Adventure Sport Fair 2013

Foi corrido, foi só um dia, mas o Desce daí, doido! esteve presente na Adventure Sport Fair, maior feira de esporte de aventura da América Latina, que aconteceu durante a semana passada em São Paulo. A feira contou com diversos stands de várias marcas do mercado de esporte de aventura e com atrações para garantir a diversão dos visitantes. Tinha desde pista artificial de snowboard até tanque de mergulho.

Estive por lá na quarta-feira, dia 01, e cheguei bem a tempo de assistir a palestra do meu amigo Raphael Nishimura. Esbanjando a simpatia habitual, Raphael contou um pouco da sua história e das conquistas na escalada e na vida. Foi legal ouvir ele contar sobre a medalha de prata no Mundial Paraclimbing ano passado, e ouvir o Raphael lembrar que foi daqui que partiu a notícia que ele estava na final, mesmo quando nem ele acreditava mais. Durante a palestra do Raphael tive a chance também de conhecer uma das grandes promessas da escalada nacional, o jovem Felipe Ho, de 14 anos, que estava por lá tanto para prestigiar o amigo como para apoiar os seus patrocinadores, a Five Ten Brasil.

Raphael Nishimura na Adventure Sport Fair
Raphael Nishimura na Adventure Sport Fair

Depois da palestra do Raphael fui dar uma volta pela feira e conferir os stands relacionados com a escalada. Especificamente de escalada,  eram realmente muito poucos, apenas Five Ten Brasil, La Sportiva e Snake. O stand da Five Ten Brasil, muito bem localizado, apresentava todos os modelos de sapatilha hoje fabricados pela marca e agora disponíveis no Brasil. Fui guiado em alguns modelos pelo Felipinho Ho que me mostrou o que ele tem usado atualmente para as cadenas, incluindo a novíssima Team VXi. Por lá também reencontrei com o André Berezoski, com quem bati um papo, deixei uma sapa para resola e levei uma bronca por ter deixado abrir o bico. Na próxima vez não uso até abrir, Belê!

Stand da Five Ten Brasil na Adventure Sport Fair
Stand da Five Ten Brasil na Adventure Sport Fair

Na parte de negócios, conferi que a mesma empresa que está trazendo a marca Five Ten para o Brasil também está importando outras duas marcas de escalada: os equipamentos da Trango, conhecida pelo seu ótimo freio automático Cinch, mas que também fabrica desde cadeirinhas até proteções móveis, algumas de patente exclusiva como os Big Bros, para fendas largas; e também as cordas da BlueWater Ropes, marca bastante conhecida e conceituada nos Estados Unidos.

Visitei também o stand da La Sportiva, onde conheci a tão falada Futura, com seu “revolucionário” solado “No Edge”. A sapatilha pareceu muito boa, mas só consegui pensar em uma coisa: não vai dar pra resolar! Conversei um pouco com o pessoal do stand e fiquei sabendo que eles também estão trazendo novamente os equipamentos da italiana Kong, que já deu o ar da graça em terras brasileiras anteriormente mas que havia sumido.

Aproveitei também para visitar os stands da Go Pro, e da Goal Zero, só para ficar babando com os equipamentos, principalmente a nova Go Pro 3 Hero, com sua capacidade de filmar em 4K!

Novidade na feira foram os stands de destinos turísticos de esporte de aventura, dentre os quais se destaca o stand de Mendoza, que divulgava deste as atrações de esporte até os vinhos da cidade argentina. Várias cidades e estados brasileiros também tinham stands na feira, o que me fez pensar que seria uma grande oportunidade para a cidade de Quixadá divulgar seu potencial para o vôo livre e escalada numa próxima edição. Fica a dica!

Infelizmente não pude conferir as palestras do Luciano Fernandes sobre análise de filmes outdoor, nem a das meninas do filme “Elas na Pedra”. Outro compromissos acabaram me tirando de lá.

No final das contas, curti de ter conhecido a feira e o que as marcas tinham a oferecer, apesar de ter pouco espaço para a escalada em si. Espero que os produtos lá expostos possam chegar ao escaladores brasileiros em preços mais atraentes para evitar que tenhamos que recorrer “a um amigo que vai pra fora”. Seria realmente muito bom que o que vi nos stands da Five Ten Brasil e La Sportiva fossem o começo de uma novo momento no mercado de escalada no Brasil.

Para fechar, se tem uma coisa que eu posso colocar como negativa na feira, é a falta de uma rede wi-fi aberta no espaço. Em tempos de mídias sociais como Facebook, Instagram e Twitter, postagens espontâneas do público e de veículos independentes de mídia como esse blog, poderiam fazer maravilhas pela divulgação da feria. Uma pena que a organização tenha negligenciado esse fato.

Para mais fotos do evento, confiram a fanpage!

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