3ª Etapa Campeonato Brasileiro de Boulder – Belo Horizonte

31
Aug

O visual é incrível! Chegar na Praça do Papa em Belo Horizonte e descortinar toda a cidade lá de cima já é mais do que suficiente para visitar o local. Mas no final de semana passado, competindo com a panorâmica da cidade estavam os slackliners e boulderistas que participavam do Campeonato Brasileiro de Slackline e da última etapa do Campeonato Brasileiro de Boulder. Os dois eventos encheram a praça do Papa e deram um verdadeiro espetáculo para aqueles que visitaram o local no sábado e no domingo, mesmo enfrentando o sol de arder (devido a baixa umidade relativa do ar) durante o dia, e o frio de rachar durante a noite.

Visual do muro na Praça do Papa com BH ao fundo. (Foto de Marcelo André)

Minha participação no Festival Amador

No sábado rolou os festivais, tanto das categorias amadoras quanto das categorias IFSC (Juvenil e Master). O primeiro festival foi o das categorias amadoras, do qual participei. A expectativa era melhorar a pontuação em relação à primeira etapa que participei no Rio de Janeiro, voltar ao pódium (quem sabe abocanhar um primeiro lugar) e tentar terminar a temporada com o primeiro lugar geral no Ranking. Mais uma vez o Belê fez um grande trabalho nos boulders do festival, dessa vez (assim como em SBS) fazendo uso de vários módulos, que deram uma temperada nos problemas. Existiam 4 faixas de pontuação no festival: os amarelos (que valiam até 2000 pontos), os vermelhos (valendo até 5000 pontos), os verdes (valendo até 9000 pontos) e os pretos (que chegavam até 30000 pontos). As faixas de pontuação se assemelhavam às do Rio, e logo percebi que o foco ia ser mandar todos os vermelhos, o mais rápido possível, e daí partir para pegar alguns verdes e aumentar a pontuação.

Na cadena de um dos boulders vermelhos (Foto de Renan Schelb)

Dei um primeiro pega em um dos boulders amarelos para sentir a dificuldade e aquecer um pouco, mas assim como no Rio vi que ficar nos amarelos ia ser perda de tempo, e decidi entrar logo em um vermelho. O primeiro que entrei estava entre os mais difíceis entre os vermelhos, e entrei já tendo visto alguém dando um pega nele. O boulder tinha alguns movimentos longos que precisavam ser dinâmicos. O primeiro saia de um módulo, segurando em um reglete de direita, e abria o crucifixo pra catar um  batente meio abaulado de esquerda. Fui fazer o movimento meio estático e acabei não alcançando a agarra, e na volta para recuperar o equilíbrio toquei uma agarra fora do boulder. Queimei a primeira tentativa num erro bobo.  Mas tudo bem, era apenas o primeiro, ainda poderia eliminar esse da pontuação se mandasse os outros 5 boulders vermelhos de flash. Dei mais uns dois pegas nesse boulder e cai com o pé escorregando em uma agarra. Relaxei e fui para os outros vermelhos. Todos os próximos foram saindo de flash, com bastante facilidade, o que foi me animando. Tinha mandado quatro quando resolvi voltar para o que havia me derrubado, e mandei nesse pega.

Com o sistema de pontuação automatizada via iPads e atualizado em tempo real, pude conferir minha pontuação e minha colocação atual. Estava com pouco mais de 18 mil pontos e em terceiro lugar, minha pontuação mínima garantida com 5 boulders vermelhos. Resolvi tirar meia hora de descanso e voltar para entrar nos boulders verdes e somar o máximo de pontos possível. Saí dali, comi alguma coisa, bebi uma água, falei com a galera e fui dar mais uma conferida na pontuação. Tinha caído para o quinto lugar. Estava na hora de voltar.

Conferindo a pontuação em tempo real.

Já havia dado uma olhada nos verdes antes e resolvi entrar no primeiro da direita, um boulder com regletes pequenos. Tentei a primeira vez e fui até bem, quase dominando a antepenúltima agarra. Dei mais dois pegas sem sucesso e os dedos começaram a reclamar. Resolvi mudar e fui dar um pega no primeiro da esquerda. O boulder parecia ser mais de técnica e equilíbrio do que necessariamente força. Entrei no boulder sólido, e com o incentivo dos amigos do lado de fora, mandei o problema na primeira tentativa, voltando para o terceiro lugar.

Agora era a hora de apertar tudo e tentar mandar mais um verde pra tentar chegar no segundo e garantir de vez o terceiro, já que o quarto colocado estava muito próximo. Entrei em um outro problema acompanhando a vibe da galera de BH que foi pra Rocklands recentemente, entre eles o meu amigo Eric Dorneles, que competia na categoria Adulto A. Dei um primeiro pega esquisito e mal consegui sair, mas logo identifiquei o erro na leitura e o segundo pega já foi bem melhor. Ficamos ali durante algum tempo tentando o problema mas todos caiam exatamente na mesma agarra, duas antes do fim. Resolvi mudar de estilo e parti para um outro que tinha movimentos longos e usava uma travada de calcanhar para ficar na agarra final. Pareceu factível. No primeiro pega consegui dominar o módulo, mas não consegui avançar para as agarras acima dele. Dei mais alguns pegas e caia exatamente no mesmo lugar. O tempo estava acabando, sentia meus braços cansados, e decidi dar apenas mais um pega. Entrei bem, e pela primeira vez catei as agarras acima do módulo e cai me preparando para ir na penúltima agarra. A motivação voltou e resolvi tentar de novo. Entrei faltando 3 minutos para o fim e consegui dar um pega melhor ainda, mas não o suficiente pra mandar o boulder.

Mesmo sem mandar mais um verde, consegui terminar em terceiro colocado, com uma pontuação melhor do que a etapa do Rio de Janeiro, fechando o total de 23500 pontos, mas apenas 200 pontos na frente do quarto. Com a terceira colocação nessa etapa, acabei terminando a temporada com o primeiro lugar geral no ranking da categoria Amador Adulto B, com 92 pontos. Agora posso dizer que sou campeão brasileiro de boulder? :)

O pódium da categoria Adulto B Masculino (Foto: Adrena)

Festival Master e finais

Mais tarde rolou o festival das categorias IFSC (Juvenil A e B, Júnior e Master). Os boulders para essas categorias continuavam os mesmos do festival amador, a diferença é que agora os competidores iam centrar esforços nos boulders mais difíceis, os pretos, que não foram escalados por praticamente ninguém no festival amador. Para se ter uma idéia da diferença, para ficar no pódium nas categorias amadoras, os boulders base da pontuação eram os vermelhos, com os verdes sendo aqueles de pontuação mais alta ser encadenada para ficar nos primeiros lugares. Já no festival master, os boulders base de pontuação eram os verdes, e os pretos os que iam fazer a diferença na hora da classificação.

Com a ausência de fortes nomes no master masculino como César Grosso, Pedro Nicolosso, Beto Ferragut e Rafinha Takahace, havia ai mais chances de novos nomes aparecerem nessa final. E a disputa foi acirrada, principalmente nas últimas colocações que passavam para a final. Caio Gomes, escalador de Niterói, ficou fora da sua primeira final na temporada por muito pouco, terminando o festival com a 7ª colocação. Rafael Ávila, o Fanfa, que havia chegado na final no Rio, não conseguiu repetir o resultado e ficou de fora. Juan Ouriques, que conseguiu final na etapa passada em São Bento do Sapucaí também ficou de fora. Felipinho (SP), Pedro Raphael (DF) e Jean Ouriques (MG) mantiveram os bons resultados e chegaram mais uma vez na final. Completando os 6 primeiros ficaram Rafael Passos (DF), Tomaz Ferreira (Droza) e Ruy de Castro, ambos escaladores mineiros, fazendo bonito em casa!

No feminino também tivemos mais uma vez as figurinhas carimbadas chegando na final: Thais Makino (SP), Luana Riscado (RJ) e Anna Shaw (SP). A escaladora paranaense Camila Macedo repetiu o bom resultado da etapa passada e chegou mais uma vez na final, acompanhada das escaladoras mineiras Maira Vilas Boas e Patrícia Antunes (que entrou no lugar de Francine Borges, que não pode participar da final e cedeu a vaga). A escaladora Flora Kesselring, que havia estado na final nas duas últimas etapas, acabou ficando de fora dessa.

Nesse festival, outra figura de destaque foi o escalador mineiro Yan Kalapothakis, que disputando na categoria Juvenil A, passeou nos boulders do festival e ficaria bem colocado até mesmo entre os da categoria Master Masculino (ficaria na 14ª posição). Com mais essa vitória, Yanzinho mostrou domínio total na categoria Juvenil, ganhando as 3 etapas, ficando com o título brasileiro e carimbando de vez o passaporte pra categoria Master ano que vem.

Yanzinho em um dos boulders mais fortes do festival. (Foto: 4Climb)

No domingo rolaram as finais das categorias Master Masculino e Feminino. Como em São Bento, as finais foram no modelo IFSC: quatro boulders, com os escaladores escalando cada um na sua vez , tendo 5 minutos para encadenar cada boulder e com a pontuação sendo contada pelos Tops e agarras bônus.

A primeira final foi a feminina, e começou parecendo que ia ser um passeio da Thais Makino, com somente ela fazendo top no primeiro boulder. Mas a partir daí ela começou a ser seguida de perto por Luana Riscado, que foi mandando cada um dos outros boulders à vista e manteve a disputa do primeiro lugar entre as duas. No último boulder, depois de ter mandado o problema à vista, Luana caiu de mau jeito e torceu o tornozelo, sendo retirada no colo para a plateia, para de lá acompanhar o desempenho de Thais Makino. Thais não encaixou bem no boulder e caiu na primeira tentativa, deixando todos apreensivos e abrindo a possibilidade de um empate caso ela não encadenasse o problema. Mas ela mostrou porque garantiu o título brasileiro ainda na segunda etapa, e encadenou o boulder, ficando com o primeiro lugar e Luana Riscado com o segundo. Em terceiro veio a mineira Maira Vilas Boas com 2 tops, deixando Anna Shaw em quarto, Patrícia Antunes em quinto e Camila Macedo na sexta posição.

Luana Riscado no boulder 2 da final feminina.

Anna Shaw no último boulder da final

A final masculina foi recheada de momentos de levantar o público. Os boulders abertos pela equipe de routesetters chefiada pelo Belê garantiram um belo espetáculo, com movimentos dinâmicos e lances bastante criativos. Mais uma vez Felipinho passeou nos boulders, mandando 3 dos 4 problemas propostos, todos à vista. Ele foi o único a mandar o primeiro boulder e já abriu vantagem. No segundo, quem levantou a galera foi o Pedro Raphael, que foi o primeiro a resolver o problema, dominando a agarra final de cabeça para baixo. Felipinho também encadenou esse boulder e manteve a dianteira. No terceiro boulder foi a vez de Tomaz Ferreira, o Droza, levantar o público. Depois de tentar várias vezes sem sucesso, e com o tempo já chegando no fim, ele entrou para um último pega. O relógio zerou e ele tinha apenas mais essa tentativa. E com o apoio da galera ele conseguiu a cadena, e fez seu único top na final. Rafinha Passos também encadenou esse boulder, à vista, e com isso garantiu a terceira colocação. Pedro Raphael e Felipinho também fizeram top e se mantiveram na briga pela título. O último boulder foi extremamente difícil, cheio de módulos e agarras pequenas, e esse não deu nem para o Felipinho. Ao final Felipe ficou novamente em primeiro, Pedro Raphael de novo em segundo, com Rafael Passos em terceiro. Droza ficou com a quarta colocação, seguido de Jean Ouriques em quinto e Ruy de Castro em sexto.

Pedro Raphael voando no primeiro boulder da final masculina.

Felipe Camargo fazendo o domínio da última agarra no boulder 2

Com os resultados dessa última etapa, Felipinho e Thais confirmaram o primeiro lugar geral no campeonato e se sagraram os primeiros campeões brasileiros de boulder, levando pra casa, cada um, uma passagem de ida e volta para Paris e representar o Brasil no Campeonato Mundial de Escalada. Thais já confirmou presença na competição. Felipe vai ficar de fora, mas pretende representar o Brasil em uma das etapas da Copa do Mundo de Dificuldade.

O Campeonato Brasileiro de Boulder com certeza foi um grande sucesso. A organização e a estrutura  foram realmente de primeira, e o Pedro Leite e a Lili Espíndola da Adrena estão de parabéns pelo grande evento, fruto de bastante esforço e dedicação. Que o ano que vem possamos mais uma vez ter um circuito brasileiro de boulder, quem sabe fazendo parada em mais cidades, com mais apoio e dando mais uma vez um show de escalada para um público cada vez maior.

 

Podium Master feminino (Foto: 4Climb)

Podium Master masculino (Foto: 4Climb)

 

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Campeonato Brasileiro e Copa do Mundo de Boulder

23
Aug

Esse final de semana vai ser cheio pra quem gosta de competições de boulder. Durante o sábado e o domingo vai estar acontecendo duas importantes competições: a etapa final do Campeonato Brasileiro de Boulder e a última etapa da Copa do Mundo de Boulder.

O Campeonato Brasileiro de Boulder, primeiro circuito de boulder a ser disputado no Brasil, chega na sua última etapa, em Belo Horizonte, com seus vencedores já definidos. Felipe Camargo e Thais Makino já garantiram o título com as vitórias nas duas primeiras etapas no Rio de Janeiro e em São Bento do Sapucaí, deixando a disputa aberta somente pelos dois outros lugares no pódium. Mas não é só a colocação da categoria Master que a última etapa vai definir. Também vamos ter a definição dos campeões nas categorias Juvenis, Infantil, Amadoras e Paraclimbing, assim como a composição do  primeiro ranking brasileiro de boulder. A novidade dessa etapa vai ser a disputa do Campeonato Brasileiro de Slackline, simultaneamente às disputas do boulder. Ambas competições vão acontecer na Praça do Papa, um dos cartões postais da capital mineira, e prometem dar mais um espetáculo ao ar livre.

Mais uma vez o Desce daí, doido! vai estar presente numa etapa do brasileiro, cobrindo a competição, e com esse que vos escreve participando da disputa na categoria Amador, querendo abocanhar o primeiro lugar no ranking brasileiro. A ansiedade está grande para mais essa etapa. A disputa em SBS já trouxe várias novidades em relação à primeira etapa onde estive presente, no Rio, e dessa se espera ainda mais. Um dos destaques dessa competição vai estar com certeza nos novos módulos que serão adicionados no muro, oferecendo mais opções ao routesetter Belê, e que não vai deixar nada a dever ao outro campeonato que vai acontecer ao mesmo tempo, mas lá em Munique: a etapa final da Copa do Mundo de Boulder.

Depois de cinco etapas disputadas na China, Eslovênia, Áustria e Estados Unidos, a Copa do Mundo de Boulder chega na etapa final. Na disputa feminina, o primeiro lugar já está garantido. A austríaca Anna Stöhr já confirmou o primeiro lugar na etapa passada em Vail, onde conseguiu sua segunda vitória na temporada e não pode mais ser ultrapassada por nenhuma das concorrentes (já que a classificação final só leva em conta os 5 melhores resultados). A grande favorita para o segundo lugar, a britânica Shauna Coxsey, infelizmente quebrou a perna escalando e vai ficar de fora dessa última etapa, deixando o caminho um pouco livre para a japonesa Akyo Noguchi, que vai ter que terminar pelo menos em terceiro se quiser ficar com o segundo lugar na classificação final. A eslovena Mina Markovic ainda tem chances matemáticas de ficar com o segundo. Para isso ela tem que obrigatoriamente ganhar essa etapa e torcer para a Akyo não passar da terceira colocação.

Entre os homens a disputa do título ainda está completamente aberta. Kilian Fischhuber e Rustam Gelmanov estão empatados em primeiro, com 345 pontos cada, o que vai deixar a disputa bem interessante. Quem ficar na frente, leva o título da Copa do Mundo. Esse seria o primeiro do russo, enquanto para Kilian seria o sexto título de Copa do Mundo. Jakob Schubert não tem mais chances matemáticas de brigar pelo título, nem por um eventual segundo lugar. A disputa dele vai ser com o francês Guillaume Glairon-Mondet, pela terceira colocação.

Então pra quem curte competições, o final de semana tem essas duas ótimas opções. Pra quem vai estar em BH, é completamente imperdível o Campeonato Brasileiro, que acontece a partir das 13h do sábado, e tem as finais no domingo de tarde. Pra quem não estiver na capital mineira vai poder acompanhar o que vai estar rolando nas finais de domingo através dos comentários ao vivo pela fanpage do Desce daí, doido no Facebook.

Já a Copa do Mundo você pode acompanhar ao vivo pela internet, pelo site www.ifsc.tv, com as eliminatórias acontecendo no sábado e as semifinais e finais no domingo.

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Inscrições abertas para a terceira etapa do Campeonato Brasileiro de Boulder

25
Jul

Já estão abertas as inscrições para a terceira etapa do Campeonato Brasileiro de Boulder, que vai acontecer nos dias 25 e 26 de Agosto em Belo Horizonte. Mais uma vez a competição vai ser em praça pública, e o palco da competição na capital mineira vai ser a Praça Israel Pinheiro, mais conhecida como a Praça do Papa.

Essa será a última etapa dessa iniciativa pioneira no Brasil, e que vai definir o ranking brasileiro de boulder 2012, assim como premiar os campeões das categorias principais (masculino e feminino) com passagens para o Campeonato Mundial de Escalada em Paris, em Setembro.

Informações:

Local: Praça do Papa

Data: 25 e 26 de agosto de 2012

Inscrições:

Devem ser realizadas pelo site: http://campeonato.adrenaonline.com.br/Inscricao.aspx
Realizadas entre 25/07 e 23/08 – R$ 50,00 (Desconto de 30% para federados/CBME, ou seja, R$ 35,00)
Realizadas entre 24/08 e 25/08 – R$ 70,00 (Desconto de 30% para federados/CBME, ou seja, R$ 49,00)
Os atletas federados/CBME, na entrega dos kits, devem apresentar a carteirinha de afiliação ou declaração da entidade que é afiliado.
Para os atletas das categorias IFSC é obrigatório ser federado/CBME.
O kit do atleta será composto por número de identificação + camisa do evento.

Categorias:
Amador – Masculino e Feminino:
Sênior: Nascidos antes de 1972
Adulto A: Nascidos entre 1983 e 1992
Adulto B: Nascidos entre 1973 e 1982
Infantil: Nascidos a partir de 1999
ParaClimbing: Para portadores de necessidades especiais

IFSC – Masculino e Feminino:
Master: Masculino e Feminino
Júnior: Nascidos em 1993 e 1994
Juvenil A: Nascidos em 1995 e 1996
Juvenil B: Nascidos em 1997 e 1998

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V9 e V10 no mesmo dia para Yan Kalapothakis

9
Jul

O mineirinho Yan Kalapothakis, de 16 anos, teve um final de semana bem produtivo. Escalando em Ouro Preto no domingo o moleque conseguiu encadenar no mesmo dia um V9 e um V10 dos boulders Deep Inside e Deep Inside Extension.

Yan apertando tudo no boulder Canindé V10

Yan explica que o Deep Inside é um boulder de “7 moves fodas, depois é so agara muito boa; e o Deep Inside Extension tem 12 moves fodas e depois uns 3 de agaras muito boas.“ Da última vez que havia entrado no Deep Inside,  ano passado, Yan havia levado um espanco do boulder, e dessa vez resolveu entrar para ver se tinha evoluído nesse meio tempo. Resultado? Cadena logo no primeiro pega do dia. Com o V9 garantido, ele pensou: “Porque não tentar a extensão também?”. Ele não só tentou como conseguiu. Mais uma vez no primeiro pega, garantindo o terceiro V10 da carreira dele, onde já constam o Canindé e o Guerreiro, ambos em Ouro Preto.

Yan também tem conseguido bons resultados nas competições e atualmente é o primeiro colocado no ranking do campeonato brasileiro de boulder, categoria Juvenil A, tendo conseguido vitória nas duas etapas disputadas até aqui. Esse menino vai longe!

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Campeonato Brasileiro de Boulder – Segunda Etapa

12
Jun

Aconteceu nesse feriado, na cidade paulista de São Bento do Sapucaí a segunda etapa do Campeonato Brasileiro de Boulder, competição organizada pela loja mineira de equipamentos de escalada, Adrena, com o apoio da Confederação Brasileira de Montanhismo e Escalada (CBME). A primeira etapa aconteceu no final de abril, na cidade do Rio de Janeiro, durante a I Semana Brasileira de Montanhismo.

Nessa segunda etapa o trabalho da organização, até onde chegaram as notícias, foi quase impecável. Tão bom que até São Pedro resolveu dar uma forcinha e deu um tempo na chuva para o campeonato acontecer com céu claro e frio. Condições ideais!

O muro dessa segunda etapa foi o mesmo da etapa no Rio de Janeiro, mas que dessa vez ganhou o “upgrade” de vários módulos, que tanto deixaram os boulders mais interessantes, como devem ter facilitado sobremaneira o trabalho do routesetter André Berezoski (Belê). Pra quem estava acompanhando a competição em praça pública, a grande novidade foi o sistema automatizado de pontuação, computado via iPad pelos juízes e atualizado em tempo real no telão. Coisa de primeiro mundo!

Novidade no sistema de pontuação (Foto: Adrena)

Como na etapa anterior as categorias foram divididas em amador (Adulto A, Adulto B, Sênior e Sub-13), Juvenil (A e B) e Máster (IFSC), além da Paraclimbing. Nas categorias amadoras houve mais uma vez uma grande participação de atletas, com destaque para a garotada do sub-13 que compareceu em maior número dessa vez. As categorias juvenis terminaram com a vitória de Yan Kalapothakis no Juvenil A, bem a frente dos demais na sua categoria; Vítor Miyazaki no Juvenil B, e Izabela Rezende no Juvenil A feminino. Na categoria Paraclimbing, o escalador paulista Raphael Nishimura escalou sozinho novamente, mas escalou muito bem os boulders propostos, já esquentando as turbinas para participar do Mundial na França, em setembro.

Galerinha do sub-13 representando em SBS (Foto: Adrena)

Na categoria principal, a Máster, mais uma vez os paulistas Felipe Camargo e Thais Makino mostraram superioridade e ficaram com o título de mais uma etapa, praticamente garantindo a vitória do circuito nesse ano. Dessa vez as finais foram disputadas no modelo oficial da IFSC, com os atletas escalando à vista, cada um na sua vez.

Com a ausência de Cesar Grosso no masculino, o escalador Pedro Raphael de Brasília abocanhou o segundo lugar, com o mineiro Jean Ouriques ficando em terceiro. No feminino, o segundo e terceiro lugar da etapa passada se inverteram e Luana Riscado de Niterói ficou com segundo posto no podium, com Camila Macedo Anna Shaw vindo logo em seguida.

Felipe Camargo em um dos boulders da final (Foto: Adrena)

Podium feminino (Foto: Adrena)

Podium Masculino (Foto: Adrena)

Em Agosto o Campeonato Brasileiro de Boulder chega ao fim, com a última etapa do ano em Belo Horizonte, ainda sem data e local final definido, mas que promete manter o nível da competição e organização dessa segunda etapa, mostrando que competições de escalada no Brasil podem sim funcionar e dar muita visibilidade pro esporte.

Resultados

Master Masculino

1- Felipe Camargo

2- Pedro Raphael

3- Jean Ouriques

4- Alexandre Rajagopalan

5- Pedro Nicoloso

6- Juan Ouriques

Master Feminino

1- Thais Makino

2- Luana Riscado

3- Camila Matiazi Macedo

4- Anna Shaw

5- Camila Porto

6- Flora Kresselring Zugaib

Juvenil A Feminino

1- Izabela Rezende

Juvenil A Masculino

1- Yan Kalapothakis

2- Pedro Henrique

3- Guilherme Arjona

4- Vítor Machado de Paula

Juvenil B Masculino

1- Vítor Miyazaki

Para os resultados completos, acesse o site do campeonato!

(A terceira colocada na categoria IFSC Feminino foi a escaladora Camila Macedo, e não a escaladora Anna Shaw, como havia sido anteriormente veiculado. Corrigido em 06/08/2012)

 

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Vídeo da semana XXXII

26
May

Resolvi mudar um pouco as coisas por aqui. Achei injusto alguns vídeos de sexta, que acabavam fazendo muito sucesso entre os fãs do facebook ficar de fora do Vídeo da Semana justamente porque o post saia às sextas. Por isso o vídeo agora fica no sábado domingo, e pra inaugurar essa nova data, o vídeo que, creio eu, bateu todos os records de curtidas na fanpage do Desce daí, doido! Foram 14 pessoas curtindo, mas não podia deixar de ser. O vídeo da primeira etapa do Campeonato Brasileiro de Boulder, produzido em parceria pela Little Up e a Foca no Climb ficou fantástico! Carregado do bom humor que só o pessoal da Little Up tem, entrevistas legais (inclusive a figura que vos escreve) e com uma edição precisa, o vídeo empolga! Então, pra quem não viu (duvido que não tenha), fica ai a pérola!

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Diário de treino XIV

23
May

Finalmente estou de volta aos treinos fortes, depois de 3 semanas cozinhando o galo por conta da lesão que ainda estava incomodando um pouco. Não vou dizer que estou 100%, mas já sinto bem mais confiança pra fazer os movs fortes que estava acostumado. Ainda estou sem encarar barras, mas depois daquela história de que barra não faz tanta diferença assim, eu desencanei.

Depois daquele início tentando ser bem metódico com os meus treinos eu percebi a verdade: esse negócio de ser metódico não funciona comigo. Até dá certo no começo, mas depois eu fico de saco cheio e desisto de toda a organização e planejamento. Isso não quer dizer que eu vá agora treinar na doida, sem critério algum. Ainda quero ter um esquema de treinos, mas um pouco mais flexível. Algo que eu quero institucionalizar é a sessão livre de boulder! Todo treino tem que ter aquela sessão descontraída com a galera. Entrar no mesmo boulder, trocar beta, passar a vibe. Sem isso o treino fica chato. Nem que seja 40 minutinhos de treino assim, pra descontrair.

Fora isso quero focar mais agora nos treinos no finger novo que a Fábrica de Monstrinhos adquiriu, e trabalhar mais a parte de “core”. Outra coisa que quero retomar é os treinos aeróbicos nos dias de descanso. Tenho começado a ganhar peso, talvez por estar ganhando massa muscular, mas pra garantir, aquela corridinha vai ajudar a manter a relação peso/potência no ideal. A principal novidade dessa nova fase de treinos é mesmo a suplementação. Comecei a treinar essa semana suplementado e posso dizer que já senti a diferença no desempenho durante o treino.

Tudo isso pra que? Bem, o objetivo mesmo é treinar forte pra participar da terceira etapa do Campeonato Brasileiro de Boulder, em agosto em Belo Horizonte. Depois do bom resultado na primeira etapa, eu percebi que ainda dava pra ter ido melhor, dava pra ter puxado um pouco mais, mesmo lesionado. Sem lesão então. A idéia é melhorar substancialmente o resultado da primeira etapa. Cravar o primeiro lugar no pódio na minha categoria e melhorar minha pontuação no geral, quem sabe ficando entre os 5 melhores no amador. Até lá são mais de 2 meses de treino e muito suor, calos e pele destruída sem perdão!

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Inscrições abertas para a segunda etapa do Campeonato Brasileiro de Boulder

22
May

Já estão abertas as inscrições para a segunda etapa do Campeonato Brasileiro de Boulder, a ser realizada nos dias 8 e 9 de Junho na cidade paulista de São Bento do Sapucaí. Assim como na primeira etapa que aconteceu no Rio de Janeiro no mês de Abril, essa etapa é organizada pela Adrena, conceituada loja de equipamentos de escalada de Belo Horizonte, e vale pontos para o ranking nacional. Na primeira etapa mais de 100 atletas estiveram presentes, entre profissionais e amadores. A expectativa é que o número de atletas cresça nessa segunda etapa. Durante essa etapa também deve acontecer uma reunião para discutir o futuro das competições de escalada no Brasil, dirigida pelo GT de competições da CBME.

As inscrições podem ser feitas pelo novo site do campeonato brasileiro.

 

 

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Vídeo da Semana XXX

11
May

O vídeo dessa sexta não podia ser outro. Um evento que foi marco da escalada nacional, e um campeonato que com certeza vai iniciar uma nova era do esporte aqui no Brasil! O pessoal da Foca no Climb fez um ótimo trabalho em captar os melhores momentos da categoria principal  da primeira etapa do Campeonato Brasileiro de Boulder, no Rio de Janeiro! Pra quem não teve a oportunidade de estar lá (eu estava) fica ai o vídeo mostrando como foi IRADO!!

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Campeonato Brasileiro de Boulder – Primeira Etapa

4
May

No final de semana passado rolou no Rio de Janeiro a primeira etapa do Campeonato Brasileiro de Boulder, organizado pela Adrena com o apoio da CBME. Como não devia deixar de ser, fui lá conferir a competição e também entrei pra participar. No total foram mais de 100 atletas inscritos nas mais diversas categorias, o que garantiu um espetáculo bonito pra quem passou pela praça General Tibúrcio na Urca. O muro montado pela Adrena estava fantástico, com seus 4,5 metros de parede com a base muito bem protegida por colchões. Negócio tava gringo!

O muro do campeonato brasileiro, a galera aguardando e o Pão de Açucar ao fundo.

No sábado rolaram as categorias amadoras, da qual participei. Eram cerca de 40 atletas no masculino e feminino, divididos em 5 categorias: Adulto A, Adulto B, Sênior, Infantil e a Paraclimbing. Eu participei na Adulto B, juntamente com mais 6 escaladores.

Cheguei pra competir ainda com receio de me machucar novamente, então não estava com grandes pretensões de conseguir qualquer resultado importante. Minha ideia era de escalar sem pressa, testando os boulders que não piorassem a lesão. Mas meio que por milagre, no dia da competição eu não senti absolutamente nada, e escalei quase como se estivesse 100%. Os problemas estavam divididos em 4 categorias: brancos (valendo até 1.000 pontos), os amarelos (valendo até 5.000), os azuis (até 10.000) e os pretos (até 20.000 pontos).

De início resolvi aquecer em alguns brancos, que estavam aparentemente na faixa do V1/V2. Fiz o primeiro com facilidade e ia aquecer em mais um ou dois, mas com a minha torcida do lado de fora gritando pra eu “escalar de verdade”, acabei pilhando e entrando em seguida em um dos amarelos. O primeiro tinha uma passagem de pinças pequenas bem nojenta, mas que consegui dominar logo na primeira tentativa, caindo na próxima agarra por não ter visto uma agarra de pé. Tentei mais uma vez esse e mandei. Me senti bem, e resolvi realmente ficar nos amarelos. O próximo também mandei de segunda, mas já com o gostinho amargo de não ter mandado em flash. O mesmo acontecendo com o terceiro, mais uma vez por negligenciar uma agarra de pé. Já tinha 3 amarelos no bolso, somando perto dos 10.000 pontos.

Entrei para tentar o amarelo que parecia ser o mais difícil, na parede que tinha uma dominada (mas que pediam pra não dominar). Entrei umas 4 vezes nele, caindo sempre no mesmo lugar. A essa altura já tinha tentado 5 dos 6 amarelos e mandado 3. Resolvi entrar no último que me restava com a intensão de mandar de flash. Fui bem confiante e sólido nos movs e saiu meu único boulder amarelo flash. Com 4 boulders amarelos anotados, ainda faltava algo de pontuação maior pra fechar as 5 maiores pontuações. Eu queria tirar aquele branco dali. As opções eram o amarelo mais difícil, que eu já tinha tentado demais, um outro amarelo que terminava num bote imenso, e um azul, que parecia ser o mais mandável de todos, principalmente depois do beta encontrado pela galera de fazer um “figure four” no agarrão. Resolvi tentar a sorte no azul.

O mais difícil dos boulders amarelos. Cai sempre nesse lance...

O único que saiu de flash...

Logo na primeira tentativa acertei o  bote no agarrão, e fiz bem o “figure four”, chegando na penúltima agarra. Só faltava o bote pra agarra final. Primeira tentativa e chão. Mas ter chegado tão perto de mandar e a ótima pontuação do boulder, me fizeram continuar tentando. Tentei mais umas 4 ou 5 vezes, todas indo no chão na hora do bote. Uma das vezes cai até de cara, beijando os colchões e atestando a qualidade da proteção (aprovado galera!). Não senti nada! O fiscal do boulder ao lado já tava de saco cheio de me ver caindo ali do lado dele o tempo inteiro. Fui pra mais uma tentativa e dessa fez fiz diferente. Mudei a pegada da agarra lá em cima e consegui esticar e fazer o mov estático. Azulzinho no bolso, mais 6000 pontos pra cartela. Com esse eu já estava satisfeito com a minha pontuação, mais ainda assim resolvi tentar o amarelo do bote. Deu umas 4, 5 pegas nele e apesar de achar que poderia mandar, resolvi deixar pra lá e ficar com o que tinha conseguido: 18.200 pontos, achando que isso podia me dar até o primeiro lugar na minha categoria.

Durante a minha participação no amador, observei bastante a galera escalando, e era bonito só de assistir. O Raphael Nishimura, único participante da categoria Paraclimbing, deu um show a parte. Fez todos os boulders que o Belê tinha preparado pra ele e em seguida partiu para os brancos e foi mandando. Sempre com a torcida da galera. Ver também a pequena Julia, aluna do Centro de Escalada Jacarepaguá, escalando era muito inspirador. Ela mandou muito bem nos boulders que entrou, com uma movimentação de fazer inveja a muito escalador mais velho. Acabou levando um susto no final, quando caiu do final do boulder de costas nos colchões, mas não foi nada demais. Outra figurinha que me chamou a atenção, foi o participante mais jovem, que tinha 7 anos de idade. Um garotinho lorinho, que chegou acompanhado da mãe. Depois do primeiro boulder dele, que ele não conseguiu mandar, ele sentou e frustrado, começou a chorar. Tirou as sapatilhas e não quis mais participar. Fiquei com dó dele, e quase chego pra conversar com ele e dar uma força, mas não fiz isso. Acho que só faltou isso pra ele, um escalador falar pra ele que cair era normal, que todo mundo cai.

Uma hora depois do final do festival, saiu o resultado, e quase como esperado, fiquei em segundo, 1200 pontos atrás do primeiro colocado da Adulto B. Em terceiro ficou o Léo (Paulista) Medeiros, que mora no Rio Grande do Norte, o que deixou o podium da Adulto B quase todo do nordeste. O Adulto B feminino teve a escaladora Debora Hashiguchi em primeiro e Anaceli Vieira em segundo, as duas vindo do Rio Grande do Norte. No geral, contabilizando todas as categorias, eu teria terminado em 12º lugar. Nada mal dentro de um total de 32 escaladores competindo. Mas sai de lá com a certeza que dava pra ter ido melhor, e vou tentar isso em uma próxima etapa, provavelmente a etapa em Belo Horizonte.

O pódium da categoria Amador Adulto B (Foto de Debora Hashiguchi)

Pódium Feminino do Amador Adulto B

No domingo foi a vez dos profissionais  nas categorias master. Não dá nem pra contabilizar a quantidade de gente forte participando, vou citar apenas os favoritos. No masculino, os óbvios favoritos eram  Felipe Camargo e Cesar Grosso, Jean Ouriques bem próximo dos dois. No feminino os dois maiores nomes eram Thais Makino e Anna Shaw, com a Thais como grande favorita. Felipinho estava saindo de uma lesão no dedo, mas ainda assim não encontrou muita dificuldade pra passar pra final, algo que foi menos difícil ainda para Cesar Grosso. Depois de mandar apenas 5 boulders, todos na maior pontuação, ele deu por terminada a sua participação no festival e foi aguardar o resultado e descansar para a final. Uma das grandes atrações da competição foi o jovem Rafael Takahace, de 16 anos, que não ficou atrás dos melhores e acabou garantindo passagem para as finais. Depois de 4 horas de festival, os finalistas foram os seguintes:  Cesar Grosso, Felipe Camargo, Jean Ouriques, Beto Ferragut, Rafael Takahace, Pedro Rafael, Pedro Nicolosso e Marcelo Balesteros  no masculino;  Thais Makino, Anna Shaw, Luana Riscado, Bianca Castro, Flor Kessling e Tatiana Caloi no feminino.

Felipe Camargo durante o festival.

Rafinha Takahace mandando bem e garantindo a vaga na final

Cesar Grosso perto de finalizar mais um boulder

Thais Makino passeando nos boulders

Luana Riscado perto do top durante o festival.

As finais foram emocionantes, principalmente o feminino. Eram quatro boulders, 30 minutos para tentar todos em sequência. Depois de ir tentar o próximo boulder, não podia mais voltar para o anterior. No feminino Thais Makino deu um show. Encadenou todos os boulders da final, com destaque para o último, com um bote de lado muito bonito. Quase no fim Anna Shaw também quase manda esse boulder, depois de muitos pedidos da torcida para mais uma tentativa. Luana Riscado fechou a participação na final com um top, garantindo o terceiro lugar.

No masculino Belê pegou pesado, e todos os boulders estavam extremamente difíceis. Tanto que uma agarra bônus virava automaticamente vantagem e muitos passavam pro próximo boulder logo depois de dominar uma agarra bônus. O primeiro boulder não viu nenhum top. Muito menos o segundo, que viu poucos avançarem mais de duas agarras. Felipinho foi o primeiro a tentar o terceiro boulder, que parecia bem a sua cara: bidedos e monodedos. Ele entrou muito bem, e logo na primeira tentativa tocou a agarra final. Foi o suficiente pra todos virem tentar o boulder também. Cesinha e Jean Ouriques também foram muito bem nesse boulder, quase fazendo top. Felipinho voltou para a segunda tentativa e depois de dominar a agarra final com uma das mãos, caiu quando tocou com a segunda. Apreensão geral pra saber se ele tinha feito ou não o top, que acabou sendo validado pelos fiscais, para o azar de Cesinha, que até ali estava sendo o campeão pelo resultado do festival. Todos correram para o último boulder quando Beto Ferragut foi bem na primeira tentativa, mesmo com a costela trincada. Mas o tempo estava curto, e ninguém conseguiu encadenar, ficando assim a vitória da primeira etapa com Felipe Camargo, sob protestos (justos) de Cesar Grosso.

Felipe Camargo quase dominando a agarra final. (Foto: Caio Pimentel)

Final masculina - Master

Beto Ferragut no último boulder da final (Foto: Caio Pimentel)

Pódium do Master Masculino

Pódium Master Feminino (Foto: 4Climb)

O resultado final de todas as categorias ficou assim.

Master Masculino

1. Felipe Camargo

2. Cesar Grosso

3. Jean Ouriques

Master Feminino

1. Thais Makino

2. Anna Shaw

3. Luana Riscado

Juvenil A

1. Yan Kalapothakis

2. Lucas Groenner

Juvenil B

1. Vitor Fujita

Adulto A Masculino

1. Tiago Rodrigues

2. Rafael Rebello

3. Lucas Sá

Adulto B Masculino

1. Guilherme Ferraz

2. Neudson Aquino

3. Léo Medeiros

Adulto A Feminino

1. Daniela Grassi e Glauce Ibraim

3. Alessandra Dias

Adulto B Feminino

1. Debora Hashiguchi

2. Anaceli Vieira

3. Graziela de Oliveira

Sênior

1. Brady Robinson

2. André  (Godoffe) Monteiro

3. Goro Shiraiwa

Paraclimbing

1. Raphael Nishimura

Infantil (sub-13)

1. Julia Dias

Fazendo agora uma reflexão sobre o campeonato, o saldo foi bastante positivo. O muro ficou de uma qualidade incrível e as vias criadas pelo Belê também. Gostei do modelo festival e realmente fica bem interessante, e mais dinâmico, mas ainda gostaria de ver finais no estilo IFSC, um boulder e um atleta de cada vez, em todas as categorias, quando o número de atletas permitisse. Senti falta de alguma premiação na competição, além da medalha. No amador qualquer coisa já seria válida. Na minha opinião motiva mais os atletas a participarem. Quem duvida que uma das motivações do master são as passagens para Paris? Eu não. Achei que a categoria infantil deveria ter boulders próprios, assim como a Paraclimbing, para evitar a frustração de alguns jovens atletas, como o garotinho que citei ali em cima. Em termos de divulgação senti a falta da cobertura de algum veículo de imprensa. Não me lembro de ter visto nem uma rede de televisão fazendo matérias durante a competição (se houve, me corrijam). E pra fechar, faltou uma festa! Campeonato de escalada combina com festa de encerramento. No mais tudo foi bem, e a competição tende a crescer e ficar cada vez melhor! Parabéns a todos os envolvidos, principalmente ao Pedro Leite da Adrena, que assumiu a frente de tudo e fez o negócio acontecer.

Em junho tem a segunda etapa em São Bento do Sapucaí, e a temporada do Brasileiro fecha em Agosto, com a terceira etapa em Belo Horizonte, que quero muito estar presente.

 

 

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