Diário de treino XII

Eu devia tá aqui escrevendo sobre a minha última semana de treino e de como eu ia dar o último gás nessa reta final pro campeonato brasileiro e descansar semana que vem pra chegar inteiro na competição e dar o meu melhor, independente de que posição isso me leve. Mas ontem eu acabei tendo que abortar esses planos.

Logo no começo do treino, depois de pagar uma série de barras, senti um incômodo embaixo do braço, na parte de trás. Segundo meus amigos mais entendidos, um educador físico e o outro médico, o problema foi no grande dorsal. Ainda tentei continuar o treino, que seria uma sessão de “power endurance” num novo circuito, mas nas primeiras entradas senti realmente incomodando. Não chegava a doer realmente, mas pra prevenir e não piorar o negócio, eu resolvi parar o treino por ali e voltar pra casa.

Parece até besteira, mas quando senti a lesão, e me vi sem conseguir treinar como eu queria, fiquei realmente abatido. Fiquei então imaginando como deve ser para um atleta profissional. Se comigo, que não fazia muito mais do que um mês que eu estava me preparando pra uma competição, me lesionar na reta final já foi extremamente broxante, na falta de uma palavra melhor, imagine então para um atleta que se prepara meses, as vezes até anos, para uma competição, e na reta final se machuca. Deve ser algo devastador.

Quanto a mim, vou me conformar com a idéia de que uma semana a mais de treino não vai fazer grande diferença na minha performance, então vou realmente tirar a semana de descanso mais cedo. No máximo, fazer treinos leves de resista no final de semana, mais pra sentir como está. O que eu quero agora é chegar no Rio sem sentir nada, e poder competir, mesmo sem dar o máximo, sem estourar nada. É foda, é chato, é frustrante, mas é a vida. Vamos ver no que dá.

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