De volta da Serra do Cipó!

Estou de volta da viagem de 5 dias escalando na Serra do Cipó, minha segunda visita à esse paraíso da escalada esportiva. Mais uma vez fui acompanhado do Daniel Mamede, e tivemos também a companhia do nosso amigo Júlio “Francês” Pimentel. Antes de mais nada, vou pedir desculpas pela falta de imagens no post, acabei não levando minha câmera, mas espero que isso não faça tanta falta.

Essa viagem foi bem diferente da anterior. Dessa vez só entrei em vias na faixa do sétimo grau e voltei com 3 cadenas: 2 7a’s (Rei do Torresmo e Bárbaros) e um 7b (Dr. Jack).  Ou seja, escalei forte para o meu nível, tanto que dessa vez um dia de descanso foi necessário. Fora as vias encadenadas, entrei também em mais 2 7b’s (Cravo e a Rosa e O dia em que a terra parou), dois 7c’s (Ética decomposta e Virgulino), e até inventei de dar uns pegas num 8b (Queimando tudo).

Apesar de ter encadenado apenas 3 vias, gostei do resultado. Senti que realmente entrei na casa dos sétimos. Os 7a’s sairam relativamente fáceis. A Rei do Torresmo saiu de segunda, mas poderia ter saído em flash, se eu não tivesse “frangado”, segundo o Júlio. A Bárbaros, apesar de ter dado uns pegas na viagem passada, dessa vez também só precisou de duas entradas. A Dr. Jack só precisou de 3 pegas, o que pra mim foi a grande surpresa da viagem. Não esperava mandar um 7b tão fácil. Na Cravo e a Rosa eu dei um pega apenas, já no último dia, fui até o final, e senti que com talvez mais 2 pegas e um pouco mais descansado, ela também sairia. Já o pega na Ética Decomposta, me mostrou que um 7c daquele nível é realmente uma possibilidade real. Gostei muito desse pega, onde tentei escalar com fluidez e ritmo e só não passei mesmo do crux.

Mas acho que o melhor mesmo da viagem, dessa vez, foram as pessoas que eu conheci no Cipó. Cada uma passou alguma coisa. Com algumas escalei mais, com outras apenas conversei, mas realmente foi muito bom conhecer todas elas. Escalar com o Júlio durante 5 dias foi muito bom. Ele escala muito e é muito motivado pra escalar, e essa motivação acaba passando pra você, nem que seja por osmose. Foi irado escalar com o pessoal de Diamantina, Andrei e Tuchê, que são mais habituados aos boulders, mas mandaram muito bem nas vias, fraga?! Espero ter a oportunidade de escalar os boulder de Diamantina com eles qualquer dia.

Bater papo com o Tonto e a Fabíola, o Helton e Dani no abrigo. Ter a chance de conhecer o Barão e a Rafa, e ainda ver que o cara ficou pilhado com as fotos de Tejuçuoca! Rever o Magrão e a Taissa, anfitriões da minha primeira trip. Realmente muito bom!

Mas sem dúvida, as pessoas que eu mais gostei de conhecer nessa viagem foram o Sanzio e a esposa dele, Adailma, de Brasília. Sanzio tem 40 anos e escala há 7. Mas se você acha que ele se contenta com os sextos, fique sabendo que o cara escala nono grau! Conhecer ele serviu de amostra que começar tarde não significa não escalar forte, e me deu mais motivação pra continuar subindo o grau. Sem contar que o Sanzio é uma figura, bem humorado e muito tranquilo. Istriquinado definitivamente vai fazer parte do meu vocabulário agora! Mas acho que ele não estaria completo  sem a Adailma ao lado. Ela não escala (tentou umas vias por lá), mas não vê problemas em ir com ele, carregar mochila nas costas, fazer segurança, e dar força pro marido. Um casal realmente fantástico, e que eu com certeza vou querer reencontrar quando estiver por Brasília!

Somando tudo isso, escalada, viagem e encontros com pessoas do Brasil inteiro, essa “trip” vai ficar na memória, e com certeza estarei pelo Cipó ano que vem, para mais uma dose disso tudo. Pense num vício bom!

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