Tomaz Hamdan faz a primeira repetição da Heterosapiens 10a/b
O escalador mineiro Tomaz Handam, o Drosa, fez hoje a primeira repetição da via Heterosapiens no Sítio do Rod, em Minas Gerais. A via aberta em 2011 pelos escaladores Felipe Belisário e Gustavo Veiga, havia sido escalado pela primeira vez por Felipe Camargo, que na época, recém chegado de viagem pela europa, sugeriu o grau de 10a (8a+ fr; 5.13c us) para a via. Já Drosa, que tentava a via desde antes de Felipe, sendo inclusive o seg dele na cadena, achou a via mais forte, e sugeriu 10b (8b fr; 5.13d us) para a linha.
A cadena de Drosa saiu no segundo pega do dia, o quinto em 2013. Além do 10b da Heterosapiens, caso se confirme o grau, Drosa também já tem no curriculum as cadenas das vias Cabra da Peste e Captain Hook, ambas 10c, e o FA da via Novo Inquilino 11a (8c fr; 5.14c us), todas na Serra do Cipó.

Tomaz Hamdan, o Drosa, na Heterosapiens 10a/b
Terceira etapa da Copa do Mundo de Boulder esse final de semana
Depois de três semanas de intervalo a Copa do Mundo de Boulder volta esse final de semana para a sua terceira etapa, que vai acontecer pela primeira vez na cidade austríaca de Kitzbuehel. Com certeza escalada em casa vai dar um ânimo extra para Kilian Fischhuber e Anna Stöhr, vencedores da etapa passada em Millau, na França. Mas obviamente não vai ser tarefa fácil para os dois, já que todos os concorrentes diretos vão estar presentes em Kitzbuehel.
No lado feminino Shauna Coxsey, Alex Puccio e Akyo Noguchi prometem dar bastante trabalho para Anna, com alguns nomes como Juliane Wurm, Melissa Le Neve e Melanie Sandoz correndo por fora. No masculino, Kilian vai ter que encarar o também austríaco Jakob Schubert, o forte time russo com Dmitrii Sharafutdinov e Rustam Gelmanov, sem contar Sean McColl, Guillaume Glairon-Mondet e o holandês Jorg Verhoeven correndo por fora. A etapa promete ser bastante disputada .
A terceira etapa da Copa do Mundo de Boulder vai ter transmissão ao vivo pelo canal do IFSC no Youtube agora também em 1080p de resolução. Confira os horários das disputas, já no horário de Brasília!
Classificatórias
Masculinas – Sexta-Feira às 4h
Femininas - Sexta-feira às 10h
Semifinais
Masculina e Femininas: Sábado às 6h30
Finais
Masculina e Feminina: Sábado 14hs
Glossário de escalada: A
Já faz um tempo que uma galera me pede pra escrever algo que fosse legal pra iniciante. Algo que servisse de informação e referência pra quem está adentrando agora no mundo da escalada. Pensando no que eu poderia escrever assim, me veio a brilhante (tá, nem tanto assim) idéia de escrever um glossário de escalada, listando todos os termos utilizados no esporte. Do “A” de abaulado ao “Z” de Z-Clip, incluindo termos técnicos, assim como as gírias usadas nas diferentes modalidades.
Mas como não devia deixar de ser, um glossário do Desce daí, doido! não podia ser completamente sério né? Para (quase) tudo na escalada existe uma piada, então o glossário vai seguir essa linha bem humorada, que o blog só deixa de lado quando o assunto é sério. E para começar, fica ai tudo que eu conseguir lembrar com relação à escalada que começa com a letra “A”. Se estiver faltando alguma coisa, podem incluir ai nos comentários que eu completo no próximo post do glossário. E se eu tiver cometido algum erro nas descrições, podem dizer.
Atualizado em 31/05 com as sugestões do leitor Rodrigo Chinaglia. Obrigado!
A
| 1. A0- Graduação mais baixa da escalada em artificial (item 11). Lances em A0 são feitos somente entre proteções fixas na rocha, tornando a escalada bastante segura. Para ilustrar, quando você se puxa na costura para clipar a próxima proteção, você está fazendo um A0.
2. Abaulado- É um tipo de pega. Arredondada, geralmente grande, onde não se consegue fechar a pegada, obrigando o escalador a usar a mão aberta e confiar no atrito da mão com a rocha. É o segundo tipo de pega mais odiado pelos escaladores, logo depois da pinça. Em inglês é chamado de “sloper”. 3. Aderência- Estilo de escalada com poucas agarras, em paredes com inclinação menor menor do que 90º, onde o escalador tem que confiar somente na aderência da sapatilha na rocha para subir. Esse tipo de escalada requer uma técnica especial e um psicológico mais trabalhado, principalmente se as passadas forem expostas (negócio tenso de escalar). Estilo odiado por 9 entre 10 escaladores esportivos. Em inglês é conhecido como “slab climbing”. 4. Agarra – Toda e qualquer saliência na rocha utilizada para se apoiar e subir. Em caso de paredes artificiais as agarras são feitas de uma mistura de resina e areia, de diversas formas e tamanhos, com um buraco no meio para serem fixadas na parede por um parafuso. 5. Allez – O tradicional grito de motivação dos franceses. Também é usado por escaladores que querem parecer “cool”. Similar ao “kmon!” norte-americano, ao “venga!” espahol, ao “vamo!” no português e ao “ramo carralo!” do Gibara. 6. Alma - É a parte central de uma corda de escalada, a que recebe a carga (ou seja, a parte que você não quer quer rompa.). Fica envolta pela capa, que tem apenas função de proteção. 7. Ancoragem – No geral, é todo e qualquer ponto onde o escalador pode se prender. Pode ser um grampo na rocha (ancoragem artificial) ou uma árvore ou bico de pedra (ancoragem natural). 8. Arenito – Tipo de rocha sedimentar, composta por cristais de quartzo conectados por um elemento ligante como silte ou argila. Dependendo do tipo de formação pode ser bastante sólido ou esfarelento. 9. Aresta - Canto da rocha onde duas faces se encontram apontando para fora da parede. Em inglês se chama “arete”. 10. Arnês – Outro nome para a famosa cadeirinha. É conhecida por esse nome nos países de língua espanhola (arnés) e em Portugal. 11. Artificial – Estilo de escalada que utiliza de equipamentos para auxiliar na subida e não somente para proteção. É o oposto de escalada em livre. 12. Ascensão – Diz-se do ato de chegar no topo, seja da montanha, da via ou do boulder. Contudo, o que é chamado de ascensão difere um pouco de uma modalidade pra outra. Na escalada clássica, basta chegar no topo, não importa o estilo. Na esportiva e no boulder somente se a escalada for em livre e sem quedas pra ser considerado uma ascensão. 13. Ascensor - Equipamento utilizado para subir pela corda (jumar, tibloc, etc). É comumente utilizado durante escaladas em artificial. 14. Assegurador – Pessoa que faz a segurança de quem escala. 15. ATC – É um freio dinâmico (não confundir com auto-blocante), usado para fazer a segurança durante a escalada e para fazer rapel. É um item que faz parte do equipamento básico de um escalador. Conhecido pelos iniciantes como “aquela cestinha de ferro”. 16. Autosseguro – Equipamento de escalada comumente formado por uma fita e um mosquetão, utilizado para ligar o escalador a uma ancoragem na rocha, geralmente nas paradas entre uma cordada e outra. Faz parte do equipamento básico do escalador. 17. Azelha – Nó simples feito com uma volta a menos que o oito duplo. É utilizado tanto para unir duas cordas como para arrematar a ponta da corda como backup no rapel. Também conhecido como “nó cego”. |
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Movimento – Serra da Bocaína 2012
Eu já escrevi aqui no blog sobre os fotógrafos de escalada brasileiros que me inspiram e servem de referência. Já tinha começado a escrever também um post sobre a produção nacional de vídeo de escalada, que já conta com alguns nomes de destaque, produzindo constantemente. Mas antes de terminar ele, novos nomes foram aparecendo nessa cena. Novos talentos vindos da fotografia e migrando para o vídeo. E um desses novos talentos é o Peruzzo, que essa semana lançou seu primeiro curta enfocando a escalada. O curta batizado de “Movimento”, faz um breve registro do que rolou no pico mineiro da Serra da Bocaína. Usando uma abordagem bastante diferente, o vídeo busca mostrar através de recortes de vários pequenos momentos, a experiência completa de escalar.
“Quando revejo essas imagens o sentimento de gratidão toma conta da minha existência. Gratidão por me permitir viver únicos, por estar ao lado de pessoas que me agregam experiências singulares e por me sentir mais conectado com minha parte mais iluminada.Esse é um pequeno filme dedicado a felicidade e as diversas possibilidades que a vida nos trás.”
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