Sean passou por Chris sem tomar conhecimento e chegou na final contra Daniel Woods. A final foi muito disputada, e Sean parecia que ia perder o título, mas no sprint final, conseguiu a vitória.

No lado feminino, as grandes favoritas eram Sasha DiGiulian, Delaney Miller (campeã e vice campeã do ano passado) e obviamente, Alex Puccio. Mas quem levou mesmo a melhor foi a estreante Clair Buhrfeind, que veio comendo por fora e desbancou todas as favoritas. Na primeira rodada Claire desbancou a veterana Jacinda Hunter. Na segunda rodada enfrentou Michaela Kirsch, e começou a chamar a atenção. Na terceira rodada veio a prova de fogo: Alex Puccio. Numa disputa empolgante, Claire conseguiu a vitória por uma questão de segundos, com as duas escaladoras terminando a via. A final foi com Delaney Miller, e Claire soube usar bem sua vantagem inicial e escalou no ritmo que precisava, sempre com um olho em Delaney, garantindo assim a vitória.

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Adam Ondra ganha a primeira na Copa do Mundo de Dificuldade

5
Aug

Depois de um começo com resultados bem aquém do esperado para o maior fenômeno da escalada na atualidade  (com direito deixar de clipar a costura nas qualificatórias e ficar de fora da semi em Chamonix), finalmente Adam Ondra conseguiu uma vitória nessa temporada da Copa do Mundo de Dificuldade. No lado feminino a vitória ficou com austríaca Magdalena Röck, que interrompeu uma sequência de três vitórias seguidas da coreana Jain Kim, ganhando também sua primeira etapa do ano.

Adam Ondra no topo do podium pela primeira vez em 2014

Adam Ondra no topo do podium pela primeira vez em 2014

A final da quarta etapa da Copa do Mundo de Dificuldade em Imst, local da maior parede de competição da temporada, com seus 22 metros, foi bastante disputada, com vias longas, aparentemente bem diluídas mas com crux bem definido. Na via masculina o crux ficou por conta da passagem de teto, que segundo os route-setters, não era pra ser o crux, mas acabou derrubando todo mundo, com alguns escaladores indo um pouco mais longe e outro caindo um pouco mais cedo. A única exceção à regra foi o italiano Stefano Ghisolfi, que caiu ainda ainda no começo da via, em um lance estático mas aparentemente fácil. Adam Ondra foi o único a completar toda a sequência do teto, mas nem ele conseguiu completar a via, caindo antes de fazer a virada. O canadense Sean McColl ficou com a segunda colocação, com o austríaco Jakob Schubert em terceiro.

A final feminina repetiu a tônica da masculina, com um primeiro trecho aparentemente mais fácil e sem muitas surpresas, e lances mais exigentes no segunda metade, principalmente na entrada do teto. As únicas duas escaladoras a superarem a passagem do teto foram Magdalena Röck e Jain Kim. Jain Kim acabou indo um pouco mais longe, mas por ter escalado de forma bastante lenta, o tempo terminou antes dela alcançar a marca de Magdalena, que ficou em primeiro. Completando o podium ficou a também austríaca Jessica Pilz

A Copa do Mundo de Dificuldade agora faz uma pausa e só retorna em Outubro, após os campeonatos mundiais de Boulder, que acontece ainda esse mês, e Dificuldade que acontece em setembro.

Copa do Mundo de Dificuldade Imst

Masculino

1. Adam Ondra (CZE)

2. Sean McColl (CAN)

3. Jakob Schubert (AUT)

Feminino

1. Magdalena Röck (AUT)

2. Jain Kim (COR)

3. Jessica Pilz (AUT)

Confira abaixo o replay da final disputada em Imst e para ver o resultado completo, acesse o site do IFSC.

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Alex Puccio encadena o Jade V14

4
Aug

A evolução das mulheres no mundo do boulder é evidente! Depois de Ashima Shiraishi e Shauna Coxsey terem conseguido seus primeiros V14, agora foi a vez de Alex Puccio também entrar nesse seleto grupo, até mesmo para os homens.

Alex Puccio no Jade V14

Alex Puccio no Jade V14

Alex encadenou no último sábado o boulder Jade V14, em Rock Moutains National Park. Esse é o primeiro V14 da carreira de Alex Puccio (apenas o quarto entre as mulheres) e veio pouco tempo depois do primeiro V13 da moça, com o boulder Top Notch em julho. O boulder teve sua primeira ascensão feita pelo escalador Daniel Woods, e foi originalmente graduado como V15, consolidando-se posteriormente como um V14 sólido!

Alex publicou em seu facebook que estava “Muito empolgada! Encadenei o Jade V14 hoje! Foi meu quarto dia no boulder e hoje consegui escalar na primeira entrada!” Ela também comentou que chegou perto da cadena no primeiro dia, caindo na última agarra, mas teve que aguardar uns dias por conta da chuva. “Finalmente parou de chover e eu tive um bom dia seco, um pouco quente, mas bem seco e fui capaz de mandar”, adicionou Puccio.

Fonte: Rock and Ice

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Cauí Vieira faz a primeira repetição de 9b/c em Algodão de Jandaíra

4
Aug

No começo do ano o escalador catarinense Eduardo “Sorriso” Geovane fez a primeira ascensão da via Melhor que a Encomenda, em Algodão de Jandaíra, conquistada pelo escalador goiano Cauí Vieira. Agora foi a vez do próprio Cauí conseguir a cadena da via mais forte desse pico paraibano. A cadena saiu há três semanas, mas só agora o escalador divulgou.

Cauí Vieira na Melhor que a Encomenda

Cauí Vieira na Melhor que a Encomenda

Sobre a via Cauí falou em seu blog, “acho que realmente é a via mais difícil de Algodão até agora, pouca coisa a mais do que a Turtle Roof (9a), que por ter um estilo diferente, me custou quase tanto quanto a Melhor que a Encomenda.

Cauí precisou ao todo de quatro cinco pegas na via para conseguir a cadena, a qual ele sugeriu a graduação de 9b, uma letrinha abaixo da sugestão de Eduardo no começo do ano, que foi de 9c. Como grau em escalada é consenso, vamos ter que esperar ainda mais algumas cadenas para ver qual graduação vai se consolidar para a via.

Parabéns, Cauí por mais essa cadena!

Fonte: Cauí Vieira Blog

 

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Florianópolis ganha novo ginásio de boulder

24
Jul
Ekos Boulder em Florianópolis

Ekos Boulder em Florianópolis

Está prestes a abrir as portas mais um ginásio de boulder. Dessa vez a cidade que vai contar com o novo espaço é Florianópolis. Trata-se do Ekos Boulder, iniciativa dos irmãos Thiago e Matheus Veloso, que se mudaram para a capital de Santa Catarina em 2012, e desde então tem ajudado a divulgar a prática do boulder na cidade.

O Ekos Boulder inaugura no próximo dia 30 de Julho e tem como o grande diferencial ser o mais sustentável possível. O ginásio vai servir um mix de comidas e bebidas orgânicas, incluindo ai até mesmo cerveja artesanal, e vai dar um belo incentivo a quem também for sustentável no modo como chegar ao ginásio. Quem chegar de bicicleta tem desconto na diária e na mensalidade, numa iniciativa bastante interessante em tempos de crise de transporte público e engarrafamentos sem fim nas capitais brasileiras.

O ginásio fica na Srv Cristiano Walderley Faria, número 25, no bairro Trindade em Florianópolis. Vale a pena conferir mais esse espaço!

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Como foi o 10º Festival Pedra Rachada Bouldering

23
Jul

No último final de semana estive em Minas para participar do 10º Festival Pedra Rachada Bouldering. Por tudo que havia sido publicado e noticiado até a realização do evento, a expectativa era alta, e tenho que dizer que não decepcionou nem um pouco.

Cheguei em Belo Horizonte ainda na quinta-feira, mas só segui até Sabará na sexta de noite, indo direto até a Pedra Rachada, que eu já havia visitado uma vez em 2012, num rápido “night climb” com o Daniel Tiodan, Felipe Kbça, Roberta Resende e Caio Gomes de Niterói. Dessa vez deixei pra tocar na rocha apenas no sábado, e acabei ajudando um pouco na sinalização dos setores da Rachada. Mesmo tendo ido somente de noite lá, já deu pra notar a diferença, com a estrada ampliada pela prefeitura pelo evento, o que permitia levar o carro (apenas os mais robustos é verdade) até perto dos primeiros blocos.

O evento oferecia duas opções de estadia. Uma era o camping gratuito, numa espécie de clube de Sabará, com direito a piscina, e a outra era uma espécie de albergue, com banheiro privativo e até TV, por módicos R$30 a diária. Preferi a segunda opção pra evitar levar barraca, saco de dormir e isolante, e não me arrependi. A casa que fez as vezes de albergue para os escaladores me surpreendeu, como cama boa, banheiros muito bons e bem localizada na cidade.

Sábado acordei cedo esperando subir o mais cedo possível para a pedra, mas sem estar motorizado tive que dar um jeito de catar carona para a Pedra Rachada, e fui acompanhado na empreitada pelo Emerson, gaúcho que mora em Alagoas, e pelo Brandon, canadense de passagem por BH que resolveu conferir o festival.

Fica aqui  minha única sugestão para melhorar para o próximo evento. Quem sabe oferecer algum tipo de transporte para o pico com horários fixos de subida pela manhã e de retorno à noite seria uma boa para abarcar os escaladores que chegam sozinhos e sem carro. Claro que conseguir uma carona no meio da comunidade escaladora é fácil, mas seria interessante ter essa opção. No nosso caso, acabamos conseguindo carona com o Eric Dornelles e outros escaladores que estavam subindo para a Rachada por volta das 10h da manhã. O caminho já me deixou de boca aberta. Como nunca tinha ido até a Rachada de dia, fiquei deslumbrado pelo visual que se tem lá de cima. É possível avistar a Serra da Piedade, e lá ao fundo Cambotas. Paisagem fantástica!

Chegando na Pedra Rachada

Chegando na Pedra Rachada

Chegando no pico, a estrutura já estava armada para receber os escaladores, com mesa de café da manhã farta, e o registro e inscrições podendo ser feitos na hora, e cada participante ganhando uma cópia do Guia da Pedra Rachada, sobre o qual falarei um pouco mais na frente. A vibe já estava a mil, com vários escaladores já “apertando” nos boulders, e sem perder tempo também fomos escalar. Primeiro no Bloco 1, onde consegui escalar os boulders Aresta In V3, Pipe Line e  Don’t Worry, ambos V2 e o Easy V1. Acabei dando também uns pegas no No Stress the Blitz V5. Sem muito sucesso, resolvi guardar as forças para outros boulders.

Brandon no Aresta In V3

Brandon no Aresta In V3

Seguimos para o Bloco 2, onde fica um dos clássicos da Rachada, o Ziglyn V4, linha alta de movimentação bonita e que eu já havia dado uns pegas em 2012. Aproveitei a oportunidade e os crashs e dei dois pegas. Um saindo de baixo e outro tentando isolar a parte e cima, mas sem conseguir fazer a virada. Por lá eu vi a Grazie, escaladora de BH, fazer a cadena do Ziglyn e fiquei ainda com mais vontade de tentar a linha de novo, mas resolvi deixar para depois e subir com o pessoal até o bloco do Tubarão, com uma parada rápida no bloco do Pantaloneta, onde fiz o Buraco Louco V1.

No Tubarão ficamos tentando o boulder que batiza o setor, um lindo V5 que sai em um barbatana invertida, usando bastante calcanhar para ficar nas pequenas agarras dos dois lados da barbatana. De lá seguimos para o cume, onde resolvemos entrar no outro super clássico da Rachada, o Blood America V4. Talvez a linha mais fotogênica do pico, com a vista de toda a BH ao fundo. Já no escuro começamos as tentativas. Dei os primeiros pegas seguindo os betas da galera tentando, mas aí chegou o Eric e passou os betas dele. Entrei usando eles e encaixei bem na linha, quase mandando na primeira entrada com os betas novos, sendo um pouco atrapalhado pela headlamp que ficou querendo cair no meio da tentativa. Ainda dei mais uns dois pegas, mas a forças estavam nas últimas, e resolvi deixar para o outro dia.

Muita movimentação no bloco do Rolling Stones

Muita movimentação no bloco do Rolling Stones

Desci e fui conferir a estrutura lá embaixo, que já estava com a música do DJ rolando. Lá a barraca das comidas estava montada servindo caldos e feijão tropeiro, e também drinks. Comi alguma coisa e fiquei por ali acompanhando o movimento e conversando com o pessoal. Reencontrando velhos conhecidos, como o Gabriel Oliveria de Brasília, e conhecendo novos amigos, como o Gabriel Novaes, de Campo Grande no MS. Também bati um papo rápido com o Ian Ouriques e a matriarca da família. A vibe estava fantástica!

Lá em cima as luzes das headlamps dançavam entre os blocos, criando uma imagem fantástica, que ficou ainda mais surreal quando praticamente todos os escaladores resolveram descer ao mesmo tempo, criando um verdadeiro rio de luz. Absolutamente fenomenal! Pena que não deu pra registrar. Finalmente lá pela meia noite, o cansaço bateu e eu resolvi descer, pegando a carona do João Ricardo que também estava ficando no albergue.

O domingo era o último dia e eu queria chegar lá em cima o mais cedo possível, mas de novo só consegui chegar por lá meio dia. Mas de boa, era tempo suficiente pra mandar mais alguma coisa. A primeira entrada do dia acabou sendo no Ziglyn. Admito que não estava muito afim de entrar, já que havia menos crashs que o dia anterior e ia ser meu primeiro pega do dia, ainda frio. Mas o Esteban do Rio botou a pilha e eu resolvi entrar. E foi com a vibe dele que saiu da cadena do Ziglyn, logo no primeiro pega do dia. Nem acreditei quando virei o bloco, e tive que agradecer o incentivo do Esteban, porque se não fosse por ele eu talvez não tivesse entrado.

Dali subi com o Brandon para o bloco do Rolling Stones, onde mandamos os boulders Cuidado aí V3 e Esquerdinha V4. Dali subimos até o bloco da Aresta Visual, onde acompanhei o Gabriel Novaes encadenar a linha, tentando com vontade e sem medo. Legal de ver! Dali fomos para o Viradinha Nacional, outro V4, que após ver a galera entrar e ficar pilhado com a agarra mais maluca que já vi na vida, uma mistura de entalamento e pinça, resolvi tentar também. Fiquei junto com o Gabriel Novaes tentando várias vezes, e chegamos bem perto da cadena, mas resolvemos deixar pra lá.

No Esquerdinha V4

No Esquerdinha V4

A próxima parada era o cume, mas antes de chegar lá, recebi a ligação do Tiodan me chamando pra descer. Era hora de ir embora e deixar a Rachada sem o Blood America, que eu tinha certeza que ia sair. Mas é isso mesmo, as vezes ficam os projetos que nos fazem querer voltar, e eu com certeza vou voltar na Rachada ano que vem!

O Guia

Agora vamos falar um pouco sobre  o Guia da Pedra Rachada. A primeira impressão ao ter o guia nas mãos é de algo de alta qualidade, já que a o material é muito bom e a foto de capa é fantástica. Mas é folheando que você tem certeza que o guia é o que de melhor se produziu até hoje nessa linha aqui no Brasil, pelo menos entre os quais tive contato.

Uma espiada no interior do guia

Uma espiada no interior do guia

Está tudo ali! Se você quiser escalar na Pedra Rachada hoje, sem ter ninguém pra lhe acompanhar, não vai encontrar problemas, pois o guia deixa claro como chegar em Sabará e de lá na Pedra Rachada, e uma vez lá é fácil identificar no guia onde está cada bloco, cada linha, como chegar nelas e de onde sair em cada uma. Como designer, devo dizer que fiquei muito satisfeito com as soluções encontradas pelos idealizadores para facilitar a consulta e permitir que se ache exatamente o que se quer.

O guia é estruturado em setores, que compreendem uma certa quantidade de blocos. No início de cada setor existe uma breve descrição de como chegar até ele, um mapa com a posição dos blocos que forma o conjunto, juntamente com uma contagem de quantos boulders em cada nível de graduação (o que já lhe dá uma ideia se é um setor onde você vai conseguir se divertir ou ter que trabalhar duro), e uma lista das linhas mais clássicas em ordem ascendente de dificuldade, para os que quiserem escalar apenas o melhor do setor. Cada bloco tem as linhas traçadas de forma clara, e cada linha tem uma breve descrição de como começar e por onde fazer a virada. Em resumo, é como ter um local te passando todos os betas!

Para deixar tudo melhor ainda, as fotos que ilustram o guia são fantásticas, com cliques do Gabriel Oliveira, Vitor Maciel, Murilo Vargas, Bruno Graciano e Tom Alves dos melhores e mais clássicos boulders do pico, pra deixar você com vontade de escalar cada um deles.

O guia é fechado com um índice com todas as linhas, mais de 500, organizadas tanto em ordem alfabética, como por grau, com a indicação da página onde se encontra cada uma.

O Guia fez parte do kit dos escaladores que participaram do Festival, mas ele também pode ser adquirido avulso pelo valor de R$ 60,00 e deve estar a venda em breve nas lojas especializadas e nas academias de todo o país!

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Felipe Camargo encadena o que pode ser o primeiro V15 brasileiro!

16
Jul

Finalmente caiu o projeto que pode ser o boulder mais difícil do Brasil! Ontem o escalador Felipe Camargo divulgou em sua fanpage no Facebook que encadenou seu maior projeto até agora, com a linha que ele batizou de Fortaleza, em Ubatuba. A cadena saiu no domingo, dia 13, e Felipe acredita que esse possa ser seu primeiro V15, o que seria o primeiro boulder brasileiro nessa graduação!

Felipe no Fortaleza V15

“Domingo día 13 de julho, final da Copa do Mundo, foi um dia especial que vou lembrar sempre! Infelizmente o Brasil não tava na final e não ganhou a copa…mas consegui mandar meu maior projeto, o projeto que desde a primeira vez que vim pra Ubatuba quando tinha 12 anos eu olhava e ficava imaginando se seria possível e se alguém um dia conseguiria escalar essa linha! Agora depois de muito tempo sonhando e tentando ela virou “Fortaleza” e acredito que possa ser meu primeiro v15,mas mais importante que o grau é que essa linha maravilhosa está aberta! Ubatuba é um lugar muito especial pra mim e me sinto realmente “fortalecido” toda vez que volto de lá!”

E não deve demorar muito para confirmarmos se é ou não o primeiro V15 brasileiro. Paul Robinson desembarca no Brasil amanhã, deve visitar Ubatuba, e pode ser que saia uma segunda ascensão da linha ainda esse mês.

Felipe também divulgou que em breve sairá o vídeo da cadena, que fará parte de uma nova série que ele está produzindo para o EpicTV! Alguma dúvida de que vai ser fantástica?

Parabéns, Felipe!

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